7 de junho de 2026

A história de Santo Antônio, o santo casamenteiro

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Enviado por Gomes Tobias

Da Editora Moderna

Por que Santo Antônio é considerado casamenteiro?

Passando o fervor dos casais apaixonados, 13 de junho é o dia em que as mulheres solteiras oram para Santo Antônio trazer o amor de suas vidas. Mas você sabe por que Santo Antônio é considerado o santo casamenteiro?

Batizado de Fernando Bulhões, Santo Antônio era um frade franciscano, nascido em 1195, em Portugal, mas viveu durante a maior parte de sua vida em Pádua, na Itália. Apesar de não ter em seus sermões nada específico sobre casamentos, Santo Antônio ficou conhecido como o santo que ajuda mulheres a encontrarem um marido por conta da ajuda que dava a moças humildes para conseguirem um dote e um enxoval para o casamento.

Reza a lenda que, certa vez, em Nápoles, havia uma moça cuja família não podia pagar seu dote para se casar. Desesperada, a jovem – ajoelhada aos pés da imagem de Santo Antônio – pediu com fé a ajuda do Santo que, milagrosamente, lhe entregou um bilhete e disse para procurar um determinado comerciante. O bilhete dizia que o comerciante desse à moça moedas de prata equivalentes ao peso do papel. Obviamente, o homem não se importou, achando que o peso daquele bilhete era insignificante. Mas, para sua surpresa, foram necessários 400 escudos da prata para que a balança atingisse o equilíbrio. Nesse momento, o comerciante se lembrou que outrora havia prometido 400 escudos de prata ao Santo, e nunca havia cumprido a promessa. Santo Antônio haviera fazer a cobrança daquele modo maravilhoso. A jovem moça pôde, assim, casar-se de acordo com o costume da época e, a partir daí, Santo Antônio recebeu – entre outras atribuições – a de “O Santo Casamenteiro”.

Outra história que envolve a fama de Santo Antônio é a de que uma moça muito bonita, que havia perdido as esperanças de arranjar um marido, apegou-se a Santo Antônio. Dizem que a mulher adquiriu uma imagem do santo e colocou-a em um pequeno oratório. Todos os dias, a jovem colhia flores e as oferecia a Santo Antônio sempre pedindo que este lhe trouxesse um marido.

Mas, passaram-se semanas, meses, anos… e nada do noivo aparecer.

Então, tomada pelo desgosto e pela ingratidão do santo, ela atira a imagem pela janela.

 

Neste exato momento, passava um jovem cavalheiro que é atingido pela imagem do Santo. Ele apanha a imagem e vai entregar à jovem, que se apaixona por ele e atribui a sua chegada a fé por Santo Antônio.

A partir daí, as moças solteiras que querem casar começaram a fazer orações pedindo ajuda ao santo e cultuando sua imagem. Entre as simpatias mais populares, acredita-se que as jovens devem comprar uma pequena imagem do Santo e tirar o Menino Jesus do colo, dizendo que só o devolverá quando conseguir encontrar o amor, ou ainda, virar o Santo Antônio de cabeça para baixo.  

 

Para conferir mais simpatias de Santo Antônio, clique aqui.

Devoções, tradições e crenças
As primeiras manifestações de culto deram-se logo após a morte do santo, desdobrando-se depois, passo a passo, numa constelação de práticas, devoções e crenças, algumas das quais, mais conhecidas, são elencadas a seguir.

Santo casamenteiro
Assim é invocado pelas moças que desejam casar e assim é lembrado pelo nosso folclore. Não se sabe qual a origem da devoção. Talvez se ligue a algum milagre feito pelo santo em favor das mulheres, por exemplo, quando fez um recém-nascido falar para defender a mãe acusada injustamente de infidelidade pelo pai.

Mas há outro episódio com explicação mais direta. Certa senhora, no desespero da miséria a que fora reduzida, decidiu valer-se da filha, prostituindo-a, para sair do atoleiro. Mas a jovem, bonita e decidida, não aceitou de forma alguma. Como a mãe não parasse de insistir, ela resolveu recorrer à ajuda de Santo Antônio. Rezava ela com grande confiança e muitas lágrimas diante da sua imagem quando das mãos do Santo caiu um bilhete que foi parar nas mãos da moça. Estava endereçado a um comerciante da cidade e dizia: “Senhor N…, queira obsequiar esta jovem que lhe entrega este bilhete com tantas moedas de prata quanto o peso do mesmo papel. Deus o guarde! Assinado: Antônio”.

A jovem não duvidou e correu com o bilhete na mão à loja do comerciante. Este achou graça. Mas vendo a atitude modesta e digna da moça colocou o bilhete num dos pratos da balança e no outro deixou cair uma moedinha de prata. Mas qual! O bilhete pesava mais! Intrigado e sem entender o que se passava, o comerciante foi colocando mais uma moeda e outras mais, só conseguindo equilibrar os pratos da balança quando as moedas chegaram a somar 400 escudos. O episódio tornou-se logo conhecido e a moça começou a ser procurada por bons rapazes propondo-lhe casamento, o que não tardou a acontecer, e o casamento foi muito feliz. Daí por diante, as moças começaram a recorrer a Santo António sempre que se tratava de casamento.

Santo das coisas perdidas
Esta tradição é antiquíssima, encontrando-se menção dela no famoso responsório “Si quaeris miracula”, extraído do ofício rimado de Juliano de Espira. Popularmente o “Siquaeris” é mencionado como uma oração taumaturga para encontrar objetos perdidos. A crença pode estar ligada a episódios como este, da vida de Santo António. Quando ensinava teologia aos frades em Montpeilier, na França, um noviço fugiu da Ordem levando consigo o Saltério de Frei António, com preciosas anotações pessoais que utilizava nas suas lições. Rezou o santo pedindo a Deus para dar jeito de reaver o livro e foi atendido deste modo: Enquanto o fugitivo ia passando por uma ponte, foi subitamente tomado pelo pavor, parecendo-lhe ver o demônio na sua frente que o intimava: “Ou você devolve o Saltério ao Frei António ou vou jogá-lo da ponte para o rio!” Assustado e arrependido, o jovem voltou ao convento com o saltério e confessou ao Santo sua culpa.

O “pão dos pobres”
É ao mesmo tempo uma piedosa devoção e uma instituição assistencial benemérita. Consiste em doações para prover de pão os pobres, honrando assim o “protetor dos pobres” que é Santo António. Uma tradição liga esta obra ao episódio de uma mãe cujo filho se afogou dentro de um tanque mas recuperou a vida graças a Santo António. Ela prometera que, se o filho recuperasse a vida, daria uma porção de trigo igual ao peso do menino. Por isso, no começo, esta obra foi conhecida como a obra do pondus pueri (peso do menino). Outra tradição relaciona a obra do pão dos pobres com uma senhora de Tbulon, chamada Luísa Bouffier. A porta do seu armazém tinha enguiçado de tal modo que não havia outro remédio senão arrombar a porta. Fez então uma promessa ao Santo: se conseguisse abrir a porta sem arrombá-la, doaria aos pobres uma quantia de pães. E deu certo. Daí por diante, as petições ao Santo foram se multiplicando em diferentes necessidades.Tbda vez que alguém era atendido, oferecia certa quantia de dinheiro para o pão dos pobres. A pequena mercearia de Luísa Bouffier tornou-se uma espécie de oratório ou centro sócial. A benéfica obra do “pão dos pobres” teve extraordinário desenvolvimento, com diferentes modalidades, e hoje é conhecida em toda parte.

Trezena
E uma “novena” de 13 dias lembrando a data da morte de Santo António. Também se lembra o dia 13 de cada mês, porque “Dia 13 não é dia de azar, é dia de Santo António”. Outros lembram Santo António nas quartas-feiras, dia em que foi sepultado.

Breve de S. Antônio
Consiste numa medalha ou imagem do Santo que se leva consigo, com esta sentença escrita no verso: “Ecce Crucem Domini, fugite partes adversão! Vicit Leo de Tribu Juda, radix David. Alleluia, alleluia!” (Eís a Cruz do Senhor, afastai-vos forças adversas! Venceu o Leão da tribo de Judá, da raiz de Davi. Aleluia, aleluia). Esta sentença teria sido revelada pelo Santo a uma senhora que estava possessa, a fim de ser por ela libertada. É uma devoção que remonta ao século XIII.

Extraído dos Cadernos Franciscanos, “Santo Antônio e a devoção Popular”, de Frei Adelino Pilonetto, ofmcap

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12 Comentários
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  1. Odonir Oliveira

    12 de junho de 2015 11:20 am

    “Matrimônio, matrimônio, isto é lá com Santo Antonio “

    Eu pedi numa oração
    Ao querido São João
    Que me desse um matrimônio
    São João disse que não!
    São João disse que não!
    Isso é lá com Santo Antônio!
    Eu pedi numa oração
    Ao querido São João
    Que me desse um matrimônio
    Matrimônio! Matrimônio!
    Isto é lá com Santo Antônio!

    Implorei a São João
    Desse ao menos um cartão
    Que eu levava a Santo Antônio
    São João ficou zangado
    São João só dá cartão
    Com direito a batizado
    Implorei a São João
    Desse ao menos um cartão
    Que eu levava a Santo Antônio
    Matrimônio! Matrimônio!
    Isso é lá com Santo Antônio!

    São João não me atendendo
    A São Pedro fui correndo
    Nos portões do paraíso
    Disse o velho num sorriso:
    Minha gente, eu sou chaveiro!
    Nunca fui casamenteiro!
    São João não me atendendo
    A São Pedro fui correndo
    Nos portões do paraíso
    Matrimônio! Matrimônio!
    Isso é lá com Santo Antônio

    Link: http://www.vagalume.com.br/lamartine-babo/isto-e-la-com-santo-antonio-marchacarnaval.html#ixzz3cqVEqfo7

  2. Beatriz A

    12 de junho de 2015 11:24 am

    na Itália não!

    Essa é uma lenda brasileira.

    Em Padova na Itália, Santo Antonio é conhecido como o santo que protege de acidentes. 

    Tanto que, na basílica as pessoas levam fotos e até pedaços de carros acidentados.

    Eu até pensei que daí vinha a conversa do Brasil … Da idéia de “desencalhar”.

    Mas não é. É mais um “causo” brasileiro, o país da mentira e da enganação. Pelo menos essa não faz mal a ninguém. Viva Sto Antonio e viva aos namorados!

  3. Cláudio José

    12 de junho de 2015 11:28 am

    Viva Santo Antonio, muita

    Viva Santo Antonio, muita  paz e amor para o mundo! 

  4. maria rodrigues

    12 de junho de 2015 11:36 am

    Quando menina-moça era comum

    Quando menina-moça era comum a gente invocar Santo Antônio quando queria casar. Na véspera do dia do Santo muito tíanhamos que fazer. Por exemplo: enfiar uma faca no caule de uma bananeira pra ver o que tinha no dia anterior. O líquido do caule forma na faca umas imagens semelhantes a letras e caras. Bastava sair uma coisa semelante a uma letra pra moça pensar que podia desvendar o nome inteiro do pretendido. Outras tantas adivinhações se faziam. Acredito que pelos interiores do Nordeste ainda persistem essas brincadeiras. Era assim que a juventude vivia: muito unida, simples, participando seus conhos. 

  5. Anarquista Lúcida

    12 de junho de 2015 8:48 pm

    O verdadeiro santo casamenteiro é S. José…

    Dizem que Sto Antônio traz marido, mas traz qualquer marido. Já S. José só traria bons maridos. Rs.

    1. Rafael l

      13 de junho de 2017 4:27 pm

      Nós somos responsáveis por

      Nós somos responsáveis por nossas escolhas!

  6. Gilson AS

    12 de junho de 2015 10:06 pm

    Tem mulher que está tão

    Tem mulher que está tão desesperada atrás de marido, que o coloca o pobre do Sto. Antonio de castigo de cabeça para baixo.

    E ainda dizem que enquanto o Sto não arrumar um parceiro não sai do castigo.

    Depois algumas mulheres não sabem porque tem uns malas sem alça do lado.

    É a vimgança do Sto. por ter ficado de castigo.

    Vai  vendo !

  7. Gilson AS

    12 de junho de 2015 10:09 pm

    Tem mulher que está tão

    Tem mulher que está tão desesperada atrás de marido, que o coloca o pobre do Sto. Antonio de castigo de cabeça para baixo.

    E ainda dizem que enquanto o Sto não arrumar um parceiro não sai do castigo.

    Depois algumas mulheres não sabem porque tem uns malas sem alça do lado.

    É a vimgança do Sto. por ter ficado de castigo.

    Vai  vendo !

  8. Mário Coelho

    2 de setembro de 2016 12:39 am

    Vida de Santo António

    Ao contrário do que diz, Santo António não viveu a maior parte da sua vida em Pádua. Perlo contrário, viveu muito posuco anos em Pádua. saiu de Coimbra-Portugal aos 25 ou 28 Anos em, direcção ao norte de àfrica em missão de sacrificio. Adoeceu gravemente e foi evacuado para a Europa. O naufrágio levou-o à Sicilia. Só bastante mais tarde foi a Pádua e pouco tempo lá ficou por força das missões de formação teológica e combate às várias heresias que lhe foram atrbuidas pela Ordem Franciscana. 

  9. Wesley cavalheiro

    10 de janeiro de 2018 12:59 am

    Erro no texto
    Ele nasceu um 1191 não em 1195 isso muda muito não teria como ele se tornar Franciscano em 1220!!

  10. Lidia Ferreira

    12 de junho de 2018 4:46 pm

    O engraçado é nas lendas
    O engraçado é nas lendas TODAS as mulheres são “moças lindas e brancas” .
    Nenhuma está solteira por ser feia, gorda ou negra .
    Fala sério com estas lendas , heim ?

    1. Alexandre

      29 de abril de 2019 2:27 pm

      …”feia, gorda ou negra”??????

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