O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) liberou a compra de tanques italianos pelo Exército, no valor de R$ 5 bilhões. Alegou que a segurança nacional não pode ficar desarmada.
Mas é caso de discutir a eficácia da compra.
Para que servem tanques de guerra? Do ponto de vista de segurança externa, apenas para enfrentar exércitos invasores de outros países, ou avançar na ocupação de países vizinhos. Tanques não voam nem navegam no mar.
Objetivamente, qual país representa riscos para o Brasil? Guianas? Paraguai?
Mesmo países apontados como “inimigos” pelo Exército – como Venezuela e Bolívia – teriam que atravessar a floresta amazônica para invadir o Brasil.
A segunda hipótese é que tanques seriam utilizados em Operações de Garantia da Lei e da Ordem, tal qual ocorreu na invasão do Morro do Alemão, um desastre de segurança pública, copiado das criticadas operações da Força de Paz brasileira no Haiti. Há consenso entre especialistas sobre a não utilização de militares para segurança interna.
Uma terceira hipótese seria desfilar na Esplanada dos Ministérios, sem expelir fumaça, como no vexaminoso desfile de 7 de Setembro.
Resta a hipótese central: a demonstração de musculatura do Exército não em relação a inimigos externos, mas aos inimigos internos, na hipótese de uma quartelada, de ter que enfrentar Polícias Militares estaduais ou coisas do gênero.
Se a preocupação fosse, efetivamente, com a segurança nacional, estariam investindo em equipamentos que garantissem mobilidade, tecnologia, ferramentas para enfrentar a inimigos digitais externos, não para controlar cidadãos brasileiros.
Fábio de Oliveira Ribeiro
15 de dezembro de 2022 3:52 pmA segurança nacional impediu os terroristas de Bolsonaro de transformar Brasília-2022 em Belfast-1974?
Antonio Uchoa Neto
15 de dezembro de 2022 4:14 pm4ª hipótese, faturar uns caraminguás para compensar as perdas de sinecuras e cargos civis que vem por aí. Uma comissãozinha, uma propinazinha, um superfaturamentozinho não fazem mal a ninguém.
alcides Carpinteiro
15 de dezembro de 2022 4:52 pmAs FFAA servem apenas para controle interno. Não temos contencioso com nações vizinhas. A maior parte de nossos vizinhos está separada de nós por floresta. Nenhum deles tem musculatura para nos invadir, nem motivos. A ameaça mais paupável viria de potências estrangeiras. Como estamos reconhecidamente na zona de influência exclusiva dos EUA (o quintal deles), nenhuma potência estrangeira vai nos ameaçar. E o EUA nunca precisarão nos invadir, porque nossos polítivos e FFAA cederão a eles o que eles quiserem, antes que qualquer bala seja disparada.
A organização e distribuição de nossas FFAA são exclusivamente para controle interno de nossa população. Elas são a força de segurança da elite. Protegem-na e são por ela protegidas, pois existe uma relação delicada entre a força e quem a controla. Para que o controle seja mantido, a força deve ser bem tratada.
NALDO
15 de dezembro de 2022 5:51 pmPois é “seo” Nassif, li em algum lugar que essa turma em caso de uma guerra só tem balas para um dia apenas…..já para despejar 80 tiros no carro de um coitado deu e sobrou…..
Evandro Condé
16 de dezembro de 2022 7:15 amEu, na inocência, acreditando que a os tanques seriam comprados da Iveco em Sete Lagoas. Mas pe permito perguntar, se fosse uma transação tipo Gripen, as críticas se manteriam?
+almeida
16 de dezembro de 2022 10:12 amPenso que, em se realizando mais uma tenebrosa e supérflua transação militar, com o dinheiro público, as Forças Armadas chegará ao ápice do ridículo e da suspeição. Parece que é uma tática proposital para peitar qualquer governo progressista. Começa com uma absurda solicitação pelo exército, para depois surgir outras novas solicitações que contemple a marinha e a aeronáutica ou seja o exército abre a porteira e o resto já sabemos como termina. Seria como imaginar um Triplex militar real e não o tal Triplex fictício, que os golpistas tentaram forjar e imputar Lula. Perderam, se humilharam e até hoje não sabem onde enfiar a vergonha do grande e vergonhoso mico, que só não pagaram judicialmente, ainda.
Então, depois de tantas críticas, contestações e total ausência de uma convincente justificativa, para tamanha incoerência de utilidade, para os futuros elefantes verde oliva, pergunta-se: para qual finalidade mesmo, em que será rmpregado o oneroso lote de tanques italianos, no Brasil?
Francisco Santos
16 de dezembro de 2022 11:03 amPense no custo de manutenção dessas joças
Alguém no governo vai ganhar com isso, e muito
ERNESTO VIEIRA
16 de dezembro de 2022 11:24 amUm RPG de 150 dólares parte essa b*sta ao meio.
emerson57
16 de dezembro de 2022 1:21 pmA hipótese viável é o recebimento da comissão.
Defesa nacional não é.
Estivessem preocupados com a defesa nacional não teriam suspendido a compra dos aviões da EMBRAER.
Por uma questão de coerência deveriam ter esperado a posse do novo governo.
Falta uma declaração do Múcio obstando o contrato.
Fala que não o reconhece e pronto, o vendedor que receba do governo anterior.
Não tem sentido o antigo condômino substituir a fechadura poucos dias ANTES da mudança.
…E que bosta de juizes temos, hein?
ed.
16 de dezembro de 2022 1:33 pmIronicamente, é melhor a adoção de forcas de segurança baseadas em torcidas organizadas de clubes de futebol, pois evidenciam-se muito mais eficazes e têm custo público zero.
Não precisamos gastar em viagras, leites condensados, whiskies, carnes e cervejas, próteses penianas, remédios ineficazes, salários e aposentadorias turbinados, pensões para filhas solteiras etc. E estaremos melhor servidos, “digrátis”.
PS: e o sucatão, oops, “porta-aviões” São Paulo hein? Milhões por dia para achar um lugar impossível pra jogar fora, sem ter nunca sido usado pra nada, né?
Barreto
17 de dezembro de 2022 11:13 amO Uruguai deve estar preocupado, vai que leiam o mapa de cabeça para baixo e o confundam com a Venezuela.
Brincadeiras a parte, já tivemos um parque industrial bélico admirável que foi exterminado por estratégias dignas de um Chapolin Colorado.