Os escravos não faziam requerimentos para sua soltura, fugiam!, por Rogério Maestri

Os escravos não faziam requerimentos para sua soltura, fugiam!

por Rogério Maestri

A lógica de ação contra os poderes usurpados não é a mesma da ação contra poderes legalmente instituídos e que respeitam a legislação vigente, pois a lógica deverá ser da resistência efetiva contra os mesmos.

Fico maravilhado quando vejo uma série de deputados e senadores agindo como a normalidade democrática burguesa ainda existisse, fazem declarações solenes cobrando do judiciário e do executivo a manutenção dos princípios legais e constitucionais, ou seja, agem como se fossem escravos que depois de estarem abaixo do chicote enviariam cartas de protesto contra os senhores.

A lógica de ação num sistema que se mostra perfeitamente antidemocrático é a ação, ou seja, no lugar de ocuparem os assentos nas casas legislativas deveriam estar junto as bases existentes ou caso elas tiverem desmobilizadas, procurarem mobilizá-las.

Atualmente no Brasil há no mínimo 10% da população adulta, ou seja, no mínimo 15 milhões de pessoas que apoiam Lula e estão dispostos a trabalhar na direção da soltura de Lula. Supondo ainda que destes 10% somente 10% tenham tempo e disposição para a mobilização, seria algo em torno de 1,5 milhão de pessoas pró-liberdade do Lula, disposição e tempo para trabalhar nesta direção, mas precisam de coordenação, não de chefia.

Chega de discursos que são totalmente inúteis, a lógica parlamentar não tem mais nenhum efeito no momento, é hora de começar a se mobilizar.

 

24 comentários

    • Só isso já indica q Maestri deve estar errado…

      Seu apoio é como o da Globo. Mau sinal… Um cara arrogante, provocador, que fica incentivando os outros para ver o circo pegar fogo. Nao cadastrado, provável infiltrado aqui para perturbar. Vá tratar das crianças em jaulas no seu país, vá.

  1. Perfeito!

    Até que enfim uma pessoa lúcida, que não se comporta como avestruz de desenho animado. 

  2. Rua

    Sr. Rogério, tendo a concordar com o Sr. Sem povo nas ruas os golpistas alienadores do patrimônio nacional e recebedores de altos salários para isso, não mudarão nada. Perderam o medo! A globo é meu pastor, nele tudo posso e nada me faltará.

    Por outro lado o cadidato Lula é tão bom que quanto mais prendem mais seguidores e apoiadores ele consegue!  O que falta é  uma convocação eficaz e unida para a greve geral. A vitória virá quando o exército de populares reinvidicantes na rua não puder ser negado pelo PLIMPIG, o plimplim do PIG. (ou será que dirão que o povo pheliz comemorava a vitória na copa do mundo?)

  3. Isso vai acontecer logo, pois

    Isso vai acontecer logo, pois parte do judiciário anda cometendo abusos e erros propositais

  4. Que tiro foi esse?

    O Oito de Julho já pode ser considerado feriado nacional.

    Marca o dia em que caiu a ficha dos brasileiros..

    .. inaugura uma nova etapa para a “militância” em geral..

    .. tlim.. tlim.. tá ouvindo aí?

    Ainda tem ficha caindo..

    É interessante perceber o ajuste de discurso..

    .. é possível identificar nesse universo de blogs progressistas algumas linhas de pensamento além do “discurso caranguejo”, sacado por colegas estarrecidos, ainda sem uma posição clara sobre o caminho a tomar..

    Não só comento como julgo algumas delas, e quem discordar, por favor, não se faça de rogado:

    1) precisamos apostar na candidatura Lula: Certo. Não pela – improvável – eleição dele, mas pela simbologia que a prisão do ex-presidente Lula tem. Já está suficientemente claro que eles não deixaram Lula participar do pleito;

    2) precisamos identificar logo o candidato da esquerda, o plano B: Errado. As eleições estão COMPLETAMENTE comprometidas, não existe ambiente legal, os golpistas estão nos tribunais que contam os votos, a principal liderança política, carro-chefe dos votos, está presa, entre vários outros problemas. Essa ideia já foi razoável, mas não dá mais tempo para uma frente de esquerda (de verdade);

    3) Ciro Gomes: Erradíssimo. Acho que foi um movimento sacado pelo núcleo duro do lulismo, quando viram o estrago, alguns conseguiram recolher, mas vários já tinham se lançado no abismo.. era uma armadilha.. muita gente caiu.. o PC do B ficou com a brocha na mão.. seja como for, é um tipo de movimento que lança luz sobre a militância, não?

    4) temos que reagir! Certo.. como? Não existe NENHUM canal de comunicação com o povo, o que acham que pode ser uma reação e como isso vai se dar? Quais resultados são esperados? Não conseguiram fazer uma greve geral no golpe contra o governo dos trabalhadores, nem quando aprovaram a ignomínia chamada reforma trabalhista, reinstituindo a escravidão, porque acham que agora vão conseguir algo diferente?

    5) temos que reconstruir o tecido social, não existe caminho fácil, é um processo que pode demandar décadas, mas que pode ser acelerado com o uso de técnicas modernas de organização comunitária, sobretudo usando a internet, mas é impossível de se fazer se não houver COMPARTILHAMENTO do poder político, e depois disso, ou paralelamente, é preciso propor uma novo pacto social e pela PRIMEIRA VEZ na história desse país fazer uma revolução de fato.. e de direito.. esse é um processo político que precisa envolver todos os setores da sociedade, especialmente o meio acadêmico.

    Faz tempo venho pregando (no deserto) sobre a alternativa número 5 ser a única possível, veja, nem estou em dúvida se dá prá fazer, estou certo de que é o único caminho possível.

    Porque mesmo depois da desintegração, da guerra civil, do assassinato de milhares de brasileiros, da destruição do estado, destruição das empresas, mesmo assim a gente vai ter que sentar junto com o povo e rediscutir um novo pacto social.

    A diferença está em começarmos agora ou esperar tudo se desintegrar..

     

    Aproveito e lhe convido para ler esse texto escrito por mim a 2 anos atrás.. muita coisa mudou, alguns processos acho que já não funcionam, mas o texto continua atual:

    https://setimarepublica.wordpress.com/2016/11/04/a-revolucao-que-todos-queremos/

  5. O partido da ordem.

    A cada dia que passa fica mais clara a estratégia petista.

    O PT é um partido que ao exercer o poder, acabou por se tornar uma grande jogador do sistema político brasileiro. E neste processo adquiriu todos os vícios e torpes maneirismos que carcaterizam a política brasileira ao longo dos séculos, com mais ou menos participação popular, via eleições, conforme o perído histórico.

    O partido tranformou-se num animal político que opera na lógica deste sistema e como tal, preocupa-se no momento, apenas em garantir a sua sobrevivência DENTRO desse mesmo sistema que o expulsou do poder. Portanto não se iludam: não se pretende romper com esse sistema, não se pretende dar o mínimo passo que carcterize a menor ofensa à ordem estabelecida, mesmo que esta ordem seja a ordem golpista que pisoteia diariamente a Constituição e a Democracia.

    Dentro dessa “animalidade” e da luta pela sobrevivência dentro do sistema, não existe ( salvo entre os milhares de apoiadores sinceros que sonham ingenuamente com a libertação de Lula) qualquer veleidade em aceitar a prisão de Lula e não ousar nada além de manifestações ordeiras. Lula preso tornou-se um poderoso ativo eleitoral. A martirização, o sofrimento, a injustiça, que se abatem sobre Lula, passam, nessa lógica da sobrevivência, a ser argumentos eleitorais de forte poder emotivo.

    Por isso não haverá este passo para além do estrito quadradinho da ordem. Prefere-se que o golpe esgote-se por si mesmo, não importa quanto tempo leve. Não importa o quanto de direitos sociais e econômicos sejam devorados durante este período, não importa que 4estejamso sendo recolonizados, porque segundo os “sábios” que hoje comandam o partido, ao fim e a cabo, o poder retornará ao PT como uma fruta madura caída do pé. Basta apenas que o partido esteja com seu braço forte, pronto para apará-la. Em outras palavras, que  o partido esteja com sua bancada de congressistas, deputados estaduais e vereadores,prefeitos, governadores, ampliadas o suficiente para retomar a hegemonia no grande jogo da política nacional, aliando-se se necessário aos malufs, kassabs, collors, sarneys e crivellas da vida. Se no processo Lula for solto, tanto melhor. Se continuar preso e não puder disputar as eleições, tanto melhor também. Terão o maior martir eleitoral da história pós Getúlio.

    Daí entendende-se porque o partido está pouco se lixando para alianças com outros forças de esquerda, centro -esquerda, ou nacionalsitas progressistas. Para que negociar com outras forças se o que importa é unicamente o fortalecimento próprio e a manutenção da sua própria hegemonia política ? 

    É um cálculo mesquinho, mas muito perigoso. Em nome da manutenção, a todo custo, desta hegemonia,submetem-se a todo tipo de ataque às liberdades e direitos, sem ousar jamais, qualquer movimento fora do rígido esquadro da ordem. Porque arriscar mais prisões? Porque arrsicar “derramamento de sangue”? (como se ele já não estivesse sendo derramado aos borbotões pela sanha golpista) Porque arriscar que o partido seja visto como um inimigo do sistema ? Basta que esperemos o golpe se esvair por ele mesmo, enquanto isto, contamos com o voto de todos para consolidar a bancada petista.

      

      

    • Concordo em tudo!

      Está na hora de abrirmos os olhou e enxergarmos que o PT é um partido do sistema. Sequer expulsou o Zé Cardoso. Vergonha alheia.

    • Parece editorial de “O Globo”

      O PT é o partido de massas que temos, com todos os seus defeitos, mas se tornou de massas pelos seus acertos maiores. Quem quer olhar só os erros é a Globo e o resto que deu o golpe. Se o PT fosse tão aderente ao sistema não teria sofrido golpe.

      Agradeça o lado “animal político” que levou o PT a governar por 12 anos com êxito (em 2015 já houve sabotagem impedindo Dilma de governar) cercado por forças conservadoras e fazer algumas das transformações que nunca havíamos visto antes em 500 anos. O que eu lamento é justamente este lado “animal político” estar meio abalado ultimamente.

      • Agradeço

        Caro neotupi, agradeço sim.

        Minha intensão é debater fraternalmente. O que não está em questionamento, são os pontos  altos e os acertos.

        Podemos discutir o grau de aderência, mas seria uma tremenda ingenuidade achar que ela não exista e que não foi responsável pelo enfraquecimento do PT, que entendeu e dominou muito bem as manhas do jogo eleitoral, seu financiamento obscuro e a lógica do marketing político e suas campanhas milionárias (sim sou do incrível tempo em que nossas campanahs eram movidas na base da venda de estrelinhas e adesivos rsrs). 

        Me parece que o  PT tornou-se sim um partido de massas, mas de massas eleitorais e não de massas mobilizáveis para alavancar mudanças e rupturas no modelo de rapinagem e exploração desde 1500. A forma como aceitou o golpe, depois a prisão de Lula e agora as chicanas do judiciário, tudo dentro da mais perfeita ordem, enquanto nos quebram os pescoços e riem na nossa cara, demonstra essa limitação.  

        Entendo que o PT sofreu o golpe não por estar em contradição com o sistema, mas por ter sido tão envolvido por ele, que baixou a guarda, envolvendo-se com as alianças de porteira aberta a tal ponto que permitiu que peemedebistas corruptos e similares de todos os quilates desenvolvessem suas atividades nefastas debaixo das barbas do PT. 

        O PT sofreu o golpe porque ao aderir a estes práticas, entendeu ter sido aceito no clube da plutocracia em caráter permanente.

        Mas foi esta aderência que em última análise, fragilizou o partido e de maneira fatal o próprio governo Dilma.

        Não surpreende que agora, mesmo diante dos mais brutais ataques, incluindo inclusive atentados à bala, o máximo que o partido tem se proposto é manter a ordeira vigília de Curitiba e apostar em cochilos na muralha judiciária do golpe.

        Recusar-se a exumar as degenerações que a aderência trouxe ao partido, encobrindo-as com o escudo dos acertos que de fato foram grande e existiram, é continuar empurrando com a barriga a necessária refundação do partido, de preferência retomando suas combativas e não aderentes origens.  

         

         

        • Ou um partido aceita a democracia burguesa e se aburguesa ou….

          Ou um partido aceita a democracia burguesa e se aburguesa ou ……

          Acho fantásticas estas análises, que procuram tortuosos caminhos impossíveis de serem trilhados.

          Um partido num sistema político da democracia burguesa ele por definição deve representar parte do pensamento de um grupo social, logo só há duas alternativas de partidos com origem operárias, ou cai no sonho social democrata, assumindo todas as características da democracia burguesa, com seus limites legais e morais conforme o país em que está e principalmente, aceita a distribuição da riqueza conforme as normas do país, ou ele deve se transformar num partido revolucionário.

          Se o PT se tornou aderente ou não à ordem vigente e se esta ordem vigente estabelecia que os partidos deveriam ter “vícios e torpes maneirismos que caracterizam a política brasileira” é uma simples consequência da aceitação da política como ela é. Políticos não fazem parte da ordem de franciscanos descalços, logo em maior ou menor grau para manter a competitividade num sistema com “vícios e torpes maneirismos”, há somente uma solução, ou tentar ao máximo adquirir o mínimo possível destes modos, ou cair fora da lógica e propor uma nova sociedade em que estes “vícios e torpes maneirismos” sejam limitados ao máximo pela ausência de uma superestrutura burguesa.

          Ficar com críticas moralistas sobre o desempenho de um partido num sistema implicitamente corrupto é simplesmente adiar para mais tempo a queda do partido pelas mesmas críticas que fazem no momento inicial. Um partido dentro de um sistema capitalista que não tem um determinado grau de corrupção, ou é porque ele ainda não chegou ao poder ou simplesmente chegou ao poder há pouco tempo, pois se já chegou lá é tudo uma questão de tempo.

          A discussão que se impõe aqui não é o grau de corrupção ou os objetivos desta corrupção, é o que fazer com o poder no momento em que se chega lá. Um partido que aceita a sociedade de classes, implicitamente está aceitando a iniquidade, porém um partido que não aceita sob hipótese nenhuma a iniquidade só há um caminho a ser seguido a partir disto, a extinção da origem desta, qualquer coisa que fuja disto cai na lógica descrita no parágrafo anterior.

          Agora há diversos caminhos para chegar a extinção da iniquidade social, sendo que este só passa por uma situação, a manutenção do poder partidário longe de dirigentes de ambições pequeno burguesas. Lula é um caminho que pode ser trilhado para um futuro melhor, pois o mesmo a cada dia se localiza melhor na visão política do que acontece e se dá conta que as oligarquias nunca permitirão as iniquidades diminuam progressivamente até desaparecerem.

          Qualquer visão de uma diminuição da distância entre as oligarquias e o operariado via a uma sociedade que garanta direitos sociais para todos coexistindo com uma sociedade de classes, é mais uma ilusão liberal do que uma proposta revolucionária.

          Como as massas populares não são massas feitas de farinha, não existe massas eleitorais e massas mobilizáveis, não temos massas com farinha simples e com “grano duro”, existe sim direções que levam a soluções puramente eleitorais e outras a soluções reais de transformação, o problema não está na massa mas sim nos cozinheiros, há os que erram no ponto e os que acertam. Porém para que estas massas sejam mobilizáveis é necessário o trabalho político de organização das mesmas, e talvez o caminho que foi tomado foi o caminho do menor esforço. Este caminho foi adotado mais por ignorância dos quadros de direção partidários do que por má fé. Porém também se deve notar que durante toda a existência do PT a maior parte dos rachas do partido foram mais na direção de uma esquerda pequeno burguesa e moralista do que na criação de partidos que fortalecessem a esquerda do PT e puxassem este nesta direção. Para não ficarmos na mera teorização, o maior racha do PT foi o PSOL, que gerou um partido pequeno burguês e moralista sem base popular nenhuma, e por não ter base popular sempre tende a direita em momentos importantes.

          O PT não necessita ser refundado, a própria reação da oligarquia mostra que só há um caminho para o partido, e se insistirem no erro, como diz o ditado, que deus o mate e o diabo que o carregue.

           

        • Amigo, também tenho saudades
          Amigo, também tenho saudades dos tempos de utopia, onde as bases eram a efervescência do PT. Eu não era filiado e até hoje não sou, mas conhecia e militava espontaneamente nas campanhas da esquerda. Só que Lula e o PT perdeu em 1989, 1994 e 1998 fazendo uma política mais purista (que é a que eu gosto também), com alianças só de esquerda. Só que tem aquela história do ótimo ser inimigo do bom e a história é escrita por linhas tortas. Não dá para exigir perfeccionismo.  O PT só cresceu com o tempo até 2002, em bancadas, prefeituras e governadores, mas em 1994 e 1998, o eleitorado de esquerda para presidente refluiu em relação à 1989. FHC com o plano Real deslocou parte do eleitorado que votou na esquerda para a centro-direita, graças ao apoio da mídia e do poder econômico financiando as campanhas tucanas. Foi aí que veio a política de alianças para entrar no jogo de novo para vencer, porque senão a escolha do PT seria ser eterna oposição e não ter expectativa de chegar ao governo tão cedo. Ou seja, ou fica na oposição mantendo a “virgindade” sem conseguir fazer transformação nenhuma, ou entra no jogo do poder como ele é jogado sujo, se equipando das armas adequadas usadas pelos outros partidos hegemônicos, para conseguir fazer pelo menos as transformações sociais mais essenciais, como erradicar a fome, a pobreza extrema, gerar emprego e renda, melhorar a distribuição de renda das riquezas nacionais, recuperar os instrumentos de desenvolvimento nacional como as estatais, a educação e a saúde, enfim, gerar bem estar social para o povo. Na narrativa da Globo e dos demotucanos o PT se corrempeu com o poder. Mas analisando o processo histórico, eu vejo um pouco diferente (claro que sabendo que existiu também corrupção nos governos do PT, mas em escala muito menor do que nos outros governos, só que nunca tão propagandeada): o PT conseguiu tomar as armas da direita para fazer seu governo transformador (trouxe a bancada fisiológica para apoiar o governo). Mesmo o PT fazendo um governo transformador para os pobres e conservador na economia para os ricos, o sentimento da casa grande é que se o PT continuasse acertando no governo como acertava, cresceria, e crescendo cada vez mais guinaria cada vez mais à esquerda. Daí a necessidade da direita conter. O primeiro contra ataque veio com o mensalão. Depois o caos aéreo, o “CANSEI”, a “faxina” de 2011, a inflação do tomate em 2012, o não vai ter copa em 2013 e 2014, e por fim a lava jato desde 2014, culminando com o impeachment. Mesmo o PT conseguindo vencer a presidência durante 13 anos, nunca conseguiu maioria de esquerda no Congresso, controlado por conservadores que por sua vez, mantinham o governo do PT tendo de governar com a direita e fazendo concessões para políticas de direita. Também discordo que o PT aceitou o impeachment como parte de aderência ao sistema. Dilma começou a cair no primeiro de maio de 2012 quando ela fez um pronunciamento na TV conclamando a população a trocar de banco se os bancos privados não reduzissem os juros aos clientes como o Banco do Brasil e a CEF estavam fazendo. Os banqueiros consideraram uma declaração de guerra e fizeram tudo para ela perder em 2014 (apostaram em Eduardo Campos, depois Marina, além de Aécio e ainda apostaram na eleição da bancada do Cunha). Dilma venceu mas a bancada do Cunha do também. Cunha se aliou a Aécio na oposição e impôs derrotas à Dilma no Congresso e pautas bombas para sabotar, até levar ao impeachment. Então o PT perdeu aquela guerra, e a única coisa que aceitou foi a realidade da derrota, inclusive porque não houve resistência popular suficiente ao impeachment. Se houvesse manifestações maiores contra o impeachment do que as dos coxinhas, a história poderia ser outra. Daí o PT resolveu se voltar para a batalha de 2018. Ficar na oposição à Temer e ao golpe e apostar que a maioria silenciosa dará a resposta nas urnas escolhendo o lulismo x golpismo. Então não é que o PT aceita a perseguição, ele não faz o jogo de desestabilizar as eleições, porque é nas urnas que ele tem mais força. Hoje eu acho que o PT cometeu alguns erros estratégicos: em 2010 quando Lula estava no auge da popularidade, poderia ter tentado aumentar um pouco mais as bancadas confiáveis de esquerda em vez do esforço concentrado na candidatura presidencial mais difícil de Dilma, novata nas urnas, necessitando de mais apoios de partidos fisiológicos para ter mais horário de TV. Hoje eu acho que em 2014, seria melhor Dilma não ter tentado a reeleição e Lula ter voltado, porque se elegeria mais fácil, sem precisar tanto do apoio da direita, e assim poderia eleger mais bancada de esquerda. Com isso Eduardo Cunha não teria crescido tanto em influência desde 2010. Tendo mais bancada de esquerda, poderia haver mais reformas e mais transformações sociais. Mas independentemente dos erros, acho que não podemos abaixar a cabeça para a narrativa da Globo, porque perante a história a verdade é outra, e temos condições de vencer de novo em 2018, não só na presidência como no Congresso, e calejados com o golpe fazermos um governo um pouco diferente. Ao derrubarem Dilma roubaram meu voto. Ao prenderem Lula estão roubando meu voto de novo. Então eu vou votar no 13 de cabo a rabo, de presidente a deputado, como forma de apoiar ao máximo Lula, porque no fundo estamos apoiando a nós mesmos do povo para recuperarmos nossos direitos roubados e as riquezas nacionais em entrega por Temer. Também concordo com você que o excercício do poder junto com gente da direita é desgastante e isso afastou muita militância do partido, sobretudo da juventude. Mas por outro lado, ao conseguir governar para os mais pobres, criou uma base popular entre o eleitorado pobre não tão politizada como a militância, mas que dá valor as conquistas e enxerga o PT como o partido que melhor os representa em seus anseios de transformação e de melhoria de vida. É esse eleitorado que tem mantido Lula na frente nas pesquisas.

          • Clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap, clap

            Falou e disse. Chega de ilusoes, de sonhar com o reino das fadas, a realidade é dura mas é o que existe. Purismo udenista nao tá com nada. Quem quiser ficar sonhando que vote no PSOL.

  6. Os requerimentos são protestos e denúncias

    Tudo o que o judiciário quer é não ter que tomar decisões sobre Lula depois de sua prisão. Por isso todos empurram com a barriga, até não ter mais jeito.

    Cada requimento ao judiciário os expõe a erros, a constrangimentos,e à politização, compromete a carreira de juízes que julgam de forma enviezada para agradar ao Comando do Golpe, mancham biografias, jogam no lixo da história, desnuda a parcialidade e politização das decisões jurídicas.

    Portanto hoje é muito válido essa ação pseudo-institucional, mesmo para perder, porque são atos que provocam fatos políticos, que denunciam a perseguição, inclusive internacionalmente. E acende os holofotes sobre a injustiça e parcialidade do judiciário para o povo ver, e levanta a pergunta: porque esse desespero para prender Lula que não existe para outros políticos?

    Quando não se tem força para vencer o opressor (massa crítica de povo nas ruas, greve geral), a denúncia da opressão ganha corações e mentes. E só ganhando corações e mentes que se consegue mobilização nas ruas. O povo oprimido pelo Golpe passa a ter empatia com a opressão à Lula e vê que Lula está preso para não ser o candidato que o livraria da opressão. A narrativa da Globo passa a ser desconstruída.

    Em tempo: as lideranças de esquerda buscam mobilização popular nas ruas (o acampamento Lula livre, há atos marcados), mas a mídia só cobre o que é negativo à esquerda, e ainda falta massa crítica. No momento, faltando tres meses das eleições, o que se espera-se é que a maioria silenciosa proteste nas urnas e é preciso mobilizar esse eleitorado com uma forte oposição ao Temer, aos golpistas incluindo o lavajatismo, resgatar o que foi para o povo o governo Lula e restabelecer a identidade de representação política. Depois das eleições a luta precisa ser replanejada em função da nova conjuntura.

    • Meu caro, não falo de um acampamento pedindo a soltura de……

      Meu caro, não falo de um acampamento pedindo a soltura de Lula, falo de CENTENAS de ações dos mais diversos tipos para mover a população.

      Se cada quadro militante do PT saísse à rua e entregasse cem panfletinhos ou conversasse com algumas pessoas por dia, organizasse um pequeno comitê de resistência popular e tentasse ligar os comitês entre si, isto sim seria algo.

  7. Fazendo as contas

    Se respeitarmos a “pirâmides das doações” (https://jornalggn.com.br/noticia/piramide-das-doacoes-eleitorais-ricos-podem-doar-890-vezes-mais-do-que-pobres) a força de 15 milhões de apoiadores de Lula tem a importância de 16.854 pessoas.

    Se apenas 16.854 pessoas com poder econômico apoiassem Lula de modo a que 2 milhões de pessoas se pusessem em marcha em favor de Lula,  ele não estaria preso.

    Ninguém faz as contas de quanto custaram as manifestações primaveris do “vem pra rua”,  ou “fora Dilma”.

    Uma coisa é fazer manifestação pela paixão no que se acredita, arriscando ser preso, ferido e processado.

    Outra coisa é ser bem pago,uniformizado e bem alimentado para defender aquilo que te convencem defender,  sem correr risco de qualquer natureza.

     

  8. Provocaçao tola Lula nao quis fugir, decisao POLÍTICA

    Ele já se recusou a fugir, por que fugiria agora? Ele é inocente, deve ser liberado, nao fugir. Nao se trata de crer nessa “justiça” injusta, mas de assumir uma posiçao.

      • Como? foi exatamente isso o que eu disse

        Que ele está resistindo, e portanto nao se aplica a idéia de fuga. Essa é o máximo, vc diz que tenho dificuldades de interpretaçao e depois diz exatamente o que eu disse… E sou eu quem tenho dificuldades de leitura? Acho que nao…

  9. Mentira.
    Escravos ( de Jó)

    Mentira.

    Escravos ( de Jó) gogavam caxangá.

     ”Tira põe não deixa ficar”

      É linda essa história.

    Estou muito bêbado pra narrar.

     

  10. + comentários

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