Engenheiros alertam para perigo de liberar estrangeiros no setor

Jornal GGN – A Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fiseng) soltou nota de repúdio ao projeto de Temer que flexibiliza a entrada de engenheiros estrangeiros no país. Para a Federação isso significa que junto ao trágico cenário de desemprego, a medida irá aprofundar a crise, fruto de uma política entreguista, que colaborará fortemente para a desnacionalização da economia e desmonte da engenharia e soberania nacional.

Essa política de desmonte começou, diz a nota, com a Operação Lava Jato, que penalizou empresas por feitos de pessoas. A entidade afirma que a categoria repudia a corrupção, mas acha o método permissivo para o país.

Leia a nota a seguir.

Engenheiros repudiam projeto que flexibiliza entrada de profissionais estrangeiros no país

O governo federal anunciou o envio de um projeto de lei, ao Congresso Nacional, com o objetivo de flexibilizar a regulamentação profissional de engenheiros estrangeiros. Isso significa que, mesmo diante de um trágico cenário de desemprego na engenharia brasileira, o governo irá privilegiar profissionais de outros países. Esta é uma medida entreguista que aprofunda a desnacionalização da economia e o desmonte da engenharia e da soberania. Atualmente, de acordo com um levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) há, pelo menos, 8.239 obras paralisadas em todo o país, num total de investimentos de cerca de R$ 32 bilhões. Esse cenário significa milhares de engenheiros desempregados no Brasil sem reposição dos postos de trabalho. Este processo foi iniciado pela Operação Lava Jato, que priorizou a penalização das empresas, no lugar das pessoas. Repudiamos a corrupção e reivindicamos a punição de responsáveis, mas não podemos permitir esse método, que desmonta a engenharia brasileira e criminaliza as empresas.

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Com o aquecimento da economia, entre os anos de 2002 e 2014, o país viveu um período de pleno emprego da engenharia. A preservação das empresas nacionais, o investimento público em infraestrutura e a valorização dos engenheiros brasileiros representam saídas para a crise econômica, uma vez que o mercado de trabalho da engenharia tem relação direta com o crescimento do país. O Brasil possui uma geração de engenheiros e de engenheiras altamente competentes com excelência tecnológica que, inclusive, foi responsável por uma das mais notáveis descobertas mundiais: a prospecção de petróleo em águas profundas, técnica que possibilitou a descoberta do pré-sal.

A justificativa do governo federal para “destravar o mercado da construção civil – imobiliário e de infraestrutura – para estrangeiros” é falaciosa e tem a finalidade de entregar o Brasil e os empregos a estrangeiros. Há que se destacar que não existe reciprocidade em outros países para a entrada e a admissão de engenheiros brasileiros.

Repudiamos, veementemente, esta medida e convocamos todos os profissionais, estudantes e entidades representativas dos profissionais e empresas de engenharia do Brasil para se mobilizar contra esta medida que acaba com o mercado para os profissionais e empresas brasileiras.

Rio de Janeiro, 16 de outubro de 2017.

Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros

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13 comentários

  1. sou engenheiro civil

    e os engenheiros, no geral, estão completamente alheios batendo palmas para sérgio moro. isso é muito triste.

  2. Não se trata de querer

    Não se trata de querer diminuir ou enaltecer engenheiros estrangeiros. Podem ser bons profissionais como os daqui ou até melhores, em alguns casos.

    A grande questão é que NÃO FALTAM E SIM SOBRAM ENGENHEIROS NO BRASIL NA ATUALIDADE.

    Se faltassem engenheiros brasileiros não haveria problema algum em se autorizar a entrada de engenheiros estrangeiros.

    Só que não é este o caso.

    Nas atuais condições, com 50 MIL ENGENHEIROS BRASILEIROS DESEMPREGADOS, é crime de lesa-pátria se autorizar a contratação de engenheiros estrangeiros no País.

     

     

  3. Está acontecendo o mesmo com

    Está acontecendo o mesmo com os “cientistas” nacionais. Bateram panela, xingaram Dilma de puta, anta, vagabunda, querem Lula preso e acham Dallagnol o cara e Moro o herói.

    Infelizmente, é tarde demais para eles. Enhenheiros são a classe mais alienada do Universo.

  4. Sou engenheiro e posso dizer

    Sou engenheiro e posso dizer com absoluta certeza: minha classe aplaudiu o “impedimento” de Dilma e continua a torcer pela prisão ilegal de Lula.

    Engenheiros, em sua grande maioria, são o pior da nossa elite podre e conservadora. Sua hipocrisia só pode ser comparada aos médicos e os operadores do direito que geramos nesse país.

    Portanto, mesmo que eu saia prejudicado, não me importo. Minha classe merece esse castigo e muito mais. No final das contas, política só se torna um fator importante na vida das pessoas quando o bolso sofre.

    • Tem razão

      Conheço muitos engenheiros e a imensa maioria é incrivelmente de direita. Reacionário mesmo. Não sei a que atribuir isso, já tentei entender e não cheguei a uma conclusão. 

      Mas na minha categoria (advogados) eu acho ainda pior. Que um reacionário queira Lula preso a qualquer custo eu entendo. Mas ver meus colegas adeptos radicais do Garantismo defenderem qualquer medida abusiva da Lava-Jato é sinistro. Mais sinistro ainda são os meus colegas que se dizem de esquerda e ficam elogiando o Dória, ou defendendo a permanência do Temer em nome da “estabilidade”…

    • sou….

      O Brasil foi o único país com retrocesso no Ensino entre jovens, com maciço abandondo das esolas. Inclusive entre países em desenvolvimento. Mas para que o Jovem irá estudar. Se não tem onde trabalhar. E onde trabalhará em Cargos mais especializados e de maior preparação educacional, se não existem Empresas Genuinamente Nacionais? As que existem, nós mesmos estamos destruindo. E isto é sistematico e histórico. É o nosso AntiCapitalismo Esquerdopata Tupiniquim.  Vejam JBS, Pré-Sal, Indústria Naval, Petrolífera, Grupo EBX, Odebrecht, Queiróz Galvão, Empresas Estatais agora Monopólios Estrangeiros…. Quem irá desenvolver mercado e produtos nas Indústrias Multinacionais Estrangeiras dentro do Brasil? Nós ou os Funcionários do próprio país da Matriz? Advinhou, gênio?!! Coiontinuem combatendo e Capitalismo e o Nacionalismo, enquanto nossa Elite Esquerdopata que já governa há 40 anos, vive de mamar no Orçamento Público e na miséria nacional. cada vez mais arrochandfo a Classe Média Trabalhadora. Aquela que adoram criticar. E que precisa de desenvolvimento, indústrias e empregos. Aécio Neves manda lembranças. Se emprego já está morando em Londres, Lisboa, Miami, Paris ou outro lugar de EUA ou Europa, onde toda nossa Elite do Poder Público e suas Famílias já pediram cidadania. O Brasileiro se explica. E se lamenta.       

  5. CONFEA, onde estás que não responde?

    1. Bem feito. Queriam a queda de Dilma e do PT, que fizeram a ressureição da engenharia brasileira, em estado de morta desde a crise econômica iniciada em 1981. 
    2. Em qualquer escola de engenharia a influência dos DAs é nula. Quem predomina são as Atléticas. Não há discussão, nas escolas, a respeito da crise da própria engenharia. Não compreendem que engenheiro é profissão de crescimento econômico. Sem crescimento, não há emprego para engenheiros ou obras para as empresas de engenharia. Mas têm a capadócia de aplaudirem a destruição das grandes empresas de engenharia nacionais.
    4. Uma das leituras mais interessantes do Golpe e de seus desdobramentos é como uma luta entre três setores profissionais, os advogados e os economistas destruindo os empregos dos engenheiros. 
    5. Onde está aquele chamado Conselho Federal de Engenharia (CONFEA)? O que faz? Os CREAs regionais? A FNE (Federação Nacional de Engenheiros)? CONFEA, onde estás que não responde? Em que mundo,  em que estrelas te escondes? 

    • Estas correto, como seu

      Estas correto, como seu colega engenheiro posso assinar embaixo. 

      São raros os engenheiros que não participaram felizes daqueles carnacoxinhas dominicais de verde-e-amarelo, que não bateram panelas e que não acreditavam piamente Lula ser o maior chefe de quadrilha que a humanidade já testemunhou mesmo vivendo na paradisíaca São Bernardo do Campo. Raros os engenheiros que fizaeram uma simples análise de verosimilhança.

      DA só presta para festas e bebedeiras em uma escola de engenharia, as Atléticas em muito se assemelham àqueles atletas de High Schools caricatos de filmes de Seção da Tarde.

      Hoje em dia há muitos engenheiros que acham lindo um engenheiro trabalhar em banco ou em fundos de investimentos, acreditam piamente em EXAME, Geração de Valor, Ricardo Amorim e em Lava Jato, enfim, entidades que não sabem sequer apertar um parafuso.

      No grupo de emails da associação de diplomados de minha faculdade era insuportável acessá-lo no período de 2013 até a queda definitiva de Dilma, dado ao nível extremo de coxinhisse e virulência que lá imperava. Os que remaram contra a maré foram bloqueados do grupo, onde os coxinhas mais fanáticos faziam questão de dizer que guardavam o nome desses para suas “listas negras”. Nota: Muitos coxinhas eram funcionários da Odebrecht, Brasquem, etc.

      Agora o imbecil que administra o grupo, um fanático torcedor do Aécio e anti-PT, e responsável por muitos expurgos, está mudo e o grupo está às moscas, a união que era motivo de orgulho entre os colegas de minha faculdade de diferentes gerações se acabou.

      CREA, CONFEA e a vasta maioria dos engenheiros são responsáveis diretos da derrocada da Engenharia no Brasil, seja por omissão beirando ao apoio por parte das entidades de classe, seja pelo apoio incondicional por parte dos engenheiros. Infelizmente engenheiro brasileiro é doutrinado para ser uma mera mão-de-obra especializada, despreza a área de Humanas.

      O Brasil improdutivo representado pelos bacharéis Dallagnóis e por economistas Globais acabaram com o Brasil produtivo e criativo.

      Engenheiros portaram-se como Franguinhos da Sadia. Foi, e ainda é revoltante.

  6. Engenheiro aqui no Brasil é

    Engenheiro aqui no Brasil é uma das classes mais alienadas que existe.

    Apoiaram efusivamente a destruição da engenharia nacional.

    Grupos de email de associação de diplomados eram ambientes insuportáveis para não-coxinhas, os que se levantaram contra foram banidos e integram supostas listas negras de colegas coxinhas. Foi um verdadeiro antro do ódio.

    São néscios, doutrinados a serem meras mão-de-obra técnica, tem horror à tudo que vem da área de Humanas.

    Aliás, as Engenharias deveriam ter muio mais disciplinas de Humanas.

  7. O CREA só presta para cobrar

    O CREA só presta para cobrar anuidade.

    Entrou para a História de forma vergonhosa.

    No momento mais crítico da História para os engenheiros brasileiros, se omitiu.

    E continua omisso.

    O Clube da Engenharia só começou a se manifestar depois que a Inês estava morta.

    Revoltante.

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