4 de junho de 2026

‘Rifado’ de ministério, deputado deixa vice-liderança do governo

Pedro Fernandes (PP-PB) teria sido impedido de ocupar Ministério do Trabalho por Sarney, justificando seu afastamento da vice-liderança como forma de “evitar embaraços” entre Temer e ex-presidente
 
Deputado Pedro Fernandes Imagem: print de sua participação em programa de televisão
 
Jornal GGN – Vetado pelo ex-presidente José Serney (MDB) para assumir o Ministério do Trabalho, o deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) encaminhou nesta terça-feira (09) um ofício para o líder da Cada, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), pedindo para deixar o cargo de vice-líder do governo na Câmara. Sarney, entretanto, nega que foi autor da proibição. 
 
No documento, obtido pela Folha de S.Paulo, o parlamentar afirma que o objetivo é “evitar embaraços do sr. presidente Michel Temer com o sr. ex-presidente José Sarney” notificando seu “desinteresse de continuar como vice-líder”. Isso explicaria porque Temer escolheu a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), negociando a liderança do Ministério do Trabalho com o presidente nacional do PTB e pai da parlamentar, Roberto Jefferson. Entretanto, a cerimônia de posse de Cristiane, prevista para esta terça-feira (09) foi suspensa pela Justiça Federal do Rio, logo o governo aguarda por uma decisão judicial. 
 
 
Caso se confirme a sua saída, Fernandes será o segundo a deixar a vice-liderança do governo em menos de um ano. Em 2017, o deputado Rocha (PSDB-AC) pediu para deixar o posto. Ele já vinha mostrando desinteresse em colaborar com o planalto votando contrário em três situações importantes, incluindo nas denúncias de lavagem de dinheiro e por corrupção encaminhadas pela Procuradoria Geral da República (PGR) ao congresso contra Temer. 
 
Já Fernandes se posicionou favorável ao governo em situações essenciais: reforma do ensino médio, terceirização, PEC do teto de gastos e reforma trabalhista, além das duas denúncia da PGR. 

Redação

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2 Comentários
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  1. Schell

    9 de janeiro de 2018 5:56 pm

    Sem desconsiderar o

    Sem desconsiderar o todo-criminoso desses temeristas-golpistas-ladrões, ter o tal aguinaldo como lider do que quer que seja, em si, já é ato criminoso: só verificar seus antecedentes, seu presente e, possivelmente, seu futuro. Pobre Paraíba, sempre a gerar monstruosidades.

  2. Fernando Antonio Moreira Marques

    9 de janeiro de 2018 7:35 pm

    Detesto Jeferson e a filha,

    Detesto Jeferson e a filha, mas cá entre nós, se ela não pode assumir o Ministério por ter descumprido as leis trabalhistas, eu pergunto:

    Quantos outros Governadores, Prefeitos e outras autoridades terão que ser destituídos por não estarem cumprindo esta mesma lei? Atrasar 13°, o salário mensal e outros benefícios é legal ou normal?

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