Vacinação com Oxford/AstraZeneca tem ritmo lento em todo mundo

Devido a problemas de distribuição e produção, países que priorizaram uso do imunizante estão com as campanhas mais atrasadas

Reprodução

Jornal GGN – A vacina Oxford/AstraZeneca é a única aposta do governo Jair Bolsonaro para a vacinação contra a covid-19, mas o imunizante tem apresentado problemas de produção e distribuição em todo o mundo.

Dados da Info Tracker —plataforma de monitoramento da pandemia da USP (Universidade de São Paulo) e da Unesp (Universidade Estadual Paulista)— obtidos pelo site UOL mostram que os países que priorizaram o imunizante estão mais atrasados em relação a outros.

É o que acontece com Índia, Argentina, Canadá e Europa, enquanto Israel, Estados Unidos e Chile (os países que mais vacinaram proporcionalmente) não contrataram a vacina inglesa. Apenas o Reino Unido (país de origem do laboratório) apresenta vacinas AstraZeneca suficientes, e 22,2 milhões de doses já foram administradas.

Entre os pontos que comprometem a produção, está o preço do imunizante da AstraZeneca – mais barata em relação a outras vacinas, o laboratório acabou se comprometendo a entregar mais vacinas do que poderia produzir e, por conta do preço menor, a demanda acabou sendo muito maior em relação à concorrência.

No Brasil, onde a vacinação está igualmente atrasada, o governo Bolsonaro assinou um acordo para a produção da vacina AstraZeneca pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) em julho do ano passado – um mês antes de recusar 70 milhões de doses oferecidas pela Pfizer/BioNTech.  Com a falta de opções, a vacinação só teve início em janeiro com a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em conjunto com o laboratório chinês Sinovac.

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