5 de junho de 2026

A História do Brasil no Atlântico Sul, por Luiz Felipe de Alencastro

Enviado por Almeida

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Entrevista do professor Luiz Felipe de Alencastro no canal univesptv:

“A jornalista Mônica Teixeira recebe o professor Luiz Felipe de Alencastro, da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas. Alencastro seguiu para a França no fim da década de 1960, aos vinte anos. Formado em Ciência Política pela Universidade de Aix-en-Provence e em História pela Universidade Paris-Quest Nanterre la Défense, viveu em Paris entre 1975 e 1986, onde lecionou nas universidades de Rouen e Paris-Vincennes. Entre 1986 e 2000, lecionou no Instituto de Economia da Unicamp. De volta à França, foi professor na Universidade Paris-Sorbonne entre 2000 e 2013. É autor, entre outros livros, de O trato dos viventes – formação do Brasil no Atlântico Sul – Séculos XVI e XVII“.

https://www.youtube.com/watch?v=_PVnxAZPpKw]

Correntes marinhas superficiais e de ventos que facilitavam as navegações no Atlântico.

Os mapas acima são bastante explicativos, para o surgimento do comércio bilateral que se estabeleceu, entre os enclaves coloniais do Império marítimo Português no Atlântico Sul, que tinha por base o comércio de escravos, dominado por comerciantes que o historiador qualifica de brasílicos.

Página citada pelo professor como referência de dados: The Trans-Atlantic Slave Trade Database – Informações de mais de 35.000 viagens negreiras.

Outra palestra, com seção de perguntas, no Sindicato dos Bancários: Luiz Felipe de Alencastro fala sobre escravidão e trabalho compulsório no Brasil – 4/9/13

[video:https://www.youtube.com/watch?v=CY3nJOtsL6Q

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

6 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Fábio de Oliveira Ribeiro

    18 de maio de 2015 2:06 pm

    Fala-se muito dos fluxos de

    Fala-se muito dos fluxos de portugueses, de negros de invasores franceses, holandeses e ingleses para o Brail. Muito pouco se fala do fluxo de índios para a África. Robert Southey, narra que:

    “Descartando-se assim destes inimigos internos, sofreram os portugueses pesado desfalque numa força que jamais estivera a par do perigo a que devia fazer face. Nete estado de fraqueza acordou o governo dos seus sonhos de segurança, despertado por notícias de invasõpes por todos os lados, e conheceu, então, quando já era tarde, os importantes serviços que Paulo da Cunha e Henrique Dias haviam prestado, ocupando a  atenção do invasor. Com dois mil homens de tropas regulares e duzentos índios tinham sido despachados Jol e Hinderson contra S. Paulo de Loanda, capital de Angola, e a mais importante das possessões portuguesas na África.” (História do Brasil, volume 2, Itatiaia-Edusp, 1981, p. 9)

    Qual foi o destino destes índios? Morreram todos, voltaram ao Brasil, seguiram para Europa ou se perderam no continente Africano misturando-se com as populações locais?

    1. LUIZ FELIPE DE ALENCASTRO

      18 de maio de 2015 2:42 pm

      Atlântico Sul

      Caro Fábio

      estes índios potiguares, sem imunização nenhuma às doenças africanas, morreram em Angola e em São Tomé. Fui a única vez que houve um contingente deste porte de índios indo para a África. Lembro que chegaram ao Brasil 4,8 milhões de deportados africanos

      abs

      luiz felipe de alencastro

       

      1. Fábio de Oliveira Ribeiro

        18 de maio de 2015 3:49 pm

        Grato pela resposta. Há

        Grato pela resposta. Há décadas li o livro referido e fiquei me perguntando o que teria sido daqueles pobres índios levados do Brasil para a África. Mas nunca encontrei referência aos mesmos em lugar algum.  

      2. Lionel Rupaud

        18 de maio de 2015 4:33 pm

        Só para registrar que esta entrevista,

        bem como todos os seus textos tem sido para mim um alento, uma janela para a cultura e a inteligência, num momento brasileiro terrível de boçalidade midiática aterrizadora.

        Alias esta boçalidade midiática adoeça seus leitores e espectadores a um ponto absurdo. 

        A tal ponto que evito certos encontros sociais em São Paulo no meu meio social, na base do que leio nas tais “redes (anti) sociais”, o que não deixa de ser muito triste…

        1. Anna Dutra

          18 de maio de 2015 5:18 pm

          Lionel, é certo que os
          Lionel, é certo que os cientistas sociais, em algum momento, vão precisar se debruçar sobre fenômenos de aglutinação e reagrupamento social derivados destes tempos que estamos vivendo. Leio nas redes e às vezes ouço o inusitado, o inaudível porque emitido por quem menos se espera. Aquele amigo que foi ao ato pelas Diretas contigo, que queria um país mais justo e mais equanime como você. .. O que eu tenho ouvido, lido e mais grave, visto, me fez minguar irremediavelmente minha rede de relações e buscar outras plagas emotivas e de convivência.
          Lamentável. Me solidarizo com você. Um comentarista aqui do blog, Alan, à época da eleição teve um comentário postado – não me lembro do título mas não deve ser difícil de achar – justamente sobre as perdas emocionais decorrentes desta polarização destrutiva alimentada pelos que apostam na separatividade.

  2. mucio linhares da rocha

    19 de maio de 2015 3:13 am

    Caro Luiz Felipe de

    Caro Luiz Felipe de Alecanstro, quando neste país políticos brancos inspirados em um modelo anglo-saxão criam uma lei racial, classificando como RAÇA NEGRA sujeitos pretos e de pele parda, com isto incluindo os CABOCLOS na tal raça negra, seu livro apresenta algo que consideração fantástico e que vou transcrever.

    Página 350/351 ” Como no Brasil, havia miscigenação em Angola……………… Mas NÃO havia MESTIÇAGEM: quando os pais se afastavam ou morriam, as mães retornavam às suas aldeias com seus filhos mulatos, levando-os de volta à comunidade tradicional e à africanização.”

    Página 353 “……….. houve no Brasil,……. um processo ESPECÍFICO que transformou a miscigenação – simples resultado demográfico de uma relação de dominação e exploração – na MESTIÇAGEM, PROCESSO SOCIAL COMPLEXO dando lugar a uma sociedade PLURIRRACIAL”.

Recomendados para você

Recomendados