29 de junho de 2026

O rancor político está desconstruindo a democracia, diz Aragão

https://www.youtube.com/watch?v=cQ_ARLcBAnU height:394
 
Jornal GGN – Durante debate promovido pelo Coletivo Juristas pela Democracia, na Universidade Federal do Ceará, realizado na quinta-feira (17), o procurador da República Eugênio Aragão afirmou aqueles que estão se deixando levar “pelo rancor político” são instrumentos da “desconstrução da democracia”.
 
O evento fez parte do 2º Ato pela Legalidade Democrática, no Centro de Humanidades da UFC, e teve como um dos convidados o procurador ex-ministro da Justiça do governo de Dilma Rousseff.
 
“Nós não devemos aceitar esse jogo. As pessoas que por falta de cuidado, são incautos, se deixam levar pelo rancor político, estão na verdade dando um tiro no pé, porque estão sendo instrumento de um processo de desconstrução da nossa sociedade do Estado, a democrática”, disse, em entrevista.
 
“Não há alternativa no mundo em que vivemos que não seja a democracia. Somos uma sociedade de massa, temos obrigação de dar oportunidades para todos”, defendeu.
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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22 Comentários
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  1. anarquista sério

    19 de novembro de 2016 2:55 pm

    Esse é o cara que iria ser o

    Esse é o cara que iria ser o ministro da justiça ?

    Avisa pro irmão dele( colaborador deste blog) que ele quer aparecer mais do que Gilmar Mendes,

    Aí não dá. Gilmar fica enciumado.

    1. JB Costa

      19 de novembro de 2016 3:47 pm

      Como assim “aparecer”? Se as

      Como assim “aparecer”? Se as opiniões e argumentos dele te incomodam então refute-os sem necessidade de recorrer para gracejos. 

      Mas, falando em aparecer, acho que não tens essa moral toda nesse quesito:  99,999% das tuas participações ou são apelativas ou gratuitamente agressivas. 

       

      1. anarquista sério

        19 de novembro de 2016 4:08 pm

        ”Se as opiniões e argumentos

        ”Se as opiniões e argumentos dele te incomodam”

        Incomoda o que ? O cara é um ilustre desconhecido, só citado neste blog.

        ”99,999% das tuas participações ou são apelativas ou gratuitamente agressivas. ”

        Apelativas , agressivas ?

        Note bem sr bancário aposentado :

        Nunca ofendi ninguém. Hoje mesmo enviei uma msn no Fora de Pauta pro Nassa, o quanto fui ofendido —gratuitamente, como diz vc.

        O que me deixa estupefato é a rede de ROUBO constuída pelo PT . E de isso não abro mão.

        Se fosse apenas pra se perpetuar no poder, vá lá.

         Mas muitos e muitos e muitos petistas usaram esse dinheiro pra si própios.

          E por que eu não falo de outros partidos ? Porque estou me lixando pra eles. Sempre soube que eram ladrões.Então , não é surpresa.

        Surpresa foi o PALADINO da moralidade se corromper–o último bastião da moralidade em que acreditava.

                 EU SEMPRE VOTEI NO PT.

                E AGORA ESTOU ÓRFÃO;

               ENTENDEU, XUCRO ?

        1. JB Costa

          19 de novembro de 2016 10:13 pm

          Endereçado para pessoa

          Endereçado para pessoa errada. Não sou procurador do PT nem de ninguém. Falo/escrevo o que penso sem nenhum tipo de compromisso, se não com a minha consciência. 

  2. JB Costa

    19 de novembro de 2016 3:12 pm

    Exatamente: o termo “rancor

    Exatamente: o termo “rancor político”(pessoalmente uso “ódio político”) bem caracteriza as interações sociais nos tempos atuais. A intolerância no seu mais alto grau já penetra, inclusive, os seios das famílias até mesmo em caráter trágico, como foi o caso recente de um pai assassinar o próprio filho para depois cometer suicídio depois de um entrevero induzido por impasses da espécie.

    Convenhamos: quando o processo chega nessa patamar é porque estamos lidando não mais com fenômenos políticos e psicossociais ordinários, mas com verdadeiras patologias. 

    A pergunta que remanesce é: qual será o limite disso, se é que existirá algum? 

  3. Genesio Mourag

    19 de novembro de 2016 3:47 pm

    Primeiramente fora temer pois

    Primeiramente fora temer pois estamos numa ditadura e não numa democracia, certo misnistro? O rancor que enfiaram nas cabeças do povo demo tucano perdedores nas últimas eleições, é obra da grande imprensa golpista / políticos golpistas / policias golpistas / juizes golpistas! E foi graças a esse rancor que conseguiram dar o golpe, implantando uma ditadura hedionda que está em andamento, e piorando a cada dia, tudo sob a batuta do fernando henrique cardoso, que assim agiu por inveja de Lula / Dilma / PT. O Sr acredita, ministro, que êles vão mudar o discurso do ódio e rancor e colocar a ditadura / poder dêles em jôgo? Se o senhor acredita, vai falar com êles então ué!

  4. Emilia Silva

    19 de novembro de 2016 4:19 pm

    A maior parte dos coxinhas e

    A maior parte dos coxinhas e dos pobres de direita, movidos pelo orgulho, no mau sentido do adjetivo, preferem ver o Brasil no fundo do poço, do que admitir que se equivocaram. Nunca votaram no PT e no Lula, sempre diziam que o PT quebraria o Brasil e até hoje não se conformaram por suas previsões não terem se concretizado. Compactuaram com o discursos falacioso e antipetista da mídia para promover o golpe e agora estão ai, se fazendo de cegos, surdos e mudos (e retardados), diante das evidências de que os maiores inimigos do Brasil estão na mídia oligopolizada, em parte dos órgãos de justiça e nos partidos golpistas, notadamente o PSDB e o PMDB.

    Pos é, Aragão, estão jogando fora o bebê junto com a água do banho, estão matando as baratas da casa com lançachamas ou, como disse Mauro Santayana, estão matando o boi para acabar com os carrapatos.

  5. MAAR

    19 de novembro de 2016 4:44 pm

    RELEVANTES DECLARAÇÕES FUNDAMENTADAS

    O exemplar Procurador Eugênio Aragão tem primado pela lucidez e pela coerência em suas declarações acerca dos graves desdobramentos das crises institucionais vivenciadas no Brasil. Este seu novo alerta, sobre retrocessos antidemocráticos impulsionados pela crescente disseminação do rancor político, reitera advertências anteriores, amplificadas também por outros observadores da conjuntura presente. E considero meu dever registrar minha concordância com o fundamentado ponto de vista expresso nas relevantes declarações supra referenciadas.

  6. Antônio - Minas Gerais

    19 de novembro de 2016 4:55 pm

    Concordo

    com o senhor, desde 2003 o ódio vem sendo disseminado no seio da sociedade e persiste até hoje e amanha não será diferente. TODOS, literalmente TODOS sabem que são as Organizações Globo que cumprem tal papel, diariamente sem ao menos ser questionada e responsabilizada criminalmente como dever ser pelos Partidos Políticos, pela OAB, pela Igreja Católica, pelas Centras Sindicais. Acredito que ainda há tempo para conter essa barbárie praticada diariamente pelas Organizações Globo.

  7. Maria Julia Guerra

    19 de novembro de 2016 4:55 pm

    Rancor político é patologia

    Concordo com JB Costa, desconsidero o anarquista sério, não é pra ser lavado a sério mesmo,  não é nem para ser lido, perda de tempo.

    Realmente este estado de exceção me assusta muito.Outro dia assisti uma discussão com golpistas no meio e me apavorei com o ódio, a ignorância, tinha gente espumando doentiamente. E olhe que sem argumentos, só xingamentos, desrespeito,  repetição de chavões sem nenhuma consciência do que diziam, repetitivos papagaios. Até crime em família já aconteceu, é de estarrecer. E não vejo como isto pode ser revertido, cada vez pior, o futuro se descortina extremamente sombrio, basta prestar atenção, por ex., nos rostos do Moro e do Dalagnol, lombrosianos, normal não são com certeza, s.m.j.. E quem mata são os golpistas a ponto de um pai golpista matar o próprio filho, crime inimaginável, e vai ver que o tal pai assassino será inocentado, a opinião do filho não vinha ao caso.

    1. Maria Julia Guerra

      19 de novembro de 2016 5:45 pm

      Correção

      Salvei o comentário incompleto: o pai do rapaz se matou, tragédia imensa. Só comentei que ele, o pai, não seria preso se vivo estivesse pois para os maiores absurdos golpistas não há pena, ao que parece até agora.  

  8. +almeida

    19 de novembro de 2016 5:07 pm

    O castigo está chegando lá

    O covil dos golpistas está abalado e em breve será tomado. Todos serão denunciados, enquadrados e recolhidos aos conforme. Suas famílias não ficarão impunes e sofrerão uma grande devassa fiscal e patrimonial. Será conferido tijolo por tijolo, ainda que o golpista titular esteja preso, em fuga ou falecido. A certeza é que eles os parentes se arrependerão amargamente pela traição nacional dos titulares e pela conivência consciente dos parentes envolvidos.

  9. SERGIO GOVEA

    19 de novembro de 2016 5:14 pm

    A potente voz de Aragão.

    De fato, Dilma deveria ter colocado gente assim desde o início. 

    Não estou evocando Proust.  Estou apenas registrando.

    “Seres celerados invadiram o plenário da Câmara”.  O adjetivo aplicado pelo Aragão não transborda em nada a necessária exatidão.

    Sergio Govea

    ======================

  10. soaresdearaujo88

    19 de novembro de 2016 5:31 pm

    Aragão foi Ministro da

    Aragão foi Ministro da Justiça por algumas semanas, o zé, por seis anos. Mas lembramos e ouvimos apenas Aragão, homem de brio. Se não tivesse entrado no governo tão tarde (o zé só largou o osso na véspera do sequestro de Lula), talvez a história hoje seria outra.

  11. Fábio de Oliveira Ribeiro

    19 de novembro de 2016 5:51 pm

    Discordo.
    A democracia
    Discordo.

    A democracia brasileira já foi destruída.

    E a destruição começou quando Aécio Neves rejeitou o resultado da eleição e foi estimulado a seguir em frente pela imprensa.

    É um erro acreditar que ainda vivemos num Estado de Direito regido por uma constituição que tem sido pisoteada pelo Poder Judiciário.

  12. aliancaliberal

    19 de novembro de 2016 5:53 pm

    Um dia os nazistas pensavam

    Um dia os nazistas pensavam que estavam fazendo o bem e lutando contra o ódio que os judeus tinham da Alemanha.

    A esquerda BR ainda acha que é o paladino da justiça social, que é o monopólio da virtude.

    Por favor continuem assim , facilita a minha vida.

    1. vitorlara31

      20 de novembro de 2016 8:16 am

      Continue sendo caricato como

      Continue sendo caricato como sempre e facilite a nossa, alianca rsrs

  13. Acelino Carvalho

    19 de novembro de 2016 8:55 pm

    Aragão, nome ideal para

    Aragão, nome ideal para ministro do STF. Mas infelizmente a falta de noção de acessores da presidente Dilma nessa matéria não permitiu.

  14. Antonio Passos

    19 de novembro de 2016 11:43 pm

    Se Aragão tivesse sido CORAJOSO a democracia teria uma chance

    O Brasil não precisa da CONVERSA MOLE de Aragão agora. Precisava de sua coragem, desprendimento, entrega à causa da justiça e da democracia quando foi ministro. Aragão é o próprio “bom de boca”, fala, fala, mas quando teve o poder enfiou o rabo entre as pernas. O grampo a Dilma TINHA DE SER PUNIDO com a lei. Agora blá blá blá não resolve nada.

    1. Eugenio Aragão

      20 de novembro de 2016 11:52 am

      Meu amigo, se fosse tão fácil

      Meu amigo, se fosse tão fácil assim… Ministro da Justiça não é promotor e nem juiz. Não tem nenhuma ascendência sobre um juizeco de província que resolve praticar um crime, dando publicidade àquilo que a lei submete a rigoroso sigilo processual. À época denunciei a inércia do PGR nessa matéria sim.  Era tudo que eu podia fazer. Aliás, a escolha corporativa do PGR deu precisamente nisso: na completa ausência de responsabilização dos agentes judiciais e parajudiciais quando transgridem a lei e violam gravemente direitos de cidadãos. Desde 2010 denuncio isso, muito antes de ser Ministro da Justiça. Portanto, debito o desaforo a seu desconhecimento de causa e sugiro que não caia na tentação de teclar por impulso. É bom a gente se informar antes. Desejo-lhe um ótimo domingo. Abraço. Eugênio Aragão.

    2. vitorlara31

      23 de novembro de 2016 9:21 pm

      Rapaz, deu pra ver que voce é

      Rapaz, deu pra ver que voce é bem sem noçao. O Aragao ficou no cargo por pouquissimo tempo, aposto que nas primeiras semanas tinha que ficar o tempo todo limpando as inúmeras cagadas deixadas pelo Zé soneca. Como a amiga aí de baixo falou, se ele tivesse entrado antes no cargo, as coisas poderiam ser muito distintas hoje, ele é um homem de brio. E pra piorar o conjunto da obra, a Dilma ainda me coloca o Zé soneca como AGU

  15. PAULO DE TARSO DA MOTA PIMENTEL

    1 de dezembro de 2016 10:37 pm

    Lei do abuso

    Caro Eugênio,

              Não vi, até agora, nenhum comentário a respeito da real intenção da força tarefa da lava a jato, em relação às medidas propostas na lei anticorrupção. Gostaria da sua análise, pois, a meu ver, foi uma vã tentativa de conseguir a chancela do próprio Congresso (por pressão da sociedade/mídia), para obter “um salvo-conduto” das reconhecidas práticas de abuso de autoridade.

              Ora, qualquer inserção de nova tipificação criminal, não retroagiria para punir os agentes cometedores (Princípio da irretroatividade). Assim, não prejudicaria a operação. apenas, o seu modo de ação.

              O Juiz Sérgio Moro, ao conduzir as suas palavras na sessão do Senado, falando de interpretações favorável às suas ações (condenadas pelo próprio STF), queria, apenas, jogar para o público, de que não foram ilegais, e, sim, excepcionais, pois, estaria fazendo um grande trabalho para ajudar o Brasil.

              Sem dúvida, agiu dissimuladamente, a aprovação de nova legislação sobre o abuso, pelos novos crimes, só acarretaria sanção daqui por diante (ex nunc); depois, e a principal “jogada” era a discriminalização (por nova interpretação), já que poderia retroagir para beneficiar os réus (se houvesse, de fato, a indicialização dos agentes pela prática do abuso). 

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