Defensoria aciona órgão internacional contra violência policial na cracolândia

Defensoria Pública solicita que o adote medidas junto ao governo estadual para evitar novos casos de violência

Foto: Divulgação/SECOM

A Defensoria Pública de São Paulo denunciou à Comissão Interamericana de Direitos Humanos as agressões de militares contra pessoas em situação de vulnerabilidade social na região da cracolândia, no centro de São Paulo, na última semana. 

Os defensores solicitaram que o órgão internacional adote medidas junto ao governo estadual para evitar novos casos de violência, por meio de um pedido de medida cautelar entregue na última segunda-feira (16). 

A chamada operação “Caronte” da Polícia Civil, contou com a Guarda Civil Metropolitana (GCM) para tentar conter o tráfico de drogas na região. No entanto, os dependentes químicos que estavam no local se tornaram vítimas da violência policial.

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Durante a ação, no dia 11, Raimundo Nonato Fonseca Júnior, de 32 anos, morreu após ser atingido por um tiro no peito na avenida Rio Branco. Em meio às denúncias sobre os abusos, três policiais civis do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) acabaram admitindo que dispararam com arma de fogo contra os dependentes químicos nos entornos da Praça Princesa Isabel.

Ainda na semana passada, vítimas da ação afirmaram que tiveram suas barracas, documentos, roupas e cobertores jogados no lixo. As declarações foram dadas em vídeo pelos atingidos, mediados pelo padre Julio Lancellotti. 

De acordo com os defensores públicos, a operação foi caracterizada por “diversas ações truculentas de segurança com o objetivo central de expulsar dali os seus frequentadores habituais, com destaque para pessoas que fazem uso abusivo de drogas e/ou vivem em situação de rua, ou em moradias precárias e, portanto, em extrema vulnerabilidade”.

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