Moraes inclui Bolsonaro no inquérito das fake News: é investigado

No despacho, o ministro apontou que a conduta do presidente, acusando os membros da Corte por atos ilícitos e utilizando as redes sociais para propagação, tem o intuito de lesar ou expor a perigo a independência do Poder Judiciário, o Estado de Direito e a Democracia

Agência Brasil

Jornal GGN – Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, determinou a instauração de investigação contra o presidente Jair Bolsonaro por alegar haver fraudes nas urnas eletrônicas. A decisão foi atendendo pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O caso será incluído ao inquérito das fake News. O motivo final para incluir o presidente foi sua live na quinta, 30, quando voltou a espalhar notícias falsas e declarações infundadas sobre supostas fraudes no sistema eletrônico de votação, além de ameaçar as eleições de 2022.

No despacho, o ministro apontou que a conduta do presidente, acusando os membros da Corte por atos ilícitos e utilizando as redes sociais para propagação, tem o intuito de lesar ou expor a perigo a independência do Poder Judiciário, o Estado de Direito e a Democracia. Com isso, entende ele que é imprescindível a adoção de medidas que tragam transparência aos fatos investigados, principalmente pela existência de uma organização criminosa que contribuiu para a disseminação de notícias falsas sobre os Ministros do STF e contra o sistema de votação.

Este é o segundo inquérito contra Bolsonaro neste mandato como presidente. Ele também é investigado por suposta tentativa de interferência na Polícia Federal, inquérito que surgiu com a saída de Sérgio Moro.

A notícia-crime contra Bolsonaro foi apresentada ao STF nesta segunda, dia 2, pelo ministro Luís Roberto Barroso, presidente do TSE, e que se tornou um alvo principal de Bolsonaro em suas lives e conversinhas no cercadinho em frente ao Alvorada. Barroso solicitou averiguação de possível conduta criminosa relacionada ao inquérito das fake News. Bolsonaro, por seu turno, hoje voltou a atacar Barroso. Os ministros do TSE aprovaram por unanimidade a ação contra o presidente.

Mas não só o STF reagiu às ações do presidente. Na segunda, Bolsonaro se tornou parte de inquérito administrativo no TSE, a pedido do corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Luiz Felipe Salomão. Neste caso, a investigação apurará se Bolsonaro praticou abuso de poder econômico e político, uso indevido dos meios de comunicação, corrupção, fraude, ao promover os ataques contra as urnas eletrônicas. Todas essas condutas são vedadas a agentes públicos. Além disso, entra no cardápio de investigação a propaganda extemporânea.

Com informações da CNN e do Estadão

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1 comentário

  1. Bolsonaro abusou do poder economico na sua eleicao, teve apoio aberto de empresas que patrocinaram milhares de milhoes de disparos de fakenews.

    Seu principal opositor, Lula, foi preso por uma operacao criminosa praticada dentro dos tribunais por magistrados e procuradores ja desmascarados e considerados suspeitos.

    A participacao do governo e das instituicoes americanas na fraude eleitoral e no apoio a campanha de Bolsonaro, como CIA, NSA, DoJ ja foi comprovada por reportagens do GGN, entre outras.

    Nada disso foi suficiente para que o TSE fizesse qualquer investigacao antes de cometer a imprudencia de diploma-lo presidente.

    Agora querem derruba-lo por denunciar a facilidade de se fraudar uma eleicao, seja aqui ou seja nos EUA, onde continuam insistindo que os russos fraudaram as deles.

    Mas aqui todos tem certeza de que a CIA, a NSA, o DoJ e a industria americana de informatica – que fornece ate o sistema operacional das urnas 100% garantidas pelo Barroso, Fux, Rosa, Gilmar, Toffoli e Carminha – seriam incapazes de reeleger Bolsonaro, se quisessem outra vez.

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