Para José Padilha, quem critica O Mecanismo (como Dilma) não sabe ler

 
Jornal GGN – O diretor de O Mecanismo, José Padilha, reagiu em entrevista à Folha de S. Paulo às críticas que recebeu por causa da nova série da Netflix. Pela lógica usada pelo cineasta, quem critica a obra – como a ex-presidente Dilma Rousseff, que até emitiu nota contra o “assassinato de reputações” – não sabe ler.
 
Segundo Padilha, “na abertura de cada capítulo”, está escrito que os fatos estão “dramatizados”. “Se a Dilma soubesse ler, não estaríamos com esse problema [de crítica]”, reagiu. 
 
A série estreou no último dia 23 e, desde então, nas redes sociais, vem recebendo avaliações negativas pois misturou deliberadamente fatos reais com invenções dos produtores.
 
Um dos pontos mais escandalosos é a atribuição da frase “estancar a sangria”, dita por Romero Jucá, ao personagem que interpreta o ex-presidente Lula.
 
Padilha defendeu-se dessa crítica afirmando que “Jucá não é dono dessa expressão”, e que, portanto, roteiristas estão “livres” para usá-la.
 
Na nota, Dilma também denunciou outros erros de roteiro, como a afirmação de que o Banestado é um caso de 2003, e não de 1996. A petista também disparou contra a invenção de uma relação direta entre sua campanha e o doleiro Alberto Youssef, além de uma amizade que nunca existiu com Paulo Roberto Costa.
 
A desculpa de Padilha para essas críticas é que O Mecanismo é uma “obra-comentário”.
 
Procurada, a Netflix ainda não se manifestou sobre a polêmica.

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