4 de junho de 2026

Vai para Cuba! E o Tin foi…, por Izaías Almada

Com a boca cheia de ignorância e submissão cultural criou-se o VAI PRA CUBA! E Tin Urbinatti respondeu com fina ironia: E EU FUI!
Reprodução

Tin Urbinatti lançou “Vai para Cuba! E eu fui…”, respondendo ironicamente a ataques da extrema direita brasileira.
O livro narra a montagem da peça “Dois Perdidos numa Noite Suja” em Cuba, desde a chegada até a estreia em Cienfuegos.
Luiza Erundina destaca que a obra reflete sobre o Brasil a partir da experiência cultural e política em Cuba.

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Vai para Cuba! E o Tin foi…, por Izaías Almada

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           Há algumas semanas, a Editora Alameda lançou o livro com o título acima e que está sendo bem recebido pelos leitores brasileiros.

           Seu autor, Tin Urbinatti, ator, autor e professor de teatro, nascido na cidade de Catanduva em São Paulo, resolveu – com fina ironia e conhecimento – dar uma resposta aos incansáveis idiotas e desinformados militantes da extrema direita brasileira e não só, que criaram uma “palavra de ordem” (ou desordem?) para insuflar e debochar de cidadãos brasileiros, aqueles que acreditam no socialismo e respeitam a pequena ilha de Cuba por seu heroísmo e resistência ao criminoso bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos da América.

           Com a boca cheia de ignorância e submissão ideológica e cultural criou-se o “xingamento”: VAI PRA CUBA! Ao que Tin Urbinatti respondeu com denodo e fina ironia: E EU FUI!

           Sua expressão na capa do livro indica bem a gozação que faz: E DAÍ? QUAL É O PROBLEMA SEUS IGNORANTES?

           Sua ida a Cuba revestiu-se de uma aproximação cultural significativa, pois foi levada uma proposta de encenação da peça teatral “Dois Perdidos numa Noite Suja”, do grande dramaturgo brasileiro Plínio Marcos.

           O autor faz um curioso e interessante diário de montagem da peça desde sua chegada a Havana, os primeiros trabalhos de leitura e entendimento do texto, as entrevistas até a estreia em Cienfuegos.   

           Essa não foi a primeira vez que Tin visitou Cuba. Em 1994 foi como representante da Associação Atlética Banco do Brasil, onde trabalhou por muitos anos, para o IV Encontro Latino Americano de Solidariedade a Cuba, realizado em Havana.

           A apresentação do livro é feita pela ex-prefeita da cidade de São Paulo e atualmente deputada federal por São Paulo, Luiza Erundina de Souza que escreve esse pequeno e significativo texto na contra capa: “Engana-se quem pensa que é um livro sobre Cuba. É um livro sobre o Brasil a partir de Cuba. A obra de Tin nos convoca a reafirmar um princípio simples: a democracia só floresce quando o povo de um país tem o direito e as condições de tomar suas próprias decisões”.

           Vamos pra Cuba?

           Ouça abaixo uma canção que deixou saudades…

Izaías Almada é romancista, dramaturgo e roteirista brasileiro nascido em BH. Em 1963 mudou-se para a cidade de São Paulo, onde trabalhou em teatro, jornalismo, publicidade na TV e roteiro. Entre os anos de 1969 e 1971, foi prisioneiro político do golpe militar no Brasil que ocorreu em 1964.

O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.

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Izaias Almada

Izaías Almada é romancista, dramaturgo e roteirista brasileiro nascido em BH. Em 1963 mudou-se para a cidade de São Paulo, onde trabalhou em teatro, jornalismo, publicidade na TV e roteiro. Entre os anos de 1969 e 1971, foi prisioneiro político do golpe militar no Brasil que ocorreu em 1964.

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4 Comentários
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  1. Carlos

    24 de abril de 2026 11:27 am

    O problema em si não é o povo cubano. O problema é o que as elites castristas fazem com ele , vide todo o dinheiro jogado na GAESA que é comandada pela familha de Raul Castro.
    Enquanto a elite fica endinheirada o povo vive no cotidiano um atraso de vida de décadas. Isso é injusto para com quem só quer viver em paz e não está nem aí para o que pensava Fidel ou o que pensa Trump, e suas ideologias toscas para o século 21.

    1. Izaias Almada

      24 de abril de 2026 4:54 pm

      Prezado Carlos, se você tem provas sobre a elite cubana seria bom apresentá-las e assim ficaríamos sabendo se o que você aponta é verdadeiro. Que tal?

  2. carlos

    24 de abril de 2026 11:31 am

    Corrigindo: Família ou melhor ‘famiglia’ (come se parla nel sud´Italia).

  3. roberto quintas

    25 de abril de 2026 8:56 am

    Fica fácil curtir Cuba como turista e se tornando um inocente útil da propaganda desse governo…

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