Sétima baixa do Planalto, ex-assessor tenta evitar derrocada do governo Temer

Michel Temer e seu assessor especial do gabinete pessoal, José Yunes

Jornal GGN – Além de toda a cúpula do PMDB e a equipe de governo de Michel Temer que está na mira e é atingida com o efeito Odebrecht das delações premiadas, o próprio presidente foi um dos acusados de ter solicitado à empreiteira R$ 10 milhões para as campanhas peemedebistas, em 2014. O receptor foi seu amigo e assessor José Yunes, dizem os relatos. Para evitar que a avalanche recaia sobre o presidente, Yunes deixou o governo.

Yunes é conselheiro amigo de Temer há 40 anos, já se considerando “psicoterapeuta político” do peemedebista, e foi nomeado para a assessoria especial da Presidência. Segundo reportagem de O Globo, o então assessor especial do gabinete da Presidência é próximo de Temer desde os tempos da graduação, em 1960. A amizade se estendeu por 50 anos, até assumir posto no gabinete pessoal do presidente.

Mas não foi apenas a delação do ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, que recaiu sobre a dupla de amigos. O ex-presidente da companhia, Marcelo Odebrecht, também teria confirmado as informações, frisando que o então vice-presidente da Republica havia se reunido com ele para pedir o repasse de caixa dois às campanhas peemedebistas.

O primeiro jornal a divulgar a informação foi o BuzzFeed por Severino Motta. O delator Cláudio Melo Filho informou que o montante de R$ 10 milhões, acertado por Temer, foi enviado em dinheiro vivo ao escritório de advocacia de José Yunes.

Com detalhes, o executivo disse que dos R$ 10 milhões, R$ 6 milhões, ou seja, mais da metade, eram destinado a Paulo Skaf, então candidato do PMDB ao governo de São Paulo, e outros R$ 4 milhões seriam destinados a Padilha para as campanhas do partido.

Depois, a Folha de S. Paulo publicou que o então presidente da empreiteira confirmou as informações dadas por Cláudio Melo Filho, lembrando que Temer convidou Marcelo para um encontro, no Palácio do Jaburu, em maio de 2014, na presença também do hoje ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para solicitar os repasses.

Mas diante dos cenários da possível queda de Michel Temer e desestabilização da estrutura de governo, Yunes abandonou o posto, nesta quarta-feira (14). Ainda que com objetivos de amenizar o impacto para o presidente da Republica, a saída do assessor especial é a sétima baixa do Planalto.

 

 

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6 comentários

  1. Tchau, golpista!

    O Congresso esta mesmo se sentindo bem poderoso depois que derrubou Dilma na base da mentira deslavada. Renan depois do sorrisão ao fim das votações desta semana, ja pode até se imaginar um primeiro ministro…. Tudo isso de alguma forma lembra o primeiro ano de João Goulart presidente e Tancredo Neves primeiro ministro. Foi bem confuso e o Brasil não conseguiu avançar em nada naquele momento com o sistema presidencialista-parlamentarista. Agora o golpe é enfiar goela abaixo da população um parlamentarismo total sob comando da Câmara e Senado.

  2. Tudo isso é CULPA do povo

    Tudo isso é CULPA do povo Brasileiro 

    49% do povo é canalha e lesa-pátria, 50% é acomodado e ingrato. Só 1% presta. Evidente que não são os 1% beneficiados pelo golpe.

    Primeiro o povo elegeu esse congresso. Vejamos, SP. Quem vota em Serra é traidor da pátria. Não tem outra palavra !!! Quem vota em Caiado não merece nada de bom !!! E um estado que dá 77% dos votos para Álvaro Dias, o Beto Richa faz bem em mandar bater na população.

    OS Canalhas são culpados por terem tacado fogo no país por que seu candidato cheirador não venceu. Do resto que não votou nele, quase todos deram as costas a candidata que elegeram.

    O Brasileiro tem tanta culpa, que mesmo com PEC 241 e todas essas reformas no horizonte, chegou em outubro, apertou 4, 5 e confirmou e 1, 5  e confirmou até o dedo sangrar !!!

    Bem Feito !!!!

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