Temer revoga decreto que instituiu Estado de Sítio

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Foto: Marcos Corrêa/PR 
 
Jornal GGN – Nesta quinta-feira (25), o presidente Michel Temer revogou o decreto publicado ontem no Diário Oficial que autorizava o uso de tropas das Forças Armadas na Esplanada dos Ministérios.
 
No decreto publicado hoje em edição extraordinária do DOU, o presidente diz que decidiu tirar os militares das ruas da capital federal em razão da “cessão dos atos de depredação e violência e consequente restabelecimento da Lei e da Ordem no Distrito Federal, em especial na Esplanada dos Ministérios”. 
 
A revogação ocorre menos de 24 horas após a assinatura do decreto que enviou tropas militares para o DF. Na manhã de hoje, Temer se reuniu com os ministros Raul Jungmann (Defesa), Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral), Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional) para avaliar a questão. 

 
CRÍTICAS
 
O decreto publicado ontem foi alvo de críticas vindas de parlamentares, movimentos sociais, partidos políticos e até do Governo do Distrito Federal. 
 
Em sessão no plenário do Senado, Renan Calheiros, líder do PMDB, criticou Temer e disse que a convocação das Forças Armadas beirava a insensatez. “Beira a insensatez fazer isso num momento em que o país pega fogo. Beira a irresponsabilidade. E fazer isso de forma dissimulada, dizer que foi a pedido do presidente da Câmara dos Deputados, que negou”, afirmou o Senador.
 
Em nota, o Conselho Nacional dos Direitos Humanos repudiou o decreto, afirmando o uso das Forças Armadas compromete a “ estabilidade das instituições democráticas e republicanas deste país”. 
 
O Partido dos Trabalhadores (PT) criticou a repressão contra os manifestantes e disse que a convocação dos militares era uma  “medida desnecessária e desmedida” que remete aos “retrocessos típicos dos anos de chumbo da ditadura militar”.
 
Em nota oficial assinada pelo governadora Rodrigo Rollemberg, o Governo do Distrito Federal se disse surpreso com o decreto Temer, afirmando também que o uso das Forças Armadas era “medida extrema adotada sem conhecimento prévio e nem anuência do Governo de Brasília e sem respeitar os requisitos da Lei Complementar  nº 97/99.
 
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