Ala militar do governo Bolsonaro tenta evitar intervenção na Venezuela

Segundo informações de Mônica Bergamo, Forças Armadas querem evitar uma escalada na crise com a Venezuela

Jornal GGN – A Organização dos Estados Americanos (OEA) realiza nesta semana uma reunião entre os países membros para consultar o TIAR (Tratado Interamericano de Assistência Recíproca), acordo celebrado em 1947 que tem como princípio a chamada “doutrina de defesa hemisférica”: um ataque contra um dos membros será considerado como ataque contra todos.

A convocação foi aprovada no dia 11 de setembro por 12 dos 19 países que participam do acordo e visa discutir uma intervenção militar na Venezuela para derrubar o ditador Nicolás Maduro.

Apesar de a convocação do TIAR ter sido aprovada pelo governo brasileiro, segundo informações da coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, as Forças Armadas está trabalhando para evitar uma intervenção no país vizinho.

“‘Nada muda’ afirmou o militar à coluna quando questionado sobre a possibilidade de uma escalada na crise com a Venezuela”, escreve Bergamo.

Apesar de afirmar ser contrária à intervenção para resolver a crise na Venezuela, a ala militar do governo Bolsonaro votou no dia 11 de setembro contra uma emenda proposta pela Costa Rica que apoiava o chamado da TIAR, mas por uma “restauração pacífica da democracia na Venezuela”, excluindo quaisquer medidas “que impliquem o emprego da força armada”.

Na mesma ocasião, a delegação do México também se manifestou contrária a uma intervenção militar na Venezuela classificando a medida como “irresponsável” e “inaceitável”. A posição do México foi acompanhada pelo Uruguai.

Entre os países que votaram a favor da consulta estão, além do Brasil, Argentina, Paraguai, Colômbia, Peru, El Salvador, Nicarágua e Estados Unidos. A Venezuela saiu do TIAR em 2012, mas o governo interino de Guaidó recolocou o país no bloco.

A questão que será avaliada na convocação do TIAR é se o pacto trata apenas de ataques estrangeiros, ou seja, se ele poderia ou não ser aplicado à atual crise na Venezuela. Guaidó, presidente autoproclamado e que tenta derrubar Maduro, defende que o cenário permite intervenção militar conjunta para retirar afastar o oponente político.

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