4 de junho de 2026

Tensão no Acre com haitianos ilegais

Por Demarchi

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Da Agência Brasil

Haitianos ameaçam manter representante do governo do Acre sob cárcere privado

Marcos Chagas

Repórter da Agência Brasil

Brasília – A chegada quase diária de haitianos a Brasileia, no Acre, aumentou a tensão dos imigrantes ilegais que já ameaçam manter sob cárcere privado o representante do governo do estado responsável por prestar ajuda humanitária, Damião Borges. De 35 haitianos, alojados em 19 de agosto, o número passou hoje (14) para 216.

“Eles dizem que, se até segunda-feira [17] a Polícia Federal não começar a emitir os vistos [de entrada no país] vão me amarrar em uma árvore”, relatou Damião à Agência Brasil.

Com um dívida de R$ 110 mil com a empresa fornecedora dos alimentos para as três refeições diárias dos imigrantes ilegais, ontem (13) foi suspenso o serviço. Damião Borges disse que, nessa quinta-feira já não foi servido o jantar. “Nós não aguentamos mais”, desabafou o funcionário.

O custo diário com comida para os 200 haitianos chega a R$ 4,8 mil. Cada marmita é vendida ao preço de R$ 8 pela empresa fornecedora. A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos encaminhou nesta semana mais 100 colchões para acomodá-los.

Segundo ele, está clara a presença de incitadores entre os haitianos para forçar um posicionamento do governo brasileiro sobre a regularização dos documentos de entrada no país. Damião não descarta a possibilidade de presença de “coiotes” (atravessadores) entre essas pessoas.

Outra reclamação do representante da Secretaria de Justiça é a falta de policiamento na fronteira para impedir a entrada dos haitianos. Eles entram por dois pontos que ligam a cidade brasileira a Cobija, na Bolívia, de táxis.

“Os taxistas bolivianos têm deixado os haitianos na porta da casa que serve de alojamento ou na porta da minha casa”, disse Damião.

O secretário de Justiça e Direitos Humanos do estado, Nilson Mourão, informou que já encaminhou à Secretaria Nacional de Justiça ofício relatando a situação. “Os haitianos estão no limite de estresse, a espera deles já vai para 150 dias. Nós compreendemos isso, mas não vamos aceitar [qualquer ato de violência]”.

Ele disse que negocia com o Ministério do Desenvolvimento Social o fornecimento de alimentos para manter a ajuda humanitária, mas destacou que não tem como esperar “por dez dias” uma decisão de Brasília.

Edição: Talita Cavalcante

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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1 Comentário
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  1. Hittler

    27 de outubro de 2013 2:21 am

    aumento da misseria

    esses imigrantes vao criar uma nova forma de pobreza !!! o nivel da pobreza vai aumentar pois eles sao negros e negros sao um povo amaldiçoado de cor demoniaca !!! o governo brasileiro é tao sem noçao que concede visos a miseraveis e se eles nao conseguem entram ilegalmente sem nunhuma dificuldade pelas fronteiras que nao sao viigadas !!! o programa da dilma brasil sem pobreza é uma mera ironia !! ele esta criando a pobreza em pessoa com esses imigrantes misseraveis onde um pao é um luxo !!!

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