4 de junho de 2026

Crise virou pretexto para desmontar a indústria naval, diz Lula

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Jornal GGN – Em ato dos funcionários do estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o governo de Michel Temer quer transferir a produção de navios petroleiros e sondas para grupos estrangeiros, sob o pretexto da crise econômica.

“Existe um desmonte da indústria naval brasileira em todo território brasileiro”, disse Lula, dizendo também que a Petrobras não deixar a política de conteúdo local de lado, já que ela garante a produção de emprego. “ Se a direção da Petrobras resolver comprar navios e sondas fora, eles vão engordar os estrangeiros e vocês vão ficar desempregados”, disse para os trabalhadores.

Leia mais abaixo:

Do Vermelho

Lula: Crise virou desculpa para desmonte e entrega da indústria naval

O ex-presidente Lula participou de ato dos funcionários do estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ), nesta quinta-feira (17), em defesa da indústria naval. Ele alertou para o desmonte do setor e denunciou a política entreguista do governo de Michel Temer (PMDB) que sob o argumento da crise econômica, quer transferir a produção de navios petroleiros e sondas a grupos estrangeiros.

“Existe um desmonte da indústria naval brasileira em todo território brasileiro. Vim aqui em 2010 e isso aqui estava bombando de trabalhadores; agora parece que estamos no inferno. Precisamos de luta”, disse o ex-presidente. “Não existe outro remédio: é preciso reagir enquanto é tempo. Vocês sabem que esse país mudou para melhor e não podemos deixar que retroceda”, completou.

Lula reforçou que o momento é difícil, mas é preciso reagir. “Não conheço nenhum momento da história que a gente ganhou alguma coisa abaixando a cabeça”, destacou.

O ex-presidente salientou que a Petrobras não pode abrir mão do conteúdo nacional, pois essa é a garantia de geração de emprego. “Não podemos permitir que a Petrobras abra mão do conteúdo nacional. Se a direção da Petrobras resolver comprar navios e sondas fora, eles vão engordar os estrangeiros e vocês vão ficar desempregados”, alertou.

“O trabalhador fica com medo de parar numa assembleia como essa e perder o emprego. Mas não é hora de covardia. Isso não garante emprego”, frisou ele, destacando que “o que garante emprego é a organização do trabalhador e a luta dos sindicatos”.

Lula lembrou que “eles tiraram a Dilma num golpe e disseram que o país ia melhorar”, no entanto, disse ele, “faz cinco meses que só se ouve falar em crise”.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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35 Comentários
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  1. Marcelo33

    17 de novembro de 2016 4:05 pm

    E muita gente da indústria

    E muita gente da indústria naval apoia o golpe…. bem feito !!!

  2. emerson57

    17 de novembro de 2016 4:19 pm

    Senadores

    Enquanto Lula sobe no caminhão aonde está o senador do seu estado?

    Está pegando um jantarzinho básico preparado pela bela recortada e dólar.

    Aphinal votar a favor da péqui 241 / 55 de barriga vazia é osso!

    -Foi para isso que nós, patriotas, batemos penicos nas av. Paulista desse brasilzão de meo deos.

    1. Atreio

      17 de novembro de 2016 5:12 pm

      hmmmm…bateu

      hmmmm…bateu panelas….sei……

      Eu quis fazer isso em 99 numa manifestação na av. rio branco…..minha mae falou: “não! vai estragar minha panela, isso é pra quem passa fome.”

      Aprendi algo ali.

       

       

       

      1. anarquista sério

        17 de novembro de 2016 7:11 pm

        Av Rio Branco , manifestação

        Av Rio Branco , manifestação ?

        Só se for pra aumentar o ”michê” das  ”meninas” alegres.

        Dá licença, meu.

  3. anarquista sério

    17 de novembro de 2016 4:49 pm

    Em 6 meses( na verdade 3 ) o

    Em 6 meses( na verdade 3 ) o governo Temer desmontou a indústria naval ?

    Menos Lula….

    Menos…

    Entre a cruz e a espada :

    Não me agrada nem um pouco a diretriz  do governo Temer.Mas com Dilma era ainda pior.

    Aliás, melhor do que Dilma até Shrek no ”país”  Tão Tão Distante.

    ps: Nada pessoal sta. Dilma que sei que lê o blog. Abraços !

     

    1. Ulisses s

      17 de novembro de 2016 6:32 pm

      Outro loloteiro

      Pelos menos 120 mil empregos diretos mais toda a cadeia econômica indireta apara atender estes trabalhadores foi para o brejo! 

  4. CBarros

    17 de novembro de 2016 4:51 pm

    Moro, no país do Dedo Duro

    Dedo Duro é a mais nova e promissora profissão no mercado brasileiro. O cara rouba milhões esconde um boa parte. Quando é preso pega 122 annos de cadeia ai o  Juiz diz: Delete os comparsas devolva o dinheiro e reduzirei a sua pena. O cara bota a boca no trombone sem dó. denuncia que lhe parecer que é ladrão, tem sua pena reduzida de 122 para apenas 3 aninhos. Cumpre parte desses 3 aninhos em casa. Após solto vai lá onde escondeu boa parte do dinheiro e leva até o fim dos dias uma vida nababesca. 

  5. Pedro ABBM

    17 de novembro de 2016 4:56 pm

    Por que os estaleiros nacionais não produzem para exportar?

    Por que os estaleiros nacionais não produzem seus navios para exportar, como faz a Coréia do Sul, país que até os anos sessenta era mais pobre do que nós e hoje é rico?

    Por que os estaleiros nacionais têm que depender de encomendas de empresas estatais?

    Parece aquele pai que monta o botequim para o filho, compra o estoque e ainda vai lá beber cahaça para que o botequim tenha faturamento…

    1. Ulisses s

      17 de novembro de 2016 6:50 pm

      Por que tinha de atende ra demanda interna

      Que seria grande o suficiente, caso o pré-sal continua-se brasileiro e a Petrobras estatal. Provavelmente você não deve conhecer o desenvolvimento de uma tecnologia e o tempo estimado para ganhar o mercado internacional. Alguns exemplos? A EMBRAER iniciou suas atividades nos anos 60, inicialmente para atender a demanda da FAB. Depois o Bandeirante foi utilizado para integração nas hoje todas falidas companhias aéreas regionais. Apenas no final dos anos 70 e inicio dos anos 80 observou-se um interesse internacional na aquisição desta aeronave. Um total de 500 aviões foram construídos, mas quantos foram para o exterior? Do Bandeirante deu-se um salto tecnológico, primeiro para o Brasilia de pouco sucesso internacional e finalmente para os jatos regionais. Finalmente 30 anos depois a empresa ganhou status internacional. A industria de armamentos foi a mesma coisa. A CBC e a Taurus demoraram quantos anos para serem reconhecidas internacionalmente? Você queria então que os estaleiros já saíssem vendendo navios ao exterior cerca de 5 a 8 anos de sua reativação? E em tempo da maior crise internacional desde 1929?

      1. Pedro ABBM

        17 de novembro de 2016 10:14 pm

        Ué…

        Ué, e por acaso o Pré-sal deixou de ser brasileiro e a Petrobrás deixou de ser estatal? Desculpa de aleijado é muleta.

        É claro que sei que o mercado internacional não se conquista em poucos anos, mas a indpustria naval brasileira vem desde JK. E nunca deixou de depender das encomendas da Petrobrás. A Embraer ao menos vendia seus aviões primitivos para companhias privadas, foi assim que aprendeu a fazer aviões.

        1. Ulisses s

          18 de novembro de 2016 2:39 am

          Em que plano astral

          Você vive? 

      2. aureliojunior50

        17 de novembro de 2016 10:44 pm

        Bandeirante EMB 110 e Xingú EMB 121

              Os 2 primeiros ‘110 exportados foram para a Força Aerea Uruguaia em 1975, já para “comercial” foi em 1977 em um contrato com a francesa ‘Air Littoral”, efetivado somente em 1978, o porque é que o ‘110 somente conseguiu a certificação européia ( francesa e britanica em 1977 ), já a americana ( FAA ) que é a que alavanca mercados, foi conseguida em 1979, após a FAA liberar os “comutters” leves para linhas aereas regionais, e ai o ‘110 até vendeu bem no mercado norteamericano, até mesmo a Embraer em ’79 abriu um escritório na Flórida.

                Já o pouco lembrado e pouco produzido ‘121-Xingú teve um contrato de exportação, 40 aeronaves, para a Força Aerea Francesa em 1983 ( ? to meio esquecido, é a idade ), que foi muito comemorado na midia, MAS na realidade foi um dos primeiros “off sets” da Embraer/Governo, pois ele foi no bojo da negociação da instalação da Helibrás ( época Aerospatiale) no Brasil e a aquisição de helicopteros Puma ( CH 34 ).

                Quanto aos ERJ 145 de 1a série, já na fase de pós-privatização, ocorreu um lance de “sorte”, pois o jato, mesmo com boas apresentações em feiras, preço bom, performance boa, foi muito detratado no mercado internacional, era pejorativamente chamado de “Jungle Jet ” ( campanha da Dassault, Bombardier, Fairchild, Fokker, Dornier ….), mas uma pequena empresa portuguesa adquiriu, e depois os operadores começaram a reconhecer que era verdade, o custo x bebeficio do ERJ145 era excelente, dai ele “decolou”.

        1. Ulisses s

          18 de novembro de 2016 12:11 am

          Sim

          Mas quantos Bandeirantes dos 500 produzidos foram exportados. Mas no Brasil o Bandeirantes foi o pé de boi da aviação regional nos anos 70, 80 e até parte de 90. Quando participei do resgate de fauna em Itaparica, adorei voar no Bandeirantes da VOTEC. O pouco lembrado XINGú foi importante para a EMBRAER adquirir a tecnologia de aviões pressurizados mas poucos foram vendido alem dos Franceses e alguns para a FAB. Alias os Xingús Francese foram recentemente retrofitados e vão perdurar mais alguns anos na Força Aérea Francesa. Foi na era dos jatos EMB 145 e EMB 175 que a EMBRAER ganhou status internacional. Mas quanta água passou pela ponte antes disto? Quanto o Brasil investiu para ter a tecnologia que tem hoje?

          1. aureliojunior50

            18 de novembro de 2016 5:46 am

            Muito

              Tanto dinheiro como persistência, e muita briga com ……. italianos ( Aeritalia ).

               O “patinho feio ” do A-1 original, ao qual nem um “nome” demos ( alguns chamam de “Adelphis ” – código-rádio ), foi o projeto que, ainda na época estatal, construiu as bases para a Embraer projetar os jatos leves, e foi uma briga do cacete, para aprendermos até como colar estruturas de carbono em aluminio – os italianos achavam que eramos burros, e se entendiamos eles se fechavam e vinham com o papinho: ” È tecnologia restrita NATO “, até as autoclaves eles ficavam vigiando.

                Depois do ‘110, a aeronave mais importante, em absorção “forçada” de tecnologia, e que deu o ponto de partida para os ERJs foi o A-1.

                 Um caso interessante sobre a briga com os italianos ainda é visivel, o “nariz ” dos nossos é diferente dos “Ghiblis” deles, pois o congresso americano negou para nós a utilização do M61 Vulcan, então o A-1 iria ficar sem canhão, mas um engenheiro resolveu que seria possivel, e foi, colocar no A-1 canhões DEFA 553 franceses ( dos Mirage III ) que uma empresa de São Paulo tinha autorização de fabricação, tanto do sistema como a CBC da munição e do cofre, só que tinhamos que modificar o “nariz ” do bicho, e foi feito – os italinos NATO ficaram histéricos quando viram.

                  Estes ramos de armas, aeronaves e meios navais, envolve tudo : economia, tecnologia e o pior deles : politica.

    2. aureliojunior50

      17 de novembro de 2016 8:54 pm

      Estaleiros nacionais ?

         Qual deles ?

          Não existe nenhum estaleiro “nacional”, este que Lula foi é de Singapura ( Keppel Corporation ) associado com a Modec ( japonesa ).

  6. LF Pereira

    17 de novembro de 2016 5:51 pm

    Lorota do Lula

    Conteúdo nacional. Balela. Compras nacionais facilitavam a corrupção. Vide Sete Brasil onde o Barusco encheu as burras do PT e PMDB e as próprias. Só uma empresa diigida por dementes decide pagar mais caro para agradar o Governo e complicar seu caixa e prejudicar seus acionistas. 

    1. Ulisses s

      17 de novembro de 2016 6:30 pm

      Lorota do Pereira

      Quem garante que as compras no mercado internacional vão impedir a corrupção? Precisa destruir uma empresa para prender o Barusco? Todos países industrializados pagam mais caro e dão subsídios para suas empresas para preservar os empregos, a tecnologia e o ganho econômico. O loroteiro do Pereira provavelmente nunca visitou uma cidade portuária e observou a cadeia produtiva gerada por estes estaleiros. Alem da tecnologia adquirida e os empregos diretos, estava crescendo toda uma cadeia de empregos indiretos como restaurantes, hotéis, locais de diversão, escolas, salões de beleza, supermercados, hospitais, engenharia de residências e material de construção e todos os outros comércios necessários para atender uma demanda composta pelos operários e sua família! Vai em Macaé ou Rio das Ostras, caro loroteiro, para enxergar a crise que o golpe gerou. De cidade pujantes em verdadeiros cemitérios iluminados!

    2. azzisem

      18 de novembro de 2016 11:19 am

      O pessoal continua misturando

      O pessoal continua misturando alhos com bugalhos. A corrupação é problema endêmico na sociedade brasileira e isso secombate também com atos simples da própria população (não dar uma para o guarda, para o fiscal e etc). Tem corrupção também no judiciário e o que faremos, vamos terceirizar  nosso judiciário? O Brasil é um país com uma costa imensa com grandes riquezas minerais e uma biodiversidade fantástica. É inadmissível abrirmos mão da nossa industria Naval. Temos propensão para  a navegação. Nossos indíos e portugueses já faziam isso a mais de 500 anos.  

  7. drigoeira

    17 de novembro de 2016 6:35 pm

    tomara que acabe com tudo bem rapidinho…

    vai fazer na china que é mais barato…

    Este governo está bombando!!!

     

  8. j.marcelo

    17 de novembro de 2016 6:44 pm

    ACREDITO Q LULA ESTÁ

    ACREDITO Q LULA ESTÁ ACERTANDO NA MOSCA AO COBRAR EMPRESÁRIOS,EMPRESAS

    ELES SÃO PROTAGONISTAS DO GOLPE,EU SEI,FORAM ILUDIDOS PELA GLOBO,MAS ESTÃO

    SE TORNANDO TÃO VÍTIMAS COMO AOS TRABALHADORES,E OS BANQUEIROS SÓ RINDO !!!!

    Obs:Recaída em escrever em caixa alta,pois Nassif uma vez postou q era ruim comentários assim!!

    1. aureliojunior50

      17 de novembro de 2016 9:17 pm

      Empresários

        Os deste estaleiro não estão nem um pouco preocupados, nem são brasileiros, para eles é só fechar este local, podendo até mesmo cumprir os contratos, renegocia-los com a Petrobrás, transferindo as atividades para os varios estaleiros que tanto a Keppel como a Modec possuem na Asia ( Japão, Singapura, China, Malasia, Filipinas ).

  9. marcelo c.

    17 de novembro de 2016 6:52 pm

    retornando ao antigo debate

    Nassif,  lembrando as discussões de anos atrás do blog, não adianta uma política de reserva de mercado quando os insumos para indústria são acima do mercado internacional, desde a tomada de dinheiro, eletricidade etc, aumentou em muito o custo das plataformas para Petrobrás. 

    Se não basta-se ainda teve um plano de investimento temerário com compras de refinarias no exterior e mais uma série ou construindo/expansão, talvez o mais simples que seria desenvolver o gás de xisto naquela região fora do aquarifero guarani e  Urucuia-Areado, mas entre os dois, poderia ter sido a saída para um gás mais barato do que da Bolívia e outras áreas exploradas pela Petrobrás.

    Teria, provavelmente, maior rentabilidade para Petrobrás esse investimento além de que levaria uma eletricidade mais barata, e pequenas medidas no campo, Nassif, que vc conhece de desburacratização que diminui os encargos das firmas, não só a Indústria Naval ganharia, mas toda, claro que uma pessoa como a Dilma pouca afeita a isso não fez por que a visão dela nessa parte nós sabemos que parecida com os dogmas do Brasil anos 1970 quando se formou, tanto que demorou o máximo para os primeiros leilões que ocorreram se não me engano em 2014.

    Infelizmente, agora temos um governo Temer, que parece mais interessado com a “financeirização” do país, faltou naquela geração de governadores e políticos de 2006 uma nova visão sobre gestão e política Industrial, infelizmente me parece estamos amarrados aos anos 1970, parece-me o embate Delfim x Simonsen, por isso não me estranha a indústria naval ter sucumbido agora já que as ideias são as mesmas de antes.

     

    1. ze sergio

      17 de novembro de 2016 8:17 pm

      retornando…

      Presidente, nacionalismo não é palavrão nem pecado. Dve ser bem aplicado como qualquer politica. O governo golpísta cancelou a compra de 17 navios pela Petrobrás. Empregos alramente especializados sendo jogados no lixo. É a volta da Privataria e da política de transferir nossa industrialização para o exterior. A Vale do Rio Doce, ao contrário da Petrobras, seguia a cartilha imbecil tucana comandada por Roger Agnelli. Encomendou supercargueiros na Coréia. Na viagem inaugural, o navio rachou, obrigando o despejo de milhares de toneladas de minério de ferro no Oceano Atlântico. Um enorme crime ambiental que foi hipocritamente acobertado. Mas sendo coreano é melhor que brasileiro, não é mesmo? Ele achava que avião também deveria seguir o mesmo princípio. Descobriu da pior forma. E nós também.   

    2. Frederico Firmo

      17 de novembro de 2016 9:02 pm

      O mesmo discurso.

      Pois é Marcelo  quem está com o mesmo discurso, é você  pois este discurso da competição é impressionante. Veja que no meio de uma tremenda chantagem das grandes petrolíferas, voce vem me falar em competição.  É impressionante como se fala no mercado e na competição como se fossem entes a parte. No momento onde os campos petrolíferos do Iraque estão no meio do conflito, quando o Irã ainda esta fora do mercado  e mais outras áreas conturbadas, as grandes companhias abaixaram o preço a um nível inimaginável. Não faz sentido falar em mercado, quando o preço despenca com a diminuição da oferta.Neste meio tempo faliram diversas companhias petrolíferas menores e inviabilizaram o Shale Oil. Faliram a  Venezuela  e comprometeram os Brics.  A petrobrás  viabilizou o pre -sal devido a sua tecnologia desenvolvida ma gestão anterior. O que vemos agora é um energumeno chamado Parente, cujo porfólio foi cuidar das ações de grandes famílias. Não é minimamente capacitado para a indústria do Petróleo mas sabe como ninguém trabalhar para a destruição não apenas da Petrobrás, mas também de toda a industria a ela ligada. Falar em competição neste mercado é má intenção. Não compreender o significado de parcela nacional, é  para mim inimaginável. Willian Waack anunciou que a Petrobrás agora ia ser uma empresa. Para quem,  talvez para os CEOS., os mesmos que em nome do mercado jogaram o mundo numa crise sem precedentes. E agora a desgraça em que jogaram milhões de americanos os jogou também  na  mão de Trump. Que para nossa surpresa, fala sim de parcela nacional.

  10. Fernando da Costa

    17 de novembro de 2016 8:47 pm

    E não só isso…

    E não só isso… Infelizmente! A Fattorelli estava correta…  Vão deixar como garantia dos títulos as empresas públicas e o petróleo! kkkk É rir para não chora! Na cara de pau! Aonde nosso país foi parar…

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/11/1833052-governo-estuda-emitir-titulos-de-divida-para-socorrer-estados-diz-meirelles.shtml

  11. aureliojunior50

    17 de novembro de 2016 9:13 pm

    Não foi falta de aviso

          Não foi montada uma ” industria de construção naval “, foram sim estruturados complexos de montagem de navios, com associações e parcerias com os grandes estaleiros internacionais ( Keppel, Modec, STX, Samsung, Hyunday … ), nem equipamentos basicos de uma plataforma ou mesmo de um navio, como por exemplo os motores eram montados aqui, vieram todos do exterior , o que foi um absurdo, pois uma empresa a Petrobrás contrata mutios navios, com a mesmo motorização ( MAN – Hyunday ) e não exigiu, que pelo menos os motores fossem montados aqui.

            Montar cascos gera muito emprego, só que facilmente dispensaveis, e enganar a massa é bico, como no caso dos “gaseiros” recentes da Petrobrás ( classe Oscar Niemayer ), terminados, aprestados e lançados aqui – com festinha nacioanal – mas que na realidade todos os equipamentos e estruturas que o defienm como “gaseiro” vieram turn-key da China, ou os da “Classe Celso Furtado” , os “suezmax”, cujo unico item embarcado nacional de alguma tecnologia,são as vigias de segurança, e as lanças dos guindastes, o restante, dos motores aos sistemas de “governo”, até os softwares de controle são importados.

            Industria de montagem de plataformas/navios é uma coisa, já uma cadeia de construção naval é outra bem diferente.

    1. azzisem

      17 de novembro de 2016 9:27 pm

      Em parte verdade. Mas

      Em parte verdade. Mas atualmente qualquer processo de produção de equipamentos complexos envolve outsourcing.  Alem disso,  não se remonta uma indústria dessa espécie da noite para o dia. Existe todo um processo que passa por aprendizagem,  reengenharia, para depois alcançar desolvimento e inovação.  Quer comparar? Apenas para citar as empresas do seu post, pegue um carro da Hyundai da decada de 90 e compare com um japonês ou pegue um equipamento da Samsung do mesmo período e compare com um da Sony. Sabe o que eles têm em comum? Vontade de fazer. 

    2. azzisem

      17 de novembro de 2016 9:27 pm

      Em parte verdade. Mas

      Em parte verdade. Mas atualmente qualquer processo de produção de equipamentos complexos envolve outsourcing.  Alem disso,  não se remonta uma indústria dessa espécie da noite para o dia. Existe todo um processo que passa por aprendizagem,  reengenharia, para depois alcançar desolvimento e inovação.  Quer comparar? Apenas para citar as empresas do seu post, pegue um carro da Hyundai da decada de 90 e compare com um japonês ou pegue um equipamento da Samsung do mesmo período e compare com um da Sony. Sabe o que eles têm em comum? Vontade de fazer. 

      1. aureliojunior50

        17 de novembro de 2016 10:29 pm

        Apoio

           Tive um carro da Hyunday nos ’90, um “Espero” e ele era todo GM, até mesmo era possivel comprar peças de Monza 2.0 e colocar nele que não fazia diferença alguma, depois de uns anos em uma consultoria com a Honda, um dos diretores japoneses me contou uma história, a de que os conglomerados industriais coreanos foram construidos com tecnologia japonesa “de grátis”, devido a acordos de reparação entre os governos deles após a 2a Guerra.

             Nós que estivemos envolvidos com a falecida retomada da industria de montagem naval, desde o inicio destes acordos, insistimos e perdemos de cara, pois a Petrobrás queria rapidez e as empreiteiras nacionais associadas aos estrangeiros tambem pressinaram, nem mesmo conseguimos que a MAN alemã intervie-se pois alegou contratos longo prazo com a MAN – Hyunday referente a “mercados”, outro que foi tentado, mas flopou, foi com os japoneses da Furuno ( radares ), não para fabricação, mas pelo menos para ToT.

              Querer fazer e vontade para realizar nosso pessoal tem de sobra, de engenheiros e arquitetos navais, a técnicos e operarios, o problema é falta de apoio a longo prazo, e tambem da capacidade de negociar com fornecedores, colocar-se como um “comprador apressado” é uma das piores posições para uma negociação, vc. troca de lugar, dá cartas ao fornecedor , aceita pressão, e responde com legislações feitas sob medida para serem burladas.

                Acreditar que as centenas de milhões em multas aplicadas pelas leis de “conteudo nacional” serão saldadas, é crer em Papai Noel, os “acertos” já se encaminham para barios “waivers”.

    3. Ulisses s

      18 de novembro de 2016 12:02 am

      Na EMBRAER ainda também é a mesma coisa

      Motores, componentes eletrônicos, radares e armamentos são em sua maioria adquiridos no exterior. Os motores inclusive impediram a venda do A1 para a Venezuela. Mas vale o valor agregado. Compra-se em todos os locais do mundo, monta-se aqui e cobra-se pelo todo. Alem de empregos e renda dá lucro!  Daqui alguns anos seriam em sua grande maioria produzidos no país.

      1. aureliojunior50

        18 de novembro de 2016 1:21 am

        O valor agregado

           Um monte de aço, solda e rebites, mas projeto, engenharia e arquitetura supervisionados externamente, acordos de mercado blindados pelos fornecedores, nem parceiras de risco ( como a Embraer faz ) aceitas, conseguiu-se muitos empregos, até técnicos de nivel médio, só que base industrial real, formação de um ciclo, a Petrobrás foi para a pressa, caiu na hist´roia dos fornecedores, estes mesmos que agora vão cerrar estes estaleiros aqui, e levar as encomendas para suas unidades asiáticas – que claro : só descontando a parte de logistica, navios e/ou plataformas ficarão mais “baratos”.

            A “chamada no saco” que Temer recebeu do 1o Ministro japonês, já mostrou como a banda irá tocar, é o 1o Ministro do Japão defendendo na caradura os estaleiros e bancos japoneses, sem medo nenhum de algum “Deltan” niponico acusa-lo de interferencia administrativa em negócios privados.

            P.S. : Como vc. gosta de aviões, saiu uma “noticia” que o governo norteamericano proibiu que a Embraer vende-se 6 A-29B para a Nigéria, em um negócio Brasil – Nigéria, devido a violações de direitos humanos praticadas por aquele país africano ( http://www.cavok.com.br/blog/eua-suspendem-venda-dos-super-tucanos-para-nigeria/ )

             É só uma especulação pois a venda já estava aprovada desde maio passado ( 12 aeronaves ) só que os nigerianos acharam que poderiam fazer o negócio diretamente com o Brasil, reduzindo a encomenda pela metade, só que o DSCA elegeu o A-29 ( Sierra Nevada Fort Lauderdale ) para seu programa GSCF ( Global Security Contingency Fund ), fornecendo -os como opção para varios paises – desde que fabricados e supervisionados pelos Estados Unidos ( os do Libano estão no mesmo caso ).

               Mesmo que tal “noticia” seja real, a Embraer/Sierra Nevada nem vai estrilar, pois a concorrência OA-X da USAF e DSCA, na qual concorrem o A-29 e o AT-6 esta muito “quente”, estima-se que serão 250 aeronaves em um prazo de 8 a 10 anos, e o Sierra Nevada/ Elbit USA/Embraer encontra-se disparado na frente.

        1. Ulisses s

          18 de novembro de 2016 2:50 am

          Os Super Tucanos

          Não estão não é no Afeganistão? Embora o T29 seja disparado o melhor avião em relação ao Pilatus americanizado, acho meio difícil a Embrar levar. Assim como aconteceu com o programa de aviões de treinamento, que também o Pilatus levou.

          1. aureliojunior50

            18 de novembro de 2016 5:22 am

            A possibilidade é grande

                 Vc. gosta mesmo do ramo, até lembrou do JTAPS – NATO dos anos ’90, do NFTC – Canadá quando fomos derrotados pelo T-6 ( o Pilatus da Beech – lá classificado como CT-156 ), e perdemos mesmo com a RAF nos apoiando, pois os “Tucanos” seriam os “joint” Embraer/Shorts.

                 Mas a “coisa” mudou, a Embraer aprendeu, e poucos sabem que os A-29 não chegaram agora no Afeganistão, já estiveram lá em 2008/2009, quando no programa “Imminent Fury ” da US Navy and SOF ( Forças Especiais ), utilizaram uma aeronave – adquirida diretamente da Embraer – por varios meses no teatro de operações afegão, depois esta aeronave foi transferida para a Blackwater ( aquela empresa ), e agora esta com outra “terceirizada” de defesa, a Tactical Air Support Incorporated ( para os intimos do ramo – CIA ).

                  O lobby da Sierra Nevada e Embraer USA, somado a ATK + Elbit USA, é pesado, maior que o do AT-6 “Wolverine”, até os colombianos estão no jogo, recentemente os A-29B colombia operaram nos Estados Unidos, juntamente com unidades de A-10 C da USAF.

                   E meu filho, o A-29 mais defasado é o nosso, o ” americano ” está até certificado/homologado para utilizar armas que não temos acesso, como qualquer modelo de Hellfire e as SDBs e JDAMs ( usaram no Afeganistão ), até mesmo as recentes “Pave low” de 76 kg ( não lembro o nome exato delas ), que só estavam homologadas para os AC-130, estão em campanha de ceritifcação para os A-29B.

                    Como vc. é interessado : http://www.globalsecurity.org/military/systems/aircraft/imminent-fury.htm

          2. Ulisses s

            18 de novembro de 2016 10:32 am

            Não só gosto

            Como fiz o curso de piloto privado e de paraquedismo no final dos anos 80 após minha graduação. Cheguei a soltar em T10 e Pappilon, cuja aterragem era uma pedra.  Infelizmente naquela época, plano cruzado 2, a hora de voo subia quase todo dia e meu salário não. Mas eu me envolvia com tantas coisas, mergulho, alpinismo, espeleologia que não fui racional de terminar o PC. Lembro do A29 na BlackWater.

            http://www.defesanet.com.br/embraer/noticia/16941/LAS—Walkaround-do-ST-A-29-da-USAF-/

            Claro que o A29 americanizado é superior ao brasileiro assim como o A1 italiano era superior ao da Embraer.  Os EUA nunca autorizaram a exportação do canhão Vulcan ao Brasil por exemplo, assim como as versões mais modernas do Sidewinder ou dos misseis alem do horizonte. Até a década de 70 nos forneciam sucatas e ainda com imposições políticas. Não foi Gaisel  que rompeu o vergonhoso acordo militar EUA x Brasil? 

            Infelizmente as forças armadas brasileiras não souberam valorizar os planos petistas de soberania nacional e valoração e modernização das forças armadas.

    4. ze sergio

      18 de novembro de 2016 4:56 pm

      não….

      Ulisse e Aurélio vocês dois estão cobertos de razão. ANÃO DIPLOMÁTICO. Um país continente, que é enxergado por sua elite política como se fosse um pequeno país da Am. Central ou África. Olha o nível onde estamos atolados? Um pouco, mas muito pouco de influência diplomática, de pressão comercial e mudaríamos drasticamente toda sociedade, empregos, empresas e nível social. Se não o fazemos, culparemos a quem?  

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