4 de junho de 2026

Malcolm X, líder da luta contra a opressão e o racismo

Malcolm X

Por Tamára Baranov – Rio Claro/SP

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Malcolm X (Malcolm Little)
(Omaha, 19 de maio de 1925 – Nova Iorque, 21 de fevereiro de 1965)

Nas décadas de 1950 e 1960 ele foi um dos maiores defensores dos direitos dos negros nos Estados Unidos, líder da luta contra a opressão, um homem que conseguiu mobilizar os brancos americanos sobre os seus crimes cometidos contra os negros. Quando ainda criança o seu pai, pastor batista, foi assassinado por brancos da Ku Klux Klan. Com a mãe internada em um hospital psiquiátrico, Malcolm e seus irmãos foram entregues a orfanatos. Preso por roubo na adolescência, na prisão entrou em contato com os ensinamentos de Elijah Muhammed, líder da ‘Nação do Islã’, e ao sair tornou-se o seu principal missionário. Trocou o sobrenome Little por ‘X’, um costume entre os seguidores de Maomé que consideravam seus nomes de família como dados pelos senhores de escravos, e logo tornou-se uma figura de destaque no movimento e acabou sendo designado para ser ministro da mesquita na área do Harlem, em Nova York.

Apesar de Malcolm perceber através da religião todos os problemas sociais enfrentados pelos negros, aos poucos deu-se conta que a questão do negro não era de caráter teológico, mas sim, uma questão política, econômica e civil. E conduziu uma parte do movimento negro defendendo três pontos fundamentais: o islamismo, o socialismo e a violência como método para auto-defesa e um meio legítimo de conquistas, afinal, todas as mudanças históricas se deram de maneira violenta. Essas suas ideias foram muito divulgadas na década de 1970 por movimentos como o ‘Black Power’ e os ‘Panteras Negras’ também partidários da violência enquanto método e do socialismo enquanto ideologia política. Enquanto Martin Luther King apostava na resistência pacífica, os muçulmanos liderados por Elijah Mohammed e Malcolm X defendiam a separação das raças, a independência econômica e um Estado autônomo para os negros.

Depois de uma peregrinação a Meca, Malcolm mudou o nome para Al Hajj Malik Al-Shabazz e rejeitou suas antigas crenças separatistas e defendeu a fraternidade mundial. Em 1964 ele deixou a ‘Nação do Islã’ e estabeleceu sua própria organização religiosa. Culpou o racismo e pediu que os afro-americanos se juntassem aos brancos simpatizantes. No dia 21 de fevereiro de 1965, aos 39 anos, ele foi morto com 13 tiros quando discursava no Harlem. (Fonte: Wikipedia)

Em seus discursos e pronunciamentos, Malcolm X usava constantemente o termo ‘por qualquer meio necessário’ para dar liberdade aos negros.

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2 Comentários
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  1. Antonio C.

    23 de fevereiro de 2014 5:31 pm

    Comentário.

    Lição 1 para os BB e para aqueles que fazem tábula rasa, colocando autodefesa no mesmo espectro da violência. Isso não é coisa de revolucionário, pessoal. Os autênticos liberais (não esse pastiche economicista de hoje) já tinham isso em mente…

  2. Carlos FM

    23 de fevereiro de 2014 8:11 pm

    O cara!

    Malcom tinha uma determinada visão da realidade; a experiência lhe mostrou que ela era parcial; ele mudou.

    Malcom X era o cara e sempre será: não era perfeto, mas aperfeiçoável!

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