22 de junho de 2026

Badi Assad transforma 35 anos de trajetória em autobiografia musical

Disco reúne releituras de Chico Buarque, Milton Nascimento, Caymmi, Jobim e outros compositores fundamentais em sua caminhada.
Badi Assad por Gal Oppido

Badi Assad lança álbum “35 anos musicais” em 2 de junho, celebrando sua trajetória com releituras e memórias.
O disco reúne samba, canção política e tradição caipira, com composições de Chico Buarque, Tom Jobim e Milton Nascimento.
Faixa “Estrada do Sol” traz gravação rara da artista criança, conectando infância e maturidade em uma experiência sensorial.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

“Há caminhos que não começam quando a gente dá o primeiro passo. Começam antes — no gesto de escutar, no corpo que reconhece o som antes mesmo de saber nomeá-lo.” É a partir dessa percepção sensível sobre o tempo, a escuta e a própria existência que Badi Assad apresenta Badi Assad — 35 anos musicais, álbum que chega às plataformas digitais no dia 2 de junho. Além de celebrar uma trajetória, o disco propõe um mergulho íntimo em memórias, afetos e transformações que atravessaram a artista ao longo de mais de três décadas de carreira.

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O trabalho nasce como uma espécie de autobiografia sensorial. Não uma retrospectiva linear, mas um percurso vivo, emocional e profundamente humano. “Entre palcos e estradas, aeroportos e silêncios, fui atravessando geografias visíveis e invisíveis. De cidade em cidade, de país em país, mas, sobretudo, de dentro pra dentro”, escreve Badi no poema-manifesto que acompanha o lançamento.

Reconhecida internacionalmente por sua linguagem única, que une canto, violão, percussão corporal, vocalizações e experimentação sonora, Badi revisita no álbum canções que marcaram diferentes momentos de sua caminhada artística e pessoal. Algumas já passaram por sua discografia; outras aparecem aqui pela primeira vez, ressignificadas pela maturidade, pela memória e pelo tempo.

O repertório percorre múltiplas paisagens da música brasileira, do samba à canção política, da tradição caipira às cantigas populares, atravessando compositores como Chico Buarque, Milton Nascimento, Tom Jobim, Dorival Caymmi, João Bosco, Gonzaguinha e Billy Blanco. Em cada faixa, a cantora constrói mais do que interpretações: cria atmosferas afetivas onde técnica e emoção coexistem de forma orgânica.

“Cada som traz mais do que intenção — traz o tempo, memória, presença”, escreve a artista. Gravado em diferentes momentos e estúdios, com sessões presenciais e colaborações realizadas à distância, o álbum assume a forma de uma delicada “colcha de retalhos” musical, conceito que espelha a própria trajetória de Badi: múltipla, intuitiva e em constante transformação.

Apesar das diferentes atmosferas e formações instrumentais, existe um fio invisível que conecta todas as faixas: a maneira singular com que a artista transforma canções em experiência sensorial. Entre os momentos mais emocionantes do disco está Estrada do Sol, que começa com uma gravação rara da própria Badi aos quatro anos de idade, cantando ao lado do irmão, Sérgio Assad, ao violão. Sem ruptura tonal, a faixa atravessa décadas até encontrar sua voz adulta, criando um encontro delicado entre infância e maturidade.

Se o disco revisita o passado, ele também aponta uma zona de segurança. “O que mais reconheço é a permanência de algo que nunca mudou: a curiosidade da menina que fui — e que sigo sendo”, escreve Badi. “Talvez seja isso que me mantém aqui: não a resposta, mas o desejo.” 

Ao longo de 35 anos de carreira, Badi Assad consolidou uma obra singular, marcada pela liberdade estética e pela recusa em caber em categorias rígidas. Neste novo trabalho, essa liberdade aparece menos como ruptura e mais como maturidade artística: uma disposição contínua para escutar, experimentar e permanecer aberta ao encontro. 

“Depois de tantas voltas ao mundo, descubro que a viagem mais profunda continua sendo essa — a de permanecer disponível. Disponível ao som, ao silêncio, ao encontro. Disponível ao mistério de continuar.”

Badi Assad — 35 anos musicais é um álbum sobre permanência e transformação. Um trabalho que olha para trás sem nostalgia e reafirma a artista como uma das vozes mais inventivas e sensíveis da música brasileira contemporânea.

SERVIÇO

Badi Assad — 35 anos musicais

Lançamento nas plataformas digitais: 2 de junho de 2026

FAIXAS

  1. Desde que o samba é samba (Caetano Veloso / Gilberto Gil) 
  2. Tristeza do Jeca (Angelino de Oliveira) 
  3. Joana Francesa (Chico Buarque) 
  4. Básica (Tatiana Cobbett) 
  5. Linha de Passe (João Bosco / Aldir Blanc) 
  6. Comportamento Geral (Gonzaguinha) 
  7. Se essa rua fosse minha & Fui no Tororó (Domínio Público) 
  8. Suite do Pescador (Dorival Caymmi) 
  9. Ponta de Areia (Milton Nascimento / Fernando Brant) 
  10. Banca do Distinto (Billy Blanco) 
  11. Estrada do Sol (Tom Jobim / Dolores Duran) 
  12. Boa Noite Amor (José Maria de Abreu / Francisco Matoso) 

Redação

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