Vai para Cuba! E o Tin foi…, por Izaías Almada
Há algumas semanas, a Editora Alameda lançou o livro com o título acima e que está sendo bem recebido pelos leitores brasileiros.
Seu autor, Tin Urbinatti, ator, autor e professor de teatro, nascido na cidade de Catanduva em São Paulo, resolveu – com fina ironia e conhecimento – dar uma resposta aos incansáveis idiotas e desinformados militantes da extrema direita brasileira e não só, que criaram uma “palavra de ordem” (ou desordem?) para insuflar e debochar de cidadãos brasileiros, aqueles que acreditam no socialismo e respeitam a pequena ilha de Cuba por seu heroísmo e resistência ao criminoso bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos da América.
Com a boca cheia de ignorância e submissão ideológica e cultural criou-se o “xingamento”: VAI PRA CUBA! Ao que Tin Urbinatti respondeu com denodo e fina ironia: E EU FUI!
Sua expressão na capa do livro indica bem a gozação que faz: E DAÍ? QUAL É O PROBLEMA SEUS IGNORANTES?

Sua ida a Cuba revestiu-se de uma aproximação cultural significativa, pois foi levada uma proposta de encenação da peça teatral “Dois Perdidos numa Noite Suja”, do grande dramaturgo brasileiro Plínio Marcos.
O autor faz um curioso e interessante diário de montagem da peça desde sua chegada a Havana, os primeiros trabalhos de leitura e entendimento do texto, as entrevistas até a estreia em Cienfuegos.
Essa não foi a primeira vez que Tin visitou Cuba. Em 1994 foi como representante da Associação Atlética Banco do Brasil, onde trabalhou por muitos anos, para o IV Encontro Latino Americano de Solidariedade a Cuba, realizado em Havana.
A apresentação do livro é feita pela ex-prefeita da cidade de São Paulo e atualmente deputada federal por São Paulo, Luiza Erundina de Souza que escreve esse pequeno e significativo texto na contra capa: “Engana-se quem pensa que é um livro sobre Cuba. É um livro sobre o Brasil a partir de Cuba. A obra de Tin nos convoca a reafirmar um princípio simples: a democracia só floresce quando o povo de um país tem o direito e as condições de tomar suas próprias decisões”.
Vamos pra Cuba?
Ouça abaixo uma canção que deixou saudades…
Izaías Almada é romancista, dramaturgo e roteirista brasileiro nascido em BH. Em 1963 mudou-se para a cidade de São Paulo, onde trabalhou em teatro, jornalismo, publicidade na TV e roteiro. Entre os anos de 1969 e 1971, foi prisioneiro político do golpe militar no Brasil que ocorreu em 1964.
O texto não representa necessariamente a opinião do Jornal GGN. Concorda ou tem ponto de vista diferente? Mande seu artigo para [email protected]. O artigo será publicado se atender aos critérios do Jornal GGN.
“Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente. Junte-se a nós: https://www.catarse.me/JORNALGGN “
Carlos
24 de abril de 2026 11:27 amO problema em si não é o povo cubano. O problema é o que as elites castristas fazem com ele , vide todo o dinheiro jogado na GAESA que é comandada pela familha de Raul Castro.
Enquanto a elite fica endinheirada o povo vive no cotidiano um atraso de vida de décadas. Isso é injusto para com quem só quer viver em paz e não está nem aí para o que pensava Fidel ou o que pensa Trump, e suas ideologias toscas para o século 21.
Izaias Almada
24 de abril de 2026 4:54 pmPrezado Carlos, se você tem provas sobre a elite cubana seria bom apresentá-las e assim ficaríamos sabendo se o que você aponta é verdadeiro. Que tal?
carlos
24 de abril de 2026 11:31 amCorrigindo: Família ou melhor ‘famiglia’ (come se parla nel sud´Italia).
roberto quintas
25 de abril de 2026 8:56 amFica fácil curtir Cuba como turista e se tornando um inocente útil da propaganda desse governo…