18 de junho de 2026

Federação dos Economistas Brasileiros (FEB), por Manfred Back

Na economia se depender da base de formação, viveremos de hiatos e de saudosismo. Eu era feliz e não sabia!
Reprodução

Carlo Ancelotti enfrentou críticas na Federação Brasileira de Treinadores por técnicos estrangeiros no futebol nacional.
A Federação dos Economistas Brasileiros mantém barreiras cognitivas que impedem a entrada de novas ideias econômicas estrangeiras.
Economistas brasileiros atuais repetem modelos antigos, sem inovação, refletindo a falta de craques na economia nacional.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

Federação dos Economistas Brasileiros (FEB)

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por Manfred Back

“Humilde é uma pessoa grande que trata todas as outras como se fossem maiores”.  (Isaías)

Não confunda Formação Econômica do Brasil (FEB) com a Federação dos Economistas Brasileiros, para quem gosta como eles de causa-efeito tem correlação negativa.

“É difícil conseguir que um homem compreenda algo quando o seu salário depende de não compreender.”(Upton Sinclair)

O constrangimento ou vexame que Carlo Ancelotti passou no encontro da Federação Brasileira de Treinadores de Futebol, sobre invasão estrangeira de treinadores e jogadores choro velado da perda de reserva de mercado aos ex treinadores verdes-amarelos, ceteris paribus, pararam no tempo! O ponto máximo foi o rugido do rei da selva Emerson Leão, inadmissível treinador estrangeiro dirigindo a seleção penta campeã mundial. Mas no seu momento tigrinho, um mea culpa, admitiu que o erro foi nosso!

“O inevitável nunca acontece e o inesperado ocorre constantemente.” (Keynes)

Mister Donald Trump e os técnicos de futebol brasileiros, vocês deveriam aprender como garantir reserva de mercado e criar barreiras cognitivas à entrada de ideias econômicas, desde a formação dos futuros economistas na academia até a repetição da mesma tática dos anos 80 do século passado. Se tem uma coisa que une os economistas aqui tanto ortodoxos como heterodoxos, são as ideias do século XIX, requentadas por curvas e gráficos e truques algébricos retocados por modelos econométricos. A única divergência entre eles está entre o lado da demanda ou da oferta. Agora em matéria de se protegerem da invasão estrangeira de ideias e debates econômicos, vale o espírito de corpo, todos estão em equilíbrio.

O table economic de Quesnay, aqui é um fluxo circular das mesmas ideias, mesmos modelos e risco fiscal. E aqui como nada parecido mundo, o sistema de proteção cognitiva é eficiente, muito mais eficiente que a maioria dos economistas da ordem e progresso, e que suas previsões!

A realidade muda, a vida avança, a economia se transforma, mas aqui permanece sempre na esterilidade de uma economia do século XIX. Senhores treinadores como Leão e Oswaldo de Oliveira, aprendam com a federação de economistas brasileiros, aqui o que vale fora, não vale como não entra aqui dentro. Vocês como tantos pela vaidade e apego às glórias do passado, ficam p… da vida com as coletivas dos treinadores estrangeiros pós jogos. No futebol, muito diferente do debate econômico em terras brasileiras, eles aparecem e falam o que pensam. Aprendam, já na mídia tradicional, só aparecem os mesmos, para discutiram sempre os mesmos temas, isso sim é um sistema de proteção inexpugnável!

Aqui não só estrangeiros como os nacionais que pensam diferentes, não tem vez! Senhor Wagner Mancini presidente da FBTF, peça para a CBF fechar parceria com a Federação dos Economistas Brasileiros (FEB), para ensinar como as ideias de fora não entram e como repetir os mesmos temas econômicos com os mesmos economistas. Se forem bons alunos, logo, não haverá mais técnicos estrangeiros e vocês podem voltar ao rodízio de times com suas velhas ideias e táticas.

O discurso somos pentacampeão mundial de futebol e não precisamos aprender nada de ninguém, porque quem ganhou mais que nós? O discurso deveria ser, fomos, não somos, mas…

Na economia nunca fomos campeões mundiais, se o critério for ganhadores de prêmio Nobel. O país do rei do futebol, nunca teve um Pelé no reino da teoria econômica. Mas já tivemos Maradona, Messi, Zico e outros craques na economia. Aqui não somos, fomos! Quem já teve Celso Furtado, Maria da Conceição Tavares, Antônio Delfim Netto, Roberto de Oliveira Campos, Luiz Gonzaga de Mello Belluzzo, Mário Henrique Simonsen e a lista é grande, e outros que foram grandes na categoria sub 20, as promessas Pérsio Arida e André Lara Resende. Vivemos hoje a mesma síndrome da seleção nacional a falta de craques! Todos parecem iguais, muita força, pouca técnica e rara criatividade.

Correlacionando com a economia, cadê os craques? Pode trocar o nome dos economistas, todos falam a mesma coisa, a diferença fica na casa decimal, como diria o saudoso Cláudio Coutinho, o ponto futuro, hoje, atacar o espaço. O ponto passado dos economistas brasileiros, porque não tem futuro, são conceitos, criações como taxa neutra de juros, taxa natural de juros e PIB Potencial, a variação tática aqui depende não da dinâmica da vida econômica, mas calcular o hiato. Hiato é um encontro de duas vogais em uma mesma palavra que se separam em sílabas diferentes quando a palavra é dividida. Na Federação dos Economistas Brasileiros é a diferença numérica entre os dados reais e os pontos futuros.

Nas barreiras à entrada cognitiva de novas ideias econômicas, pouco importa como joga o adversário e sua nacionalidade, aqui a tática é sempre a mesma, constante, uma intersecção sempre de duas curvas com deslocamentos paralelos, e o gramado é dividido em duas áreas, a área monetária e a real da economia. Aqui na economia não tem esquema 4-3-3, 3-5-2 ou 4-4-2, é sempre ceteris paribus, constante! Quem joga na área monetária não pode ultrapassar com a bola para área do lado real. Para alegria dos técnicos de futebol, na economia o time está sempre em equilíbrio!

Nossos craques economistas do passado, tinham uma característica em comum, eram de escolas e pensamentos diferentes, mas todos adaptavam as novidades em economia para a realidade brasileira. E nenhum deles tirava o pé nas divididas, não fugiam de debates!

No futebol diz- se que o futuro depende da formação da base para jogadores e técnicos. Na economia se depender da base de formação, viveremos de hiatos e de saudosismo. Eu era feliz e não sabia!

“Uma jovem que conheci recentemente comentou que não era tanto a maldade pura que a tirava do sério, mas sim as pessoas, ou instituições, com a capacidade de fazer o bem que, em vez disso, prejudicavam a humanidade”.  (Yanis Varoufakis)

Manfred Back bacharel em Ciências Econômicas pela PUC-SP, mestre em Administração Pública pela FGV-SP. Atuou como Trader na bolsa de valores (BOVESPA), como operador na mesa de operação de renda variável e futuros, como economista-chefe, como gestor de carteira e fundo de ações. Professor de microeconomia, macroeconomia, mercado de capitais e derivativos de graduação, pós-graduação e de ensino fundamental.

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Manfred Back

Manfred Back bacharel em Ciências Econômicas pela PUC-SP, mestre em Administração Pública pela FGV-SP. Atuou como Trader na bolsa de valores (BOVESPA), como operador na mesa de operação de renda variável e futuros, como economista-chefe, como gestor de carteira e fundo de ações. Professor de microeconomia, macroeconomia, mercado de capitais e derivativos de graduação, pós-graduação e de ensino fundamental.

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  1. Paulo Dantas

    14 de janeiro de 2026 9:32 pm

    O bom da Economia é que você sempre estará errado para alguém.

    Meio que tanto faz …

    🙂

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