Viana nega renúncia e PT estuda como apoiar a votação da PEC do Teto

Jornal GGN – O senador Jorge Viana (PT), vice que pode assumir o lugar de Renan Calheiros na presidência do Senado a depender de decisão do pleno do Supremo Tribunal Federal, nesta quarta (7), rebate os boatos de que queria renunciar ao posto por não saber como proceder diante da votação da PEC do Teto dos gastos. A proposta vinha sendo combatido pelo PT, que a chama de PEC da Maldade. Mas Viana teme parar na berlinda se ousar sentar em cima da principal medida de ajuste econômico do governo Temer.

Hoje, a Folha publicou que Viana, após encontro com lideranças do PMDB, teria “deixado a impressão” de que pretende renunciar ao viver o dilema entre frear a PEC e ser responsabilizado pela crise econômica, ou dar andamento à PEC e aprofundar a crise do PT com sua base de apoio. Viana, contudo, diz que essa informação nunca existiu.

“Nunca cogitei renunciar à vice ou se for o caso à presidência. Isso é um absurdo, nunca pensei nisso. Hoje é dia de se ter calma”, afirmou o deputado ao Estado. “Conversei e daí já colocam na manchete que tiveram a impressão de que iria renunciar. Nunca pensei nisso”, acrescentou o petista.

De acordo com informações do colunista Ilimar Franco (O Globo), Viana não teria mesmo interesse em deixar o posto para o segundo vice-presidente do Senado, Romero Jucá. O presidente do PT, Rui Falcão, teria ido a Brasília para se reunir com a bancada e deixar claro que o partido não abrirá mão de comandar o Senado no caso de Renan ser afastado porque réu não pode estar na linha de sucessão presidencial.

De acordo com Ilimar, o PT já estudo como dizer aos seus apoiadores que será preciso por para votação a PEC 241, rebatizada no Senado para PEC 55. “Os senadores petistas não querem assumir para si a crise econômica. Por isso, a maioria sustenta que, se Renan Calheiros cair, Jorge Viana deve colocar para votar a PEC do teto.”

“Mas, para não colocar a crise no colo, os petistas terão de enfrentar a radicalização de sua base política e explicar como vão colocar para votar proposta do governo Temer que durante meses foi tratada como a PEC da Maldade. As bases petistas já começaram a cobrar. Os governistas, de ontem e de hoje, reconhecem que o PT e Jorge Viana podem chegar a uma encruzilhada.”

Leia a coluna completa aqui.

25 comentários

  1. Covardia e Traição

    Se renunciar será covardia. Se ficar e apoiar a PEC será covardia e traição. Ao eleitorado do PT, aos trabalhadores, aos pobres em geral, ao Brasil enfim.

  2. O Cunha na Camara botou pra

    O Cunha na Camara botou pra lascar(pra não dizer outra palavra) no Governo Dilma,e agora Jorge Viana fica com essa conversa mole.Não tem que votar esta P@@@a não.

  3. Será ?

    Será que todos os que estão malhando o PT, e em particular o Jorge Viana, se estivessem no lugar  dele, fariam o que estão sugerindo, e acabariam com o PT.

    Até parece que não são pessoas inteligentes, sabedoras da crise que o país passa !  E da crise  que passa o partido ? cercado por todos os lados de interesseiros, golpistas e “loucos” pelo poder ?

    Definitivamente, não é hora para se bancar o valentão, ou tudo irá por água abaixo! Um suicídio coletivo ! Os demais partidos, como o PMDB tinham as costas quentes, na época em que o Cunha fazia e acontecia. Não tinham ainda dado o golpe.

    Ainda bem que o Supremo fez um bom arranjo, desta vez.

     

     

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