
Jornal GGN – Ao Tribunal de Justiça de São Paulo, um dos principais delatores da Operação Alba Branca, que investiga corrupção nos contratos entre o Estado governado por Geraldo Alckmin (PSDB) e a Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar) para abastecer as escolas com mereda, afirmou que pagou propina a dois ex-assessores de Fernando Capez (PSDB) na própria Assembleia Legislativa (Alesp).
Segundo ele, cada um dos assessores recebeu cerca de R$ 200 mil em dinheiro vivo ao longo de 2015, “à medidade que o Estado pagava pelo suco fornecido” pela Cooperativa. Outros “quatrocentos e poucos mil” foram destinados a pagar dívida da campanha de 2014 de Capez, hoje presidente da Alesp.
Capez é investigado no Tribunal de Justiça por dois contratos específicos para fornecimento de suco de laranja, que totalizam R$ 11,4 milhões. O valor, segundo o delator Marcel Ferreira Julio, é superfaturado porque, para conseguir lucrar e ainda pagar as propinas, a Coaf decidiu comprar suco industrializado e vender por um preço elevado, como se fosse orgânico.
De acordo com o delator, os membros da Coaf sacavam o dinheiro e “vinham para São Paulo”, para encontrar os ex-assessores Jéter Rodrigues Pereira e José Merivaldo dos Santos, para efetuar os pagamentos. Isso ocorria “fora, na entrada, no restaurante, sempre por ali” na Alesp.
O delator reafirmou que foi procurado pela Coaf para servir como uma espécie de lobista, porque a cooperativa já havia ganho uma licitação para ser fornecedora do Estado, mas ainda não havia sido demandada para vender algum produto.
Ele, então, procurou um ex-assessor de Capez e teve dois encontros com o deputado, que à época estava em campanha. O tucano teria ligado para o chefe de gabinete da Secretaria de Educação para interceder em favor da Coaf. Dias depois, foi lançado edital para compra de suco de laranja.
Capez, que teve o sigilo de seus investimentos quebrado, nega as acusações e destaca que o delator admitiu que o tucano nunca lhe pediu dinheiro.
Os ex-assessores, que estão afastados de suas funções na Alesp desde que o escândalo saiu na mídia, também negam que tenham recebido propina.
Spin D de deriva
17 de outubro de 2016 12:41 pmah se fosse petê…mas é
ah se fosse petê…mas é aliado da madame globo…então esqueçam…
CB
17 de outubro de 2016 1:14 pmIsso não vem ao caso…
Isso não vem ao caso…
MarFig
17 de outubro de 2016 2:00 pmPenso que a única forma do
Penso que a única forma do paulista acordar é se o PT acabar. Talvez por isso ainda não prenderam o Lula.
Francisco de Assis
17 de outubro de 2016 2:10 pmAssembleia de São Paulo virou Merendódromo (ou Merenbléia)
Assembleia de São Paulo virou Merendódromo (ou Merenbléia)
Esse é o Tucanistão, sustentado pelos Patos da avenida Paulista, que desfilam gritando “O Califa é grande”.
carlos Taurus
17 de outubro de 2016 2:22 pmTorcida do Corinthians
Como diz a torcida do timão: “QUEM VAI PUNIR O LADRÃO DA MERENDA?”
bonobo de oliveira, severino
17 de outubro de 2016 3:18 pmUm ponto dentro da curva.
A investigação, nesse caso, torna-se um ponto dentro da curva, no conhecido TJSP. Nenhum delator ou suspeito é preso para ser encorajado a cooperar, não existe o “direito do público à informação”, portanto não há vazamentos de investigações, não há risco de que os suspeitos destruam provas, estando soltos e, de plano, descartam-se quaisquer possibilidades de envolvimento de autoridades do governo e, finalizando, não há construção de teoria de acusação Power Point. São todos inocentes até que tudo seja abafado, bem dentro da curva da normalidade gaussiana judiciária. Isso é que é democracia plena!!!
ze sergio
17 de outubro de 2016 5:47 pmdelator….
Não importa salvar o PT. Nem PSDB. Nem outro qualquer. Que vão para a cadeia e se implodam. Que seja o Maluf ou Cunha. Chegamos na esquina novamente. É o atraso, sina lamentável da história brasileira ou um país que busca a prosperidade e justiça para a sua população. O que deve ser salvo é o Brasil. Cobremos as mesmas atitudes e mesmas consequências para todos. Onde estão os resultados e as prisões no Mensalão do PSDB, na Zelotes, no Merendão do Alckmin, no caso HSBC, no Panamá Papers, Cunha, Banestado? Implodamos todo o resto. É a nação brasileira que deve sobreviver.