Já vimos esse filme, por Izaías Almada
Há qualquer coisa estranha no ar evolvendo o dia-a- dia da política brasileira que, embora nunca deixe explícito o cerne da questão, traz a cada um de nós a sensação de que o ano de 2026 irá levar o país a situações muito delicadas onde, mais uma vez o povão trabalhador será prejudicado. Senão vejamos…
A independência e a autonomia dos três poderes é condição “sine qua non” para a ordem e saúde da vida democrática do país, tantas vezes solapadas por golpes e contragolpes de estado.
O atual governo, que tem conseguido grandes vitórias em alianças comerciais e novos investimentos com vários países, por exemplo, continua tímido em relação ao avanço da extrema direita nos últimos anos (é preciso não considerar a prisão de Jair Messias c e alguns de seus apaniguados como uma vitória política e ideológica triunfante sobre o fascismo caboclo), bem como não esquecer o que o cowboy Trump fez em terras venezuelanas há pouco mais de um mês…
Lembra-se o leitor dos idos de 2014/2015 quando a dupla Moro & Dallagnol protagonizou, ao rufar dos tambores, a famosa Operação Lava/Jato? Então?
Perceberam que os poderes Executivo e Legislativo estão se imiscuindo com algumas afirmações sobre o que o Judiciário deve fazer no caso Toffoli?
Se a moda pega, ou seja, se decisões tomadas por um dos poderes podem ser alteradas paralelamente pelos outros dois, onde fica a tal independência dos três poderes republicanos?
E a democracia? Sai arranhada e fica por isso mesmo?
Não é por acaso que o Assessor de Trump, Marco Rúbio, declarou recentemente que a ordem internacional está se transformando com tamanha rapidez que as atuais estruturas de poder já não se enquadram nos dias atuais naquilo que se espera delas.
“O velho mundo desapareceu” foram suas palavras, ao dirigir-se para uma conferência de segurança em Munique, curiosamente a cidade em que Hitler organizou e desenvolveu o nazismo
Quando a extrema direita chega ao poder, como vem acontecendo em vários países, a violência aumenta e a insegurança vai tomando conta de todos nós. A segunda guerra mundial mostrou como isso é possível, quando o nazifascismo se transformou numa espécie de manicômio ideológico, usando o terror da guerra na tentativa de dominar o mundo.
Que o digam os trabalhadores argentinos, nossos vizinhos, que agora terão que trabalhar 12 horas por dia; demissão sem justa causa não terá o pagamento de 13º salário, férias e bônus e férias poderão ser divididas em períodos de uma semana, entre outras medidas.
A história não se repete, dizem muitos estudiosos e observadores da vida política, mas quando um império e algumas idéias procuram se impor torna-se necessário reavaliar experiências do passado antes que seja tarde demais.
Izaías Almada é romancista, dramaturgo e roteirista brasileiro nascido em BH. Em 1963 mudou-se para a cidade de São Paulo, onde trabalhou em teatro, jornalismo, publicidade na TV e roteiro. Entre os anos de 1969 e 1971, foi prisioneiro político do golpe militar no Brasil que ocorreu em 1964.
Gaspar Alencar
14 de fevereiro de 2026 10:33 amAlmada, o faroeste é outro – a base é descredibilizar um dos pilares da democracia, comprar o legislativo e tornar o executivo refém do capitalismo. No artigo de Ann Pettifor, se não devolvermos o comando a democracia respeitáveis. Nem ecologia e desenvolvimento insustentável, subsistirao! Viram o calote do agro no BB? Estamos no mato sem cachorro. Vai chover e não tem lenha! A extrema direita trabalho em três eixos: costumes ( falso moralismo), exploração das pessoas e da natureza e hipocrisia! O Brasil um grande campo de concentração! Onde o interesse individual supera o coletivo. Mesmo o coletivo sendo maioria. Este não consegue administrar!