Comissão de Direitos Humanos do Sindicato dos Advogados de São Paulo (SASP) lamenta a morte do Policial Militar ao mesmo tempo em que condena a operação policial no Guarujá.
A Comissão do SASP considera ‘absolutamente reprovável e inaceitável’ a vingança que se seguiu, com as bençãos do governo do estado de São Paulo que, sem plano e sem freio, matou, torturou e intimidou os moradores, tratando todos como suspeitos e bandidos.
A comissão entende que o governador Tarcísio de Freitas e o Secretário de Segurança deram mal exemplo ao avalizar as ações tão afeitas às do crime organizado.
Comissão de Direitos Humanos do Sindicato dos Advogados de São Paulo (SASP)
Leia a íntegra da nota da Comissão de Direitos Humanos do Sindicato dos Advogados de São Paulo (SASP):
A Defesa da Vida e contra a escalada de Violência no Guarujá
A defesa da vida é parte fundamental da luta pelos direitos humanos e dignidade
. A morte violenta de Policial Militar, de um agente público, deve ser repudiada e merece a nossa solidariedade e aos seus familiares.
O recente caso do jovem Soldado da Rota Patrick Bastos Reis, morto numa operação policial no Guarujá, é uma perda para sociedade e para segurança pública de São Paulo.
Dito isso, o que o Estado, através do Governo de São Paulo, fez é absolutamente reprovável inaceitável, pois partiu para uma vingança desproporcional, com invasão à comunidade, aparentemente sem nenhum plano e matando a esmo, torturando, intimidando os moradores, tratando a todos como suspeitos e bandidos.
O governador Tarcísio de Freitas e seu Secretário de Segurança dão mal exemplo, quando avalizam e incentivam ações que não se diferenciam às do crime organizado.
As autoridades do Estado devem se submeter às leis, e não se comportarem como pretensos justiceiros, produzindo chacinas, como vingança.
O Estado deve fazer todos os esforços para garantir a segurança pública, mas não à custa de execuções extrajudiciais e maior letalidade, sem que haja o devido processo legal.
Reafirmamos a solidariedade com a família do Soldado da Rota Patrick Bastos Reis, não obstante, repudiamos a conduta posterior do Governo de São Paulo, produzindo mortes e ameaças de forma violenta e absolutamente ilegal.
A comissão de direitos humanos do SASP conclama as organizações da sociedade civil, OAB, MNDH, entre outras para cobrar providências juntos à Ouvidoria, CONDEP, MP, CDH ALESP.
Comissão de Direitos Humanos do Sindicato dos Advogados de São Paulo (SASP)
Fábio de Oliveira Ribeiro
1 de agosto de 2023 9:56 amO silêncio dos professores da USP em relação à adoção pela PM/SP da tática nazista de executar 10 pessoas para cada policial assassinado é muito preocupante. Os veneráveis juristas paulistas parecem estar mais preocupados em adular o governador Tarcísio de Freitas do que em exigir o respeito aos princípios de direitos humanos consagrados na Constituição Cidadã.