
Tanto a ação da Polícia Federal e do Ministério Público quanto a votação no Conselho de Ética são bons sinais de uma institucionalidade que começa a acordar graças à mobilização popular e à denúncia constante daqueles que, antes mesmo de Cunha chegar à presidência da Câmara, advertiam que se tratava de um sujeito perigoso para a democracia.
Foram as mulheres que se mobilizaram em todo o país contra a agenda conservadora de Cunha, foram os movimentos sociais que saíram às ruas contra as tentativas de golpe institucional, foram os internautas que mantiveram o Fora Cunha ativo nas redes, foi a pequena (porém, combativa) bancada do PSOL que não parou de denunciá-lo, foi você que acompanha essa página e faz a sua parte. Entre todos e todas conseguimos que as instituições começassem a funcionar! Cunha, que tentou se fortalecer politicamente como inimigo da presidenta, para ganhar o apoio dos movimentos fascistas pró-impeachment, não é amigo de ninguém! Cunha não é a garantia de que investigações prosperem; antes, ele age conforme sua conveniência e conforme a conveniência daqueles que o apoiam. A democracia não pode – e não irá! – se resumir aos seus desmandos.
Esta luta não para aqui. Não temos que nos contentar com uma possível renúncia à presidência da Câmara, algo esperado aqui nos corredores do Congresso Nacional para a coletiva que Cunha convocou mais cedo: ele tem que ser cassado por violar flagrantemente o decoro parlamentar e ser apenado por conta de seus crimes. Não descansaremos jamais! O edifício do poder de Cunha começou a se derrubar. Fiquemos atentos e aumentemos a pressão popular, porque só assim o bandido vai cair!
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