Crônica do recital na UNICAMP que fez amenizar a finitude, por Rui Daher

Assistimos, eu e minha sócia Viviane, ao recital de Pedro Vieira, filho dos nossos inseparáveis amigos Gilberto e Simone.

Crônica do recital na UNICAMP que fez amenizar a finitude, por Rui Daher

Duas horas da madrugada do dia 13 de junho, dia de Santo Antônio, Campinas, campus da UNICAMP, Instituto de Artes.

Santo Antônio nascia e, segundo a igreja católica, o século 12 já estava em seus estertores. Depois, sabem vocês, século a século, viriam evoluções nos confortos materiais e as crises espirituais e humanitárias.

Dizem Antônio ter nascido em 15 de agosto, Lisboa, um dia antes de meu sagrado aniversário.

Vale dizer, temos semelhanças em distribuir pãezinhos aos pobres, embora pobres nunca tenhamos sido, e se ele foi casamenteiro, eu não o sou. Tenho pouca paciência para as pregações religiosas em cerimônias de casamento. Prefiro reparar na arquitetura do templo ou nas moças bonitas presentes, emocionadas, esperando a vez de vestirem aquela anódina indumentária branca de cauda infinita.

Meus filhos, de criação imprudentemente liberal, nunca o fizeram. Nem acredito que farão. Se quiserem, claro, deixo e apoio. Mas com alguma consternação. Apenas perguntarei pra quê, como o Casuarina faz no samba “Certidão”.

Na Unicamp, hospedei-me na Casa do Professor Visitante. Reformada. Não conheço Dubai, mas pensei estar lá. Primeiro mundo. Como em qualquer hotel, vocês poderão livremente se hospedar. Nem é tão caro. Perceberão como o Estado condiciona a morrinha iniciativa privada.

Já havia ficado lá quando palestrei na Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, mas ainda não estava modernizada. Du …

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Assistimos, eu e minha sócia Viviane, ao recital de Pedro Vieira, filho dos nossos inseparáveis amigos Gilberto e Simone.

Pedro se formou em violão, guitarra e canto, com orientação da professora Regina Machado.

Foi acompanhado por uma banda excelente. As guitarras de Victor Robonato e Daniel Zivko; bateria e percussão de Gabriel Oliveira e Suelen Turíbio, respectivamente. No baixo, Tomaz Lambert, e as vozes de Graciela Soares, Pedro Barsalini e Lucas Madi.

Pedro Vieira, foi de Chico Buarque e Ruy Guerra a Guinga, passando por Astor Piazzola, Dori Caymmi, Gilberto Gil.

Poesias de Fernando Pessoa, emocionantes, recitadas pela Samantha Rossetti.

Pois é, meus jovens, vocês me fizeram, por algumas horas, voltar a acreditar no Brasil. Infelizmente, temo que a esperança logo passará.

Boa sorte, timoneiros da cultura.

Inté.

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