29 de julho de 2026

Bolsonaro não autorizou uso de IA em vídeo exibido na convenção de Flávio

Defesa informa ao STF que o ex-presidente não autorizou vídeo exibido na convenção que lançou candidatura de Flávio Bolsonaro
Foto: Beto Barata/PL - via fotospublicas,com

Defesa de Jair Bolsonaro informou ao STF que ele não autorizou vídeo de IA exibido na convenção do PL para Flávio Bolsonaro.
Bolsonaro não participou da produção nem autorizou uso de sua imagem no vídeo que apoiava a candidatura do filho.
Vídeo gerou questionamentos judiciais por possíveis violações das restrições eleitorais e regras do TSE sobre IA.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro informou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ele não autorizou a produção nem a utilização de um vídeo gerado por inteligência artificial (IA) exibido durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), realizada no último fim de semana para oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

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Segundo os advogados, Jair Bolsonaro não participou da elaboração do vídeo, não autorizou a reprodução de sua imagem nem teve qualquer ingerência sobre a produção ou exibição do material durante a convenção partidária. A defesa sustenta que o ex-presidente não pode ser responsabilizado por atos praticados por terceiros sem sua autorização.

O posicionamento busca responder ao questionamento de Moraes sobre uma eventual violação das restrições impostas ao ex-presidente, que limitam manifestações político-eleitorais divulgadas em redes sociais ou por intermédio de terceiros.

A manifestação foi apresentada após Moraes solicitar esclarecimentos sobre a participação do ex-presidente no conteúdo, que simulava sua imagem e voz em apoio à candidatura do filho.

A exibição do vídeo passou a ser alvo de questionamentos judiciais em razão das medidas cautelares impostas a Bolsonaro e das regras eleitorais relativas ao uso de inteligência artificial em campanhas.

Após a divulgação das imagens, partidos de oposição acionaram a Justiça alegando que o conteúdo poderia configurar propaganda eleitoral irregular, além de representar uma tentativa de contornar as restrições judiciais impostas ao ex-presidente. Também foi levantada a discussão sobre a compatibilidade do material com as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais.

As normas do TSE exigem transparência na utilização de conteúdos produzidos por IA e estabelecem restrições para a recriação da imagem ou da voz de pessoas vivas com finalidade eleitoral, especialmente quando o recurso puder induzir o eleitor a erro ou favorecer candidaturas de forma irregular.

Com informações do UOL e do G1

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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