Reino Unido contesta versão de Bolsonaro de que Johnson buscou acordo emergencial de alimentos

Sem especificar o gênero alimentício, especula-se que seja peru para não faltar no Natal. O Reino Unido enfrenta onda de escassez alimentícia por conta do Brexit e da crise provocada pela pandemia.

Foto Alan Santos-PR

do Sputnik Brasil

Reino Unido contesta versão de Bolsonaro de que Johnson buscou acordo emergencial de alimentos

Na quinta-feira (23), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, com quem se encontrou esta semana em Nova York, EUA, pediu-lhe um acordo emergencial para fornecer produtos alimentícios à Grã-Bretanha para evitar o desabastecimento.

“Ele [Johnson] quer um acordo emergencial conosco para importar algum tipo de alimento que falta na Inglaterra […]. Essa batata passei para a [ministra da Agricultura] Tereza Cristina“, disse o chefe do Planalto na live que fez na quinta-feira (24).

Todavia, nesta sexta-feira (24) um porta-voz do governo de Johnson contestou o relato de Bolsonaro, dizendo que não tinha recordação da conversa, mas sem dar mais detalhes, reporta a agência Reuters.

Consumidor passa por prateleiras vazias no corredor de carnes de um supermercado em Manchester, Reino Unido, em 21 de setembro de 2021

© REUTERS / PHIL NOBLEConsumidor passa por prateleiras vazias no corredor de carnes de um supermercado em Manchester, Reino Unido, em 21 de setembro de 2021

O Reino Unido enfrenta uma onda de escassez alimentícia por conta do Brexit, a saída do bloco da União Europeia, e da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Além disso, um aumento no preço do gás natural forçou algumas fábricas de fertilizantes britânicas a fecharem nas últimas semanas, levando a uma escassez de CO2 usado para colocar a gás em cerveja e refrigerantes e atordoar aves e porcos antes do abate.

Bolsonaro também afirmou que Johnson lhe pediu para ajudar a aumentar as importações brasileiras de uísque do Reino Unido, mas o presidente brasileiro acrescentou que isso dependia de negócios privados e não de seu governo.

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1 comentário

  1. O costume de conversar e negociar ao estilo miliciano (mafioso também serviria) dá nisso…
    Tudo é “combinado” e decidido sem papel, sem contrato, sem provas, sem rastros. Tudo no fio do gato (elétrico), pois se der mel (da abelha), fica o dito pelo não dito.
    Dependendo do caso manda-se matar ou homenagear com alguma medalha…
    Mas pô, o cara tá mais pro Canal da Mancha que pro Rio das Pedras, né?
    Vergonha alheia…
    Sem esquecer a pessoal!

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