4 de junho de 2026

Temer revoga decreto que instituiu Estado de Sítio

temer_militares_-_marcos_correa_pr_0.jpg
 
Foto: Marcos Corrêa/PR 
 
Jornal GGN – Nesta quinta-feira (25), o presidente Michel Temer revogou o decreto publicado ontem no Diário Oficial que autorizava o uso de tropas das Forças Armadas na Esplanada dos Ministérios.
 
No decreto publicado hoje em edição extraordinária do DOU, o presidente diz que decidiu tirar os militares das ruas da capital federal em razão da “cessão dos atos de depredação e violência e consequente restabelecimento da Lei e da Ordem no Distrito Federal, em especial na Esplanada dos Ministérios”. 
 
A revogação ocorre menos de 24 horas após a assinatura do decreto que enviou tropas militares para o DF. Na manhã de hoje, Temer se reuniu com os ministros Raul Jungmann (Defesa), Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral), Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Sérgio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional) para avaliar a questão. 

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

 
CRÍTICAS
 
O decreto publicado ontem foi alvo de críticas vindas de parlamentares, movimentos sociais, partidos políticos e até do Governo do Distrito Federal. 
 
Em sessão no plenário do Senado, Renan Calheiros, líder do PMDB, criticou Temer e disse que a convocação das Forças Armadas beirava a insensatez. “Beira a insensatez fazer isso num momento em que o país pega fogo. Beira a irresponsabilidade. E fazer isso de forma dissimulada, dizer que foi a pedido do presidente da Câmara dos Deputados, que negou”, afirmou o Senador.
 
Em nota, o Conselho Nacional dos Direitos Humanos repudiou o decreto, afirmando o uso das Forças Armadas compromete a “ estabilidade das instituições democráticas e republicanas deste país”. 
 
O Partido dos Trabalhadores (PT) criticou a repressão contra os manifestantes e disse que a convocação dos militares era uma  “medida desnecessária e desmedida” que remete aos “retrocessos típicos dos anos de chumbo da ditadura militar”.
 
Em nota oficial assinada pelo governadora Rodrigo Rollemberg, o Governo do Distrito Federal se disse surpreso com o decreto Temer, afirmando também que o uso das Forças Armadas era “medida extrema adotada sem conhecimento prévio e nem anuência do Governo de Brasília e sem respeitar os requisitos da Lei Complementar  nº 97/99.
 
Assine
 
 

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

15 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. emerson57

    25 de maio de 2017 2:36 pm

    fez que ia e acabou fondo
    phora24/05/2017 – 20:05

    -Ô treme, pede para ir c…. e não volta mais!       Sae phora. Logo tu, que outrora phoi um portentoso prophessor da USP (se-nho-res!), adevogado e prophessor, se sujeitar a um ridículo destes de assinar sem ler!    Esse erro vacilão nem a doutora Jenaina !     Desse jeito o povo vai te odiar tanto que pode pensar até em pesquisar as salinhas do seu philhote.       Que história você vai poder contar lá na lojinha?    Infelizmente você não foi aprovado, um ano se passou e você não fez nada que preste. O povo não gosta de você, ao contrário debocha da sua pessoa.     Vai ser ruim ao chegar em casa a patroa vai te olhar com aquela cara de -Eu te disse que era para tu não se meter nisso, que era muita areia e tals.    Pior ainda é ter que mentir para o gurizinho. Isso sem contar os livros de história que o teu filho vai ter que decorar. Que trapalhada em?      A sua ambição foi maior que o seu talento!       Ô dó. 

     

  2. peregrino

    25 de maio de 2017 2:50 pm

    ao decretar, Temer mostrou a que veio…

    o motivo de ter dado o golpe

    é por isso que só tem investigados do seu lado…………………………………

    apenas testou a possibilidade de dar fim à própria Polícia Federal

    quanto a isso, Temer é o político mais perigoso que já tivemos, por detestar povo, por querer que o Brasil deixe de ser do povo………………………viveríamos um período de escravidão para a sobrevivência ou volta dos seus iguais

    1. peregrino

      25 de maio de 2017 2:53 pm

      mas não contem como vitória…

      principalmente se as forças armadas não se manifestarem no lugar da Globo

      sai esse e poderia entrar qualquer outro, tão ou mais perigoso

  3. Rui Ribeiro

    25 de maio de 2017 2:50 pm

    Revogou o que sequer deveria ter sido instituído

    E esses caras de tacho caquéticos que, em vez de protegerem a população que sustenta nabasbecamente seus privilégios, atacam a mencionada população, o que esses Traíras da Nação merecem?

     

  4. Diogo Costa

    25 de maio de 2017 2:55 pm

    Correção necessária

    O Decreto revogado pelo presidente usurpador e golpista nada tem a ver com Estado de Sítio ou Estado de Defesa. A “garantia da lei e da ordem”, de que tratava o natimorto Decreto revogado, é bem mais branda do que o Estado de Sítio ou o Estado de Defesa. E estes, para entrar em vigor, precisam ser aprovados por maioria absoluta no Congresso Nacional. 

    Apenas para constar.  

  5. Rui Ribeiro

    25 de maio de 2017 2:59 pm

    Cessação dos atos de depredação e violência é o kct

    Quando ele botou o exército contra seu próprio povo, as manifestações ainda eram pacíficas e ordeiras. As supostas  depredação e violência decorreram justamente do ataque do exército aos manifestantes.

     

  6. maria rodrigues

    25 de maio de 2017 3:15 pm

    Temer adora vogar e revogar

    Temer adora vogar e revogar tudo, só não revoga seu mandato ilegítimo.

  7. Valmont Santos

    25 de maio de 2017 3:23 pm

    GOLPE ATABALHOADO

    A tentativa de Temer, com apoio do limpíssimo Jungmann e de seu general-de-palácio Etchegoyen, de colocar as Forças Armadas no centro do golpe foi uma manobra desesperada, atabalhoada e, felizmente, frustrada, 

    Porque o General Villas Bôas se recusou a embarcar na canoa furada do golpe temerista.

    Nelson Jobim também já recusou o papel de capataz das reformas temeristas comandadas pelo Cartel da Mídia.  Os oráculos do deus-mercado ainda procuram um novo lacaio, uma vez que até os midiotas já cansaram de ver a caratonha do Meirelles da Friboi na telinha.  Esse não cola mais.

  8. Alan Souza

    25 de maio de 2017 3:29 pm

    Em menos de 20 horas, duas provas de tibieza

    A primeira, ao convocar as Forças Armadas, assim que enfrentou o primeiro protesto de verdade.

    A segunda, ao recuar depois de ter afirmado estar correto e que “exerceria suas prerrogativas” sempre que necessário.

    Mas o que esperar de um sujeito que perde o sono por causa de “fantasmas”, mas não por destruir o país?

  9. Antonio C.

    25 de maio de 2017 3:39 pm

    Comentário

    E este estado de quintal que o país se encontra, quando será revogado? Esse tá durando bem mais.

  10. alfeu

    25 de maio de 2017 4:34 pm

    *

    Panacas e ridículos os controladores desse Temer.

  11. GalileoGalilei

    25 de maio de 2017 5:25 pm

    Manobra arriscada

    Característica de quem já não tem muito mais a perder.

    Ao chamar os militares, Temer correu o risco de ser desobedecido.

    De certo modo foi o que aconteceu. As declarações do General Villas Boas foram discretas indicações de que as forças armadas não estariam disponíveis para sustentar um governo cada vez mais ilegítimo.

    Poderia ter sido pior. Para Temer e para o Brasil, caso a desobediência fosse escancarada.

    Neste caso, as consequências seriam a prisão imediata de Temer com a inevitável tomada de poder pelos militares. O golpe automaticamente transformando-se de civil/parlamentar em militar.

    Para Temer ter assumido tamanho risco é por que o que conta agora é tentar salvar a pele, ainda que irresponsavelmente apostando no fim do mundo.

    Observo que o recuo de Temer não foi o único nestes últimos 8 dias. Houve também o recuo da Rede Globo de Sublevação. Dando como certa a queda de Temer, caiu matando. Alguma coisa, entretanto, deu errado fazendo-a recuar.

    Há ainda algumas peças faltando neste quebra-cabeças.

  12. José Robson

    25 de maio de 2017 7:30 pm

    Votações!

    Penso que deve ter havido receio de se invalidarem futuramente as votações no Congresso. Nâo tenho muita certeza das questões factuais, mas parece que a validade das deliberações do congresso pressupõem um “estado de normalidade”. Um “estado de excessão”, como o que sobreveio com esse medida, poderia contaminar a validade das votações.

    Alguém poderia ajudar no tema?

    1. José Robson

      25 de maio de 2017 7:35 pm

      Congresso!

      E parece que o Congresso haveria de referendar essa medida.

  13. romulus

    25 de maio de 2017 8:28 pm

    TEMER JOGA “BOMBA NUCLEAR”… MAS NO PRÓPRIO PÉ

    TEMER JOGA “BOMBA NUCLEAR”… MAS NO PRÓPRIO PÉ! 24/5: O DIA EM QUE O GOLPE FOI DERROTADO

    Cadê o meteoro?

    – Temer/Jungmann/Maia dão um baita tiro no próprio pé – mais para míssil nuclear (!): o “blefe” da “intervenção militar”…

    – … queimou na largada!

    – Isso porque ninguém na Praça dos Três Poderes teve culhão para bancar o Exército – de novo! – descendo o cacete no… próprio povo que jurou defender!

    – Insólito: Meirelles, gay semi-assumido (!), delirou que podia se tornar Presidente – no Brasil da homofobia assassina?!

    – Peraí… “Presidente”? Portanto “Comandante-em-chefe”? Da repressão? Tocada pelos… ~machões~ fardados?! Esquece, Meirelles! (rs)

    – Veja por que Lula é um estadista: o que é “Política” com “P” maiúsculo.

    – Na qualidade de Estadista, Lula não se opõe a um freio de arrumação, sob Nelson Jobim. Para ~começarmos~ o looongo caminho de volta à democracia, ao Estado de direito e à normalidade institucional.

    – Agora é com a Esquerda: a bola está na marca do pênalti! Começamos a transição pós-golpe, de volta à democracia? Ou não?!
     

    LEIA MAIS »

Recomendados para você

Recomendados