Há uma foto famosa da Seleção Brasileira em 1958, em Poços de Caldas. Há uma interpretação errada, de que os jogadores estariam sentados em bancos da estação de trem. Estão sentados na frente do Palace Hotel.
Vim passar uns dias em Poços e encontrei o Roberto Tereziano, um dos historiadores da cidade e defensor da causa negra. Ele me chamou a atenção para um detalhe: todos os jogadores estão com meias brancas, menos Pelé.
E contou sua apuração. Alguém da Seleção resolveu encomendar roupas chiques para a seleção. Uma modista preparou blusas brancas e meias brancas. Mas Pelé recusou-se a usar dizendo que negro não deveria vestir meia branca.
Provavelmente, alguma superstição.
Mas Tereziano trouxe outra informação das mais relevantes – que confirma dados que apurei quando fui a Santos, em 1971, para levantar dados para uma reportagem de capa para a revista Veja.
Na época, me relataram o furor sexual do Rei. Em cada viagem do Santos, tinha que haver uma mulher à sua disposição.
O que Tereziano apurou foi que, na concentração, havia a autorização tácita para que Pelé pudesse aplacar seu furor sexual.
Tenho a impressão que essa liberalidade deve ter ocorrido na segunda concentração da Seleção, em 1962, quando Pelé já estava consagrado.
Em 1958, Canhoteiro perdeu a ponta esquerda para Zagalo porque fugiu da concentração para ir à Boate Josy, da inesquecível Jovita – a matriarca das cafetinas de Poços, que faleceu recentemente, com quase cem anos.
Certa vez, no restaurante Mosteiro, no Rio de Janeiro, João Havelange contou que, na concentração de Poços, os jornalistas levavam mulheres para colocar perto das janelas e poder fotografar os jogadores em fotos supostamente comprometedoras.
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alfredo machado
18 de janeiro de 2026 11:26 amÉ fato. Nos anos 60 o time do Santos ficava concentrado no Hotel Argentina, no bairro do Flamengo, logo, era comum ver todos aqueles craques andando pela rua, e Pelé tinha um caso com uma mulher que era uma unanimidade, um espetáculo. Passados mais de 60 anos e as boas lembranças permanecem.
Carlos
18 de janeiro de 2026 4:10 pmEm relação aos “jornalistas que colocavam mulheres perto das janelas da concentração para poder fotografar os jogadores em fotos supostamente comprometedoras.”, a única diferença para hoje é a eliminação do intermediário com a supressão dos jornalistas na causa.
Hoje as redes sociais são as janelas.
Regina Galdino
18 de janeiro de 2026 6:20 pmNão entendi a matéria: sai do nada e vai para lugar nenhum. Nada a ver com o GGN, muito menos com a assinatura de Nassif. Parece blog de fofoca.
Carioca
19 de janeiro de 2026 9:57 amPositivo. Por falta de pautas certamente que não é …
Pedro Mozart
23 de janeiro de 2026 2:15 pmPois é! Também estranhei.
Quando começa a contar a história apontd no títuo, simplesmente para e finaliza.
BEM esquisito…
🙁