Padilha volta ao governo para articular reforma da Previdência

 
Jornal GGN – O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, retornou às atividades após 21 dias de licença médica. A primeira agenda de Padilha foi em reunião junto ao presidente Michel Temer e representantes militares para discutir o Plano Nacional de Segurança, para desembolsar parte dos investimentos da pasta número dois em gastos do governo Temer, a Defesa. Ainda na agenda de Padilha para esta segunda (13) está a articulação para acelerar a reforma da Previdência.
 
No encontro marcado pela manhã com Temer, Padilha participou da reunião com representantes dos Ministérios da Justiça, Defesa, do Gabinete de Segurança Institucional, da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Estado Maior Conjuntos das Forças Armadas. A pauta era o Plano Nacional de Segurança, com entre os objetivos, o de construir mais presídios, aumento de efetivo nas ruas e outras estratégias para a redução de homicídios nas capitais.
 
Mas além do Plano de Segurança, integrou o diálogo de Temer com os militares o da previsão de mais R$ 9,7 bilhões de repasses do Ministério da Defesa às Forças Armadas para este ano. Apenas no fim de 2016, foram desembolsados um total de R$ 9,15 bilhões do Orçamento ao setor.
 
A Defesa é o segundo Ministério de Temer com maiores gastos federais, ficando atrás apenas do Ministério dos Transportes e à frente, inclusive, da Educação. Em 2016, o gasto total da Defesa foi de R$ 87,6 bilhões, que representa 1,4% do PIB Brasileiro. Deste total, a maior parte (73,7%) é gastos com pessoal, seguidos de 13,6% para custeio e apenas 10,4% para investimentos.
 
Além das conversas de investimentos em Segurança e militares, Padilha teve em seu primeiro dia de volta às atividades outra grande preocupação: a dar sequência à Reforma da Previdência da agenda Temer.
 
Está marcada uma reunião às 17h, nesta segunda, com líderes parlamentares e o ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbahassy, sobre a reforma. O encontro será com o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR); Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), líder do governo na Câmara; Lelo Coimbra (PMDB-ES), líder da maioria na Casa, e André Moura (PSC-SE). Entre os temas, está a articulação do governo com o Congresso para a aprovação, o quanto antes, da proposta ainda neste semestre.
 
A urgência, além de se justificar como uma das principais medidas do governo Temer para o ajuste fiscal e econômico, guarda relação com as ameaças frente à gestão do peemedebista, antes que as delações da Odebrecht e que envolvem seu amigo e ex-assessor, José Yunes, provoquem mais desgastes em sua imagem.
 
Já com grandes resistências, Temer acredita que o quanto antes seja aprovada a reforma da Previdência, menos tempo para críticas e oposições da população e opinião pública contra a medida econômica.
 

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