A tortura e os mortos na ditadura militar

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Do blog Jeocaz

A tortura no Regime Militar

O século XX ficou marcado como o século dos genocídios. A presença de regimes opressivos e totalitários, que se mantiveram através da força bruta, originaram os métodos científicos de tortura, disseminados por todas as nações do planeta. Quem pensa que a tortura é fruto do século que passou engana-se, desde os primórdios da história universal que o homem convive com ela. Dos antigos egípcios aos mesopotâmios, da inquisição medieval aos regimes totalitaristas nazistas, fascistas e stalinistas; a tortura foi uma forma que se desenvolveu para extrair depoimentos de oposicionistas, intimidar a população e consolidar os governos ilegítimos, construídos sem a participação ou o consentimento popular.
 
No Brasil do século XX, a tortura foi praxe nos dois maiores períodos ditatoriais que o país viveu, na época do Estado Novo (1937-1945) e do regime militar (1964-1985), sendo institucionalizada neste último período, banalizando-se e revelando-se como um método eficaz de garantir um Estado de ilegalidade.
 
Foi durante a ditadura militar que as maiores atrocidades foram cometidas contra os que se opunham ao regime. Neste período os estudantes, os intelectuais, os engajados políticos, foram as principais vítimas do sistema que contestavam. Em plena Guerra Fria, a elite brasileira posicionou-se do lado dos Estados Unidos e da direita ideológica. Ser comunista passou a ser terrorista. Combatê-los era, segundo a visão do regime, defender a pátria de homens que comiam criancinhas, pregavam o ateísmo e destruíam as igrejas e os conceitos familiares. No engodo de proteger o Brasil da ameaça comunista, instalou-se uma ditadura, que para manter os princípios da caserna ortodoxa, calou, torturou e matou sem o menor constrangimento, centenas de brasileiros.

 
A tortura durante o período do regime militar não livrou o Brasil dos militantes de esquerda, tão pouco destituiu da mente das pessoas o direito à liberdade de expressão que todos sonhavam. Se na sua propaganda o regime salvou o Brasil de terroristas comunistas, nos seus porões ela garantiu a sobrevivência de 20 anos de um Estado ilegítimo, feito sob a força bruta e o silêncio dos seus cidadãos.
 

Identificação dos Torturados

Para que se perceba os princípios que regeram a tortura na época do regime militar, é preciso que se perceba também quem eram os torturados, ou os que se enquadravam nesse perfil de sórdida arbitrariedade. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, a Europa e o mundo foram divididos pelos aliados vencedores e por suas ideologias. Objetivamente, Estados Unidos e União Soviética formaram duas forças antagônicas que ao encerrarem uma guerra, construíram uma outra, a chamada Guerra Fria.

Antes de entrar no turbilhão da Guerra Fria e posicionar-se em um dos lados, o Brasil encerrou a ditadura do Estado Novo, em 1945. Em 1946 o país promulgou uma nova Constituição, entrando numa nova fase democrática. Graças à nova Constituição, o Partido Comunista do Brasil, que se iria tornar Partido Comunista Brasileiro em 1960, o PCB, existente desde 1922, pôde finalmente ser legalizado. Quando da legalização, o PCB era o quarto partido do país, com dezessete deputados, um senador e a maioria dos vereadores da Câmara do Distrito Federal, na época o Rio de Janeiro.

Em 1947 os princípios da Guerra Fria foram estabelecidos, espalhando-se pelo mundo. Neste ano realiza-se a Conferência Interamericana de Manutenção da Paz e Segurança, em Petrópolis; dela participou o então presidente argentino Juan Perón. Na conferência foi assinado o Tratado de Assistência Recíproca, que permitia a intervenção norte-americana onde quer que a paz e a segurança estivessem ameaçadas. O Brasil entrava para a gestação da Guerra Fria, posicionando-se ao lado dos EUA. Já integrado nos princípios da Guerra Fria, neste 1947, deputados do PTB propuseram a cassação do PCB baseado no texto da Constituição, que vedava qualquer partido que contrariasse em seu programa o regime democrático, e os comunistas, contrários às posições difundidas por Washington, passaram a ser vistos como inimigos do regime vigente. Em outubro o Brasil rompe relações diplomáticas com a União Soviética. O PCB, que obtivera o terceiro lugar do total de votos nas eleições estaduais, tem a legenda cassada numa decisão tomada pela diferença de um voto. No começo de 1948 os deputados, senadores e vereadores eleitos pela legenda tiveram seus mandatos cassados e o PCB entrou definitivamente na clandestinidade. Desde então o partido escondeu-se por trás de outras legendas.

No princípio da Guerra Fria, a doutrina francesa do “inimigo interno” é adotada pelos norte-americanos. O inimigo não era mais uma nação expansionista, como na época da Segunda Guerra Mundial, mas o cidadão invisível, que habitava o seu país, mas era contra o regime nele estabelecido. O inimigo era todo aquele cidadão que se opunha aos princípios da democracia desenhada pelos americanos, da sua visão de mundo livre, posicionando-se favorável ao mundo socialista.

Estabelecido o conceito de “inimigo interno” (no caso os comunistas), a ele juntou-se a doutrina da “segurança nacional”. As Forças Armadas do Brasil e da América Latina, formadas por uma elite histórica e de forte conotação de direita, deixaram-se seduzir por estes conceitos. Dentro da caserna, os princípios que identificavam os “inimigos internos” eram passados hierarquicamente, e esses inimigos ganhavam identidades ideológicas: eram os próprios compatriotas comunistas, os de esquerda e todos aqueles que se opunham ao lado ocidental da Guerra Fria, ou seja, ao regime estabelecido pelos norte-americanos.

Os “inimigos internos” do Brasil, especificamente os comunistas, quando estabelecida a ditadura militar em 1964, paradoxalmente eram considerados traidores dos princípios “democráticos” e tornar-se-iam o principal alvo da tortura, os comunistas seriam os torturados.

Atos Institucionais e Órgãos de Informação Moldam a Ditadura e os Princípios da Tortura

Uma vez estabelecida a ditadura militar no Brasil, em 1 de abril de 1964, era preciso sustentá-la e legitimá-la. Apoiada logisticamente pelos EUA, baseando-se principalmente nos princípios anticomunistas da Guerra Fria, será dentro da Escola Superior de Guerra que se formulará os princípios da doutrina da segurança nacional, tendo como alvo o combate à esquerda, à eliminação dos “inimigos internos”. Para que se estabeleçam tais princípios, atos institucionais e leis repressivas dão legitimidade ao regime, e órgãos de informação são criados para que possam vigiar, identificar e eliminar o inimigo.

Em 9 de abril de 1964 é editado o primeiro Ato Institucional, que passaria para a história como AI-1, que legitimava o governo, estabelecendo 60 dias para que se acabasse o regime de exceção. O AI-1 dava poderes ao regime militar para cassar mandatos, suspendendo os direitos políticos por dez anos. João Goulart, Luiz Carlos Prestes, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros e Leonel Brizola são os primeiros cassados. O expurgo atingiu governadores, 50 deputados, 49 juízes, 1200 militares e 1400 civis.

Em 27 de outubro de 1965 foi editado o AI-2, estabelecia-se que as eleições para presidente seriam de forma indireta e sem possibilidades de reeleição; dissolvia os partidos existentes desde 1945, criando o bipartidarismo, formado pela Arena (Aliança Renovadora Nacional), partido de base de apoio ao regime, e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro), a oposição consentida. Para garantir a maioria do governo no STF (Supremo Tribunal Federal), o AI-2 aumentava o número de ministros de 11 para 16.

O AI-3 é editado em 5 de fevereiro de 1966, reafirmando o regime militar estabelecido em 1964, definindo as eleições indiretas para os governadores dos estados, com votação nominal nas Assembléias Legislativas estaduais. Estabelecia ainda, que os prefeitos de capitais seriam nomeados pelos governadores. Com este último ato, o governo militar, estabelecido na figura do presidente general Humberto de Alencar Castelo Branco, consolida a ditadura no Brasil.

Legitimada através de atos institucionais, ao mesmo tempo a ditadura criava órgãos para vigiar e manter sob controle o pensamento em todos os setores da população. Sob as perspectivas mencionadas, surgiu, em 13 de junho de 1964, o Serviço Nacional de Informações (SNI), com a finalidade de coordenar por todo o território nacional as atividades de informação e contra-informação, assegurando assim, os conceitos estabelecidos pela doutrina da Segurança Nacional. Criado pelo general Golbery do Couto e Silva, o SNI veio à tona com um acervo de três mil dossiês e cem mil fichas com informações sobre as principais lideranças políticas, sindicais, estudantis e empresariais do Brasil. O SNI espalhou os seus tentáculos por toda a parte, funcionando durante a ditadura como uma polícia secreta comparável às SS de Hitler. Seus agentes infiltrados acompanhavam os considerados subversivos, doutrinavam colaboradores, arrebanhando voluntários por todas as partes, vigiando desde as igrejas aos meios de comunicação.

A partir do SNI, um eficiente mecanismo repressivo foi montado, com métodos eficazes de vigilância e controle sobre o cotidiano dos brasileiros, obedecendo a uma hierarquia. O SNI assessorava diretamente ao presidente do Brasil; os ministérios eram atendidos pelas DSIs (Divisões de Segurança e Informação); sendo os ministérios civis, autarquias, empresas e órgãos públicos atendidos pelas ASIs (Assessorias de Segurança e Informações).

Órgãos de Informação Militares e das Polícias Federais e Civis Exercem a Tortura

Subordinados ao SNI, órgãos de repressão e tortura foram estabelecidos. Dentro das Forças Armadas, as três armas montaram individualmente os seus centros de informação.

No governo de Castelo Branco o Exército quis criar o seu centro de informações, mas com as restrições do presidente, o CIEX (Centro de Informações do Exército) só teve o seu projeto implementado no governo Costa e Silva. O CIEX teria grande alcance nacional, tornando-se um dos principais órgãos de tortura e repressão.

A Marinha tinha o seu órgão de informações, o CENIMAR (Centro de Informações da Marinha), desde 1955, para tratar das questões fronteiriças e da diplomacia. Aos poucos o órgão foi perdendo as suas reais funções, enredando-se cada vez mais na política repressiva, especializando-se em combater a luta armada.

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Em 1968 a aeronáutica toma a iniciativa de criar o seu órgão de informações, CISA (Centro de Informações da Aeronáutica), sendo os seus mentores treinados no exterior. Mas a sua montagem só ocorreu já no governo Médici, adotando em 1970, a estrutura de combate e repressão à luta armada, tendo grande atuação na repressão aos guerrilheiros.

Ainda subordinados ao SNI estavam a polícia federal e as polícias estaduais e o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social). A partir de 1969, surgiu em São Paulo a Operação Bandeirantes (Oban), organização clandestina, formada por militares, agentes e delegados civis e federais, que torturavam e desapareciam com militantes comunistas. A Oban agia à margem da lei, tornando-se poderosa, financiada por grandes empresas como a General Motors, Ford e Ultragaz. A experiência da Oban serviu para unir todos os órgãos repressivos, desde então passaram a atuar em conjunto os órgãos de informação da polícia federal, polícia militar e DOPS. Em janeiro de 1970 foram criados os DOI (Departamento de Operações e Informações) e os CODI (Centro de Operação e Defesa Interna). O DOI-CODI na prática integrava todos os órgãos repressores e legalizava a Oban.

O DOI-CODI transformar-se-ia numa máquina de repressão e tortura, estendendo os seus tentáculos além das fronteiras do país, infiltrando-se no Chile, Uruguai, Bolívia e Argentina. O DOI-CODI, assim como a antiga Oban, recebia grandes recursos financeiros, sendo dotado de tecnologia, tendo as suas atividades orientadas pela lógica da disciplina militar.

Todos estes órgãos institucionalizaram a tortura, constituindo um grande aparelho repressivo que agiria de forma brutal e sanguinária sobre aqueles que contestavam o regime militar. Agentes especiais eram formados na ESNI (Escola Nacional de Informações), criada em 1971. Os melhores alunos eram enviados para o Panamá, cursando a Escola das Américas, mantida pela CIA, lugar onde formaram grandes ditadores militares, que depois de um golpe, assumiram o poder em vários países da América Latina.

Em dezembro de 1968 Costa e Silva fechou o Congresso, o AI-5 foi decretado, dando plenos poderes ao presidente e, entre outras coisas, abolindo o hábeas corpus aos presos políticos, legalizando a tortura. Nos ventos do AI-5, foi promulgado em 1969 o AI-14, que estabelecia a pena de morte, a prisão perpétua e o banimento do país dos que eram considerados terroristas e atentavam contra a nova Lei de Segurança Nacional.

A Tortura Propriamente Dita

A tortura do regime militar instalou-se no Brasil desde o primeiro dia que foi dado o golpe, em 1 de abril de 1964. A primeira vítima de tortura foi o líder camponês e comunista Gregório Bezerra. No dia do golpe, o coronel Vilocq amarrou Gregório Bezerra com cordas, ordenando que soldados o arrastasse pelas ruas de Recife, humilhando-o com vitupérios verbais, espancando-o com uma vareta de ferro. O coronel incitava o povo para ver o “enforcamento do comunista”. Diante do horror, religiosos telefonaram para o general Justino Alves Bastos, que pressionado, impediu um martírio. Gregório Bezerra levou coronhadas pelo corpo, além de ter os pés queimados com soda cáustica. No dia do golpe, Recife foi um dos lugares que mais sofreu atrocidades dos golpistas, tendo civis agredidos e mortos em passeatas que protestavam a favor da democracia.
Um mês depois do golpe, presos políticos eram conduzidos para o navio Raul Soares, rebocado do Rio de Janeiro até o estuário de Santos, litoral paulista. A prisão flutuante era dividida em três calabouços, batizados com nomes de boates famosas da época: El Moroco, salão metálico, sem ventilação, ao lado da caldeira, ali os prisioneiros eram expostos a uma temperatura que passava dos 50 graus; Night in Day, uma pequena sala onde os presos ficavam com água gelada pelos joelhos; Casablanca, lugar que se despejava as fezes do navio. Os três calabouços eram usados para quebrar a resistência dos presos. Sindicalistas e políticos da Baixada Santista passaram pela prisão flutuante do Raul Soares, que foi desativada no dia 23 de outubro de 1964.

Mesmo diante de tantas evidências, o governo militar jamais admitiu que havia tortura no Brasil, o presidente Castelo Branco chegou a negar publicamente a existência de truculência em seu governo. Mas contrariamente às palavras do presidente, no dia 24 de agosto de 1966, foi encontrado boiando no rio Jacuí, afluente do rio Guaíba, em Porto Alegre, o corpo do sargento Manoel Raimundo Soares, já em estado de putrefação, com as mãos amarradas para trás. O sargento fazia parte dos militares expurgados do exército por causa do seu envolvimento com a militância política no governo João Goulart. O seu corpo trazia marcas de tortura, causando grande comoção e revolta da população na época. Este foi o primeiro caso de tortura e morte que causou grande repercussão, ficando conhecido popularmente como o “caso das mãos atadas”. Os militares prometeram investigar as circunstâncias da morte do sargento e punir culpados, mas arquivaram o caso e jamais tiveram o trabalho de investigá-lo.

Os Métodos de Tortura nos Porões Militares

Quanto mais tempo durava o regime militar, mais pessoas faziam oposição às atrocidades por ele cometidas. Estudantes, padres, intelectuais e vários setores da sociedade passaram a contestar o regime. Aumentava a contestação, a resposta era a intensificação da tortura, conseqüentemente, a sofisticação dos métodos ocasionava um grande número de mortos.

Métodos científicos de tortura foram desenvolvidos. Monstros torturadores escreveriam o seu nome em letras gigantes nas páginas pungentes da história do Brasil. Nomes como o de Sérgio Fleury, uma espécie de Torqueimada da ditadura militar. Fleury levou a tortura para as celas do DOPS de São Paulo, situado na Luz, no prédio que é hoje a Pinacoteca do Estado. Outro lugar de tortura em São Paulo era o DOI-CODI do Paraíso, conhecido como a Casa da Vovó. Os prisioneiros chegavam às mãos de Fleury e dos seus homens já espancados e feridos, sangrando e muitos vezes, já agonizantes. Ali eram pendurados no pau-de-arara, recebendo descargas elétricas. Furadeiras elétricas eram usadas para perfurar corpos, navalhas rasgavam a carne, cigarros queimavam órgãos genitais, mulheres sofriam abusos sexuais. Socos, pontapés, afogamentos, eram complementos às torturas, que ficavam cada vez mais elaboradas.

Os métodos de tortura engendrados recebiam diversos nomes simbólicos, entre eles, os mais comuns registrados e confirmados por aqueles que os sofreu, são:

Pau-de-Arara – O preso era posto nu, abraçando os joelhos e com os pés e as mãos amarradas. Uma barra de ferro era atravessada entre os punhos e os joelhos. Nesta posição a vítima era pendurada entre dois cavaletes, ficando a alguns centímetros do chão. A posição causava dores e atrozes no corpo. O preso ainda sofria choques elétricos, pancadas e queimaduras com cigarro. Este método de tortura já existia na época da escravidão, sendo utilizado em várias fases sombrias da história do Brasil.

Cadeira do Dragão – Os presos eram sentados nus em uma cadeira elétrica, revestida de zinco, ligada a terminais elétricos. Uma vez ligado, o zinco do aparelho transmitia choques a todo o corpo do supliciado. Os torturadores complementavam o mecanismo sinistro enfiando um balde de metal na cabeça da vítima, aplicando-lhe choques mais intensos.

Choques Elétricos – O torturador usava um magneto de telefone, acionado por uma manivela, conforme a velocidade imprimida, a descarga elétrica podia ser de maior ou menor intensidade. Os choques elétricos eram deferidos na cabeça, nos membros superiores e inferiores e nos órgãos genitais, causando queimaduras e convulsões, fazendo muitas vezes, o preso morder a própria língua. As máquinas usadas nesse método de tortura eram chamadas de “maricota” ou “pimentinha”.

Balé no Pedregulho – O preso era posto nu e descalço em local com temperatura abaixo de zero, sob um chuveiro gelado, tendo no piso pedregulhos com pontas agudas, que perfuravam os pés da vítima. A tendência do torturado era pular sobre os pedregulhos, como se dançasse, tentando aliviar a dor. Quando ele “bailava”, os torturadores usavam da palmatória para ferir as partes mais sensíveis do seu corpo.

Telefone – Entre as várias formas de agressões que eram usadas, uma das mais cruéis era o vulgarmente conhecido como “telefone”. Com as duas mãos em posição côncava, o torturador, a um só tempo, aplicava um golpe violento nos ouvidos da vítima. O impacto era tão violento, que rompia os tímpanos do torturado, fazendo-o perder a audição.

Afogamento na Calda da Verdade – A cabeça do torturado era mergulhada em um tambor, balde ou tanque cheio de água, urina, fezes e outros detritos. A nuca do preso era forçada para baixo, até o limite do afogamento na “calda da verdade”. Após o mergulho, a vítima ficava sem tomar banho vários dias, até que o seu cheiro ficasse insuportável. O método consistia em destruir toda a auto-estima do torturado.

Afogamento com Capuz – A cabeça do preso era encapuzada e afundada em córregos ou tambores de águas paradas e apodrecidas. O prisioneiro ao tentar respirar, tinha o capuz molhado a introduzir-se nas suas narinas, levando-o a perder o fôlego, produzindo um terrível mal-estar. Outra forma de afogamento consistia nos torturadores fecharem as narinas do preso, pondo-lhe, ao mesmo tempo, uma mangueira ou um tubo de borracha dentro da boca, obrigando-o a engolir água.

Mamadeira de Subversivo – Era introduzido na boca do preso um gargalo de garrafa, cheia de urina quente, normalmente quando o preso estava pendurado no pau-de-arara. Usando uma estopa, os torturadores comprimiam a boca do preso, obrigando-o a engolir a urina.

Soro da Verdade – Era injetado no preso pentotal sódico, uma droga que produz sonolência e reduz as inibições. Sob os efeitos do “soro da verdade”, o preso contava coisas que sóbrio não falaria. De efeito duvidoso, a droga pode matar.

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Massagem – O preso era encapuzado e algemado, o torturador fazia-lhe uma violenta massagem nos nervos mais sensíveis do corpo, deixando-o totalmente paralisado por alguns minutos. Violentas dores levavam o preso ao desespero.

Geladeira – O preso era posto nu em cela pequena e baixa, sendo impedidos de ficar de pé. Os torturadores alternavam o sistema de refrigeração, que ia do frio extremo ao calor exacerbado, enquanto alto-falantes emitiam sons irritantes. A tortura na “geladeira” prolongava-se por vários dias, ficando ali o preso sem água ou comida.

As mulheres, além de sofrer as mesmas torturas, eram estupradas e submetidas a realizar as fantasias sexuais dos torturadores. Poucos relatos apontaram para os estupros em homens, se houveram, muitos por vergonha, esconderam esta terrível verdade.

O Que Fazer aos Corpos dos Mortos Pela Tortura

Para que se desenvolvessem métodos tão sofisticados de tortura, praticados com grandes requintes, era preciso que o governo militar desenvolvesse a propaganda do culpado, cada torturado era culpado, era o temível comunista que assaltava bancos, o terrorista que comia criancinhas, que ameaçava a família, assim, era criado o preconceito contra os torturados, que eram culpados e merecedores de todos os suplícios que se lhe eram impostos em uma sala de tortura.

Os recrutados para exercer a tortura eram indivíduos que recebiam favorecimentos dos seus superiores, gratificações e reconhecimento de heróis, pois ajudavam a livrar o país dos terroristas comunistas. Eram pessoas intimamente agressivas, com desvio de personalidade, que legitimadas em seus atos sem limites, tornavam-se incapazes de ter sentimentos por quem torturava.

Se por um lado a tortura coibia, causava medo e terror em quem se deixara apanhar e, principalmente, em quem ainda estava livre, militando na clandestinidade, por outro lado ela causava um grande problema, como esconder os torturados mortos. O que fazer com os corpos, uma vez que o regime militar negava veementemente a existência da tortura nos seus calabouços?

Para resolver o problema dos torturados mortos, médicos legistas passaram a fornecer laudos falsos, que escondiam as marcas da tortura, justificando a morte da vítima como sendo de causas naturais. Muitos dos mortos pela repressão tinham no laudo médico o suicídio como a causa mais comum, vários foram os “suicidas” da ditadura. Outras causas que ocultavam a tortura nos laudos eram a dissimulação de atropelamentos, acidentes automobilísticos ou que tinham sido mortos em tiroteios com a polícia, jamais eram reveladas as torturas.

Muitos legistas chegavam a apresentar laudos de torturados mortos como se desfrutassem da mais perfeita saúde. Quando não se podia ocultar as evidências da tortura, muitos cadáveres eram enterrados como anônimos, sem que os familiares jamais soubessem o que aconteceu aos corpos dos seus mortos. As valas clandestinas dos mortos da ditadura ocultavam dos familiares a marca das torturas neles praticadas. Entre os médicos legistas que assinaram laudos falsos para encobrir a tortura, tornaram-se notórios Harry Shibata, Isaac Abramovitch e Paulo Augusto Queiroz Rocha.

Mas nem sempre os falsos laudos conseguiram esconder a tortura. Em novembro de 1969, Chael Charles Schreier, militante da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), foi preso, torturado e morto. O seu corpo foi enviado para um hospital, portanto ele já estava morto quando lá deu entrada. No relatório do exército, foi dito que Chael Charles Schreier ao ser preso com dois outros companheiros, reagira violentamente com disparos de revólver. Na troca de tiros, os três terroristas saíram feridos, sendo Chael o que estava em estado mais grave, sendo medicado no hospital, entretanto Chael sofreu um ataque cardíaco, vindo a falecer. O que os militares não sabiam é que Chael era judeu, e que para ser sepultado nas tradições da sua família, era realizado o ritual da lavagem do corpo. Durante o ritual, constatou-se que Chael não tinha morrido por um ataque cardíaco, muito menos por ferimentos de balas, mas sim por tortura. O caso veio à tona, tornando-se matéria da revista “Veja” em dezembro daquele ano, a revista trazia na capa o título “Tortura”. Esta exposição constrangeu profundamente o governo do presidente Médici, apesar da reportagem da “Veja” isentá-lo da culpa da tortura e da morte de Chael, responsabilizando os que cercavam o presidente, sem citar nomes ou culpados.

Outro laudo falso, assinado por Harry Shibata, foi o que dizia que a causa da morte do jornalista Vladimir Herzog, ocorrida nos porões da ditadura, em 1975, tinha sido suicídio. Desmascarada a farsa, o assassínio de Herzog por tortura teve grande repercussão, fazendo com que o então presidente, general Ernesto Geisel, admitisse que havia tortura nos porões da ditadura, iniciando um processo para desmantelar a máquina científica da institucionalização de tão vergonhosa e sanguinária prática. Também o caso da morte do operário Manoel Fiel Filho alcançou repercussão nacional, provando que a ditadura torturava e matava os seus opositores.

Conseqüências da Tortura no Brasil do Regime Militar

A tortura na ditadura militar tornou-se um instrumento fundamental para assegurar, através do medo e da repressão, a ideologia da caserna, amparada pela Guerra Fria e justificada pelos militares como necessária numa época de perigo à segurança nacional, ameaçada por terroristas comunistas.

Durante o período da ditadura militar, o povo brasileiro foi excluído do direito de participar da vida nacional. Através da força bruta, refletida na tortura, criou-se o medo na população, que por algumas décadas inibiu-se até mesmo dos direitos civis e de consumidor, formando um pacifismo involuntário que se tornou uma característica manipulada do brasileiro.
 
O governo instalado no dia 1 de abril de 1964, manteve-se contrariando todos os princípios que regem os direitos humanos, traduzidos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948. Estes direitos foram negligenciados pelos Estados Unidos, que para manter a sua ideologia e democracia interna, apoiou e financiou sangrentas ditaduras militares em toda a América Latina, exportando para esses países, seus sofisticados métodos de tortura e combate ao perigo da ideologia soviética.
 
Na violação dos direitos humanos, americanos ensinavam aos policiais brasileiros a seqüestrarem mendigos, e neles desenvolverem métodos eficazes de tortura, que seriam usados nos inimigos do regime.
 
No período mais intenso da tortura militar, no início da década de setenta, os brasileiros foram ideologicamente divididos pelo governo em dois grupos: o grupo dos “verdadeiros cidadãos” e o grupo dos “inimigos internos”, tornando o princípio arbitrário a principal arma de propaganda difundida pelo regime.
 
Oficialmente, os inimigos internos do regime militar no período de intensificação total da tortura, de 1969 a 1974, eram os guerrilheiros e revolucionários de esquerda, vistos como terroristas, e que militavam principalmente, no Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8); Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares); Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), Partido Comunista do Brasil (Pc do B), que promoveu a Guerrilha do Araguaia; Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), liderada por Carlos Lamarca, que se tornou ao lado de Carlos Marighella, os principais inimigos do regime; a Ação Libertadora Nacional (ALN), que de destacou na guerrilha urbana; e, o Partido Comunista Brasileiro (PCB), combalido por sucessivas divisões que deram origem à maioria dos grupos de resistência à ditadura mencionados. Das organizações citadas, cinco a seis mil pessoas participou da luta armada, um número insignificante quando o país chegava a 100 milhões de habitantes, não justificando a máquina mortífera que as polícias brasileiras e as Forças Armadas criaram, sustentadas na aplicação da tortura como método de repressão.
 
Além dos mortos e desaparecidos (também mortos, mas jamais tendo sido encontrados os seus corpos), a tortura deixou danos indeléveis aos que sobreviveram a ela, levando alguns ao suicídio, como aconteceu ao dominicano Frei Tito de Alencar Lima. Os que sobreviviam à tortura, eram permanentemente ameaçadas e vigiadas pelo regime opressivo. Até hoje, os torturados têm dificuldade na sua maioria, em falar dos horrores que sofreram nos porões da ditadura.
 
Os que ousaram a contestar a ditadura eram na sua maioria, jovens idealistas, muitos politizados e engajados, outros em processo de politização, que se atiravam aos ideais, dispostos até mesmo a morrer por eles. A maioria dos torturados que morreram eram jovens.
 
Mas a ditadura não matou somente os opositores engajados, os chamados comunistas, guerrilheiros e revolucionários, vários foram os inocentes apanhados nas malhas da delação, que pereceram sob tortura sem jamais descobrirem porque estavam a ter tão nefasto destino. Aos inocentes a tortura poderia ser mais intensa, já que nada sabiam, nada podiam revelar.
Findo o regime militar, a tortura foi justificada pelos ex-presidentes ditadores como um mal necessário, como arma de defesa diante de uma guerra que se vivia. Nenhum torturador foi preso ou punido por seus atos, todos foram beneficiados pela lei da Anistia, que em 1979 anistiou os presos políticos, os exilados e os torturadores da ditadura militar. A tortura continua a ser a maior página negra da recente história do Brasil.
 
Mortos e Desaparecidos

O modelo de tortura empregado pelos órgãos de informação da ditadura militar chegou a ser exportado para alguins países asiáticos, onde governos repressivos assumiram o poder. Curiosamente, países que adotaram regimes socialistas, como o Camboja, foram os que “importaram” os métodos da direita brasileira.

Uma lista oficial dos mortos e desaparecidos no período da ditadura militar (1964-1985), foi divulgada pelo Grupo Tortura Nunca Mais. São considerados desaparecidos casos que se tem dados da tortura cometida contra o militante e da sua eventual morte, mas que o seu corpo jamais foi encontrado ou identificado. Entre os casos está o do Stuart Edgard Angel Jones, que apesar das evidências do seu assassínio, é oficialmente um desaparecido, uma vez que não apareceu um cadáver para oficializar a sua morte. Os mortos foram divididos na lista como militantes políticos e outros, é o caso de Zuleika Angel Jones, mãe de Stuart, cuja morte jamais foi esclarecida. Segue a lista dos mortos e desaparecidos da ditadura militar. Esta lista pode ser encontrada no site do Grupo Tortura Nunca Mais, onde a ficha de cada morto ou desaparecido é divulgada, podendo ser pesquisada.

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Mortes Oficiais:

1964

Albertino José de Oliveira 
Alfeu de Alcântara Monteiro
Ari de Oliveira Mendes Cunha
Astrogildo Pascoal Vianna
Bernardinho Saraiva
Carlos Schirmer
Dilermando Mello do Nascimento
Edu Barreto Leite
Ivan Rocha Aguiar
Jonas José Albuquerque Barros
José de Sousa
Labib Elias Abduch
Manuel Alves de Oliveira

1965

Severino Elias de Melo

1966

José Sabino
Manoel Raimundo Soares

1967

Milton Palmeira de Castro

1968

Clóvis Dias Amorim
David de Souza Meira
Edson Luiz de Lima Souto
Fernando da Silva Lembo
Jorge Aprígio de Paula
José Carlos Guimarães
Luis Paulo Cruz Nunes
Manoel Rodrigues Ferreira
Maria Ângela Ribeiro
Ornalino Cândido da Silva

1969

Antônio Henrique Pereira Neto (Padre)
Carlos Marighella
Carlos Roberto Zanirato
Chael Charles Schreier
Eremias Delizoikov
Fernando Borges de Paula Ferreira
Hamilton Fernando Cunha
João Domingos da Silva
João Lucas Alves
João Roberto Borges de Souza
José Wilson Lessa Sabag
Luiz Fogaça Balboni
Marco Antônio Brás de Carvalho
Nelson José de Almeida
Reinaldo Silveira Pimenta
Roberto Cietto
Sebastião Gomes da Silva
Severino Viana Colon

1970

Abelardo Rausch Alcântara
Alceri Maria Gomes da Silva
Ângelo Cardoso da Silva
Antônio Raymundo Lucena
Ari de Abreu Lima da Rosa
Avelmar Moreira de Barros
Dorival Ferreira
Edson Neves Quaresma
Eduardo Collen Leite
Eraldo Palha Freire
Hélio Zanir Sanchotene Trindade
Joaquim Câmara Ferreira
Joelson Crispim
José Idésio Brianesi
José Roberto Spinger
Juarez Guimarães de Brito
Lucimar Brandão Guimarães
Marco Antônio da Silva Lima
Norberto Nehring
Olavo Hansen
Roberto Macarini
Yoshitame Fujimore

1971

Aderval Alves Coqueiro
Aldo de Sá Brito de Souza Neto
Amaro Luís de Carvalho
Antônio Sérgio de Matos
Carlos Eduardo Pires Fleury
Carlos Lamarca
Devanir José de Carvalho
Dimas Antônio Casemiro
Eduardo Antônio da Fonseca
Flávio de Carvalho Molina
Francisco José de Oliveira
Gerson Theodoro de Oliveira
Iara Iavelberg
Joaquim Alencar de Seixas
José Campos Barreto
José Gomes Teixeira
José Milton Barbosa
José Raimundo da Costa
José Roberto Arantes de Almeida
Luís Eduardo da Rocha Merlino
Luís Hirata
Luiz Antônio Santa Bárbara
Manoel José Mendes Nunes de Abreu
Marilene Vilas-Boas Pinto
Mário de Souza Prata
Maurício Guilherme da Silveira
Nilda Carvalho Cunha
Odijas Carvalho de Souza
Otoniel Campos Barreto
Raimundo Eduardo da Silva
Raimundo Gonçalves Figueiredo
Raimundo Nonato Paz ou “Nicolau 21”
Raul Amaro Nin Ferreira

1972

Alex de Paula Xavier Pereira
Alexander José Ibsen Voeroes
Ana Maria Nacinovic Corrêa
Antônio Benetazzo
Antônio Carlos Nogueira Cabral
Antônio Marcos Pinto de Oliveira
Arno Preis
Aurora Maria Nascimento Furtado
Carlos Nicolau
Danielli Célio Augusto Valente da Fonseca
Fernando Augusto Valente da Fonseca
Frederico Eduardo Mayr
Gastone Lúcia Beltrão
Gelson Reicher
Getúlio D’Oliveira Cabral
Grenaldo de Jesus da Silva
Hélcio Pereira Fortes
Hiroaki Torigoi
Ismael Silva de Jesus
Iuri Xavier Pereira
Jeová de Assis Gomes
João Carlos Cavalcanti Reis
João Mendes Araújo
José Bartolomeu Rodrigues de Souza
José Inocêncio Pereira
José Júlio de Araújo
José Silton Pinheiro
Lauriberto José Reys
Lígia Maria Salgado Nóbrega
Lincoln Cordeiro Oest
Lourdes Maria Wanderly Pontes
Luís Andrade de Sá e Benevides
Marcos Nonato da Fonseca
Maria Regina Lobo Leite Figueiredo
Míriam Lopes Verbena
Ruy Osvaldo Aguiar Pfitzenreuter
Valdir Sales Saboya
Wilton Ferreira

1973

Alexandre Vannucchi Leme
Almir Custódio de Lima
Anatália de Souza Alves de Mello
Antônio Carlos Bicalho Lama
Arnaldo Cardoso Rocha
Emanoel Bezerra dos Santos
Eudaldo Gomes da Silva
Evaldo Luís Ferreira Sousa
Francisco Emanoel Penteado
Francisco Seiko Okama
Gildo Macedo Lacerda
Helber José Gomes Goulart
Henrique Ornelas Ferreira Cintra
Jarbas Pereira Marques
José Carlos Novaes da Mata Machado
José Manoel da Silva
José Mendes de Sá Roriz
Lincoln Bicalho Roque
Luís Guilhardini
Luís José da Cunha Manoel Aleixo da Silva
Manoel Lisboa de Moura
Merival Araújo
Pauline Philipe Reichstul
Ranúsia Alves Rodrigues
Ronaldo Mouth Queiroz
Soledad Barret Viedma
Sônia Maria Lopes Morais

1975

José Ferreira de Almeida
Pedro Gerônimo de Souza
Vladimir Herzog

1976

Ângelo Arroyo
João Baptista Franco Drummond
João Fosco Penito Burnier (Padre)
Manoel Fiel Filho
Pedro Ventura Felipe de Araújo Pomar

1977

José Soares dos Santos

1979

Alberi Vieira dos Santos
Benedito Gonçalves
Guido Leão
Otacílio Martins Gonçalves
Santo Dias da Silva

1980

Lyda Monteiro da Silva
Raimundo Ferreira Lima
Wilson Souza Pinheiro

1983

Margarida Maria Alves

Outras Mortes:

Afonso Henrique Martins Saldanha
Antônio Carlos Silveira Alves
Ari da Rocha Miranda
Catarina Abi-Eçab
Iris Amaral
Ishiro Nagami
João Antônio Abi-Eçab
João Barcellos Martins
José Maximiniano de Andrade Neto 
Luiz Affonso Miranda da Costa Rodrigues
Newton Eduardo de Oliveira
Sérgio Correia
Silvano Soares dos Santos
Zuleika Angel Jones

Mortes no Exílio:

Ângelo Pezzuti da Silva
Carmem Jacomini
Djalma Carvalho Maranhão
Gerosina Silva Pereira
Maria Auxiliadora Lara Barcelos
Nilton Rosa da Silva
Therezinha Viana de Assis
Tito de Alencar Lima (Frei)

Desaparecidos no Brasil:

Adriano Fonseca Fernandes Filho
Aluísio Palhano Pedreira Ferreira
Ana Rosa Kucinski Silva
André Grabois
Antônio “Alfaiate”
Antônio Alfredo Campos
Antônio Carlos Monteiro Teixeira
Antônio de Pádua Costa
Antônio dos Três Reis Oliveira
Antônio Guilherme Ribeiro Ribas
Antônio Joaquim Machado
Antônio Teodoro de Castro
Arildo Valadão
Armando Teixeira Frutuoso
Áurea Eliza Pereira Valadão
Aylton Adalberto Mortati
Bergson Gurjão Farias
Caiupy Alves de Castro
Carlos Alberto Soares de Freitas
Celso Gilberto de Oliveira
Cilon da Cunha Brun
Ciro Flávio Salasar Oliveira
Custódio Saraiva Neto
Daniel José de Carvalho
Daniel Ribeiro Callado
David Capistrano da Costa
Dênis Casemiro
Dermeval da Silva Pereira
Dinaelza Soares Santana Coqueiro
Dinalva Oliveira Teixeira
Divino Ferreira de Souza
Durvalino de Souza
Edgard Aquino Duarte
Edmur Péricles Camargo
Eduardo Collier Filho
Elmo Corrêa
Elson Costa
Enrique Ernesto Ruggia
Ezequias Bezerra da Rocha
Félix Escobar Sobrinho
Fernando Augusto Santa Cruz Oliveira
Francisco Manoel Chaves
Gilberto Olímpio Maria
Guilherme Gomes Lund
Heleni Telles Ferreira Guariba
Helenira Rezende de Souza Nazareth
Hélio Luiz Navarro de Magalhães
Hiram de Lima Pereira
Honestino Monteiro Guimarães
Idalísio Soares Aranha Filho
Ieda Santos Delgado
Ísis Dias de Oliveira
Issami Nakamura Okano
Itair José Veloso
Ivan Mota Dias
Jaime Amorim Miranda
Jaime Petit da Silva
Jana Moroni Barroso
João Alfredo Dias
João Batista Rita
João Carlos Haas Sobrinho
João Gualberto
João Leonardo da Silva Rocha
João Massena Melo
Joaquim Pires Cerveira 
Joaquinzão
Joel José de Carvalho
Joel Vasconcelos Santos
Jorge Leal Gonçalves Pereira
Jorge Oscar Adur (padre)
José Humberto Bronca
José Lavechia
José Lima Piauhy Dourado
José Maria Ferreira Araújo
José Maurílio Patrício
José Montenegro de Lima
José Porfírio de Souza
José Roman
José Toledo de Oliveira
Kleber Lemos da Silva
Libero Giancarlo Castiglia
Lourival de Moura Paulino
Lúcia Maria de Sousa
Lúcio Petit da Silva
Luís Almeida Araújo
Luís Eurico Tejera Lisboa
Luís Inácio Maranhão Filho
Luiz Renê Silveira e Silva
Luiz Vieira de Almeida
Luíza Augusta Garlippe
Manuel José Nurchis
Márcio Beck Machado
Marco Antônio Dias Batista
Marcos José de Lima
Maria Augusta Thomaz
Maria Célia Corrêa
Maria Lúcia Petit da Silva
Mariano Joaquim da Silva
Mario Alves de Souza Vieira
Maurício Grabois
Miguel Pereira dos Santos
Nelson de Lima Piauhy Dourado
Nestor Veras
Norberto Armando Habeger
Onofre Pinto
Orlando da Silva Rosa Bonfim Júnior
Orlando Momente Osvaldo Orlando da Costa
Paulo César Botelho Massa
Paulo Costa Ribeiro Bastos
Paulo de Tarso Celestino da Silva
Paulo Mendes Rodrigues
Paulo Roberto Pereira Marques
Paulo Stuart Wright
Pedro Alexandrino de Oliveira Filho
Pedro Carretel
Pedro Inácio de Araújo
Ramires Maranhão do Vale
Rodolfo de Carvalho Troiano
Rosalino Souza
Rubens Beirodt Paiva
Ruy Carlos Vieira Berbert
Ruy Frazão Soares
Sérgio Landulfo Furtado
Stuart Edgar Angel Jones
Suely Yumiko Kamayana
Telma Regina Cordeiro Corrêa
Thomaz Antônio da Silva Meirelles Neto
Tobias Pereira Júnior
Uirassu de Assis Batista
Umberto Albuquerque Câmara Neto
Vandick Reidner Pereira Coqueiro
Virgílio Gomes da Silva
Vitorino Alves Moitinho
Walquíria Afonso Costa
Wálter de Souza Ribeiro
Wálter Ribeiro Novaes
Wilson Silva

Desaparecidos no Exterior:

Argentina

Francisco Tenório Júnior
Jorge Alberto Basso
Luiz Renato do Lago Faria
Maria Regina Marcondes Pinto
Roberto Rascardo Rodrigues
Sidney Fix Marques dos Santos
Walter Kenneth Nelson Fleury

Bolívia

Luiz Renato Pires de Almeida

Chile

Jane Vanini
Luiz Carlos Almeida
Nelson de Souza Kohl
Túlio Roberto Cardoso Quintiliano
Wânio José de Matos

 

46 comentários

  1. Pela Justiça, pela Memória, Pela História, Ditadura Nunca Mais!

    Pela revisão da Lei da Anistia: torturadores na cadeia!

    Brasil ainda é motivo de vergonha e chacota internacional, enquanto nossos “hermanos” punem os torturadores, somos o único país da América Latina que não teve a coragem de punir os algozes! À diferença de outros países do Cone Sul, pouco se avançou na construção da memória, da verdade e da responsabilização dos torturadores.

    • Do golpe militar ao golpe do judiciário
       

      Durante o julgamento do “mensalão”, ministros do STF dormiram no momento em que advogados da defesa dos réus falavam. Esta situação foi retratada por Honoré Daumier( 26 fevereiro, 1808 – 10 fevereiro, 1879), na série “Les Gens de Justice”

       

      “É um escândalo. É, efetivamente, a prática de um terrorismo virtual, de um terrorismo de ciberespaço que tem um sentido estratégico e semiótico, pois visa atacar exatamente o que há de mais fundamental na formação de consciência pública em sociedades massificadas e complexas como as atuais, que são os sistemas de comunicação. Este terrorismo semiótico visa impedir a liberdade de informação e a construção da cultura e da identidade latino-americana por fora da pasteurização estadudinense e dos valores pobres da globalização neoliberal” (Jefferson Miolla)

       

       

      BOMBARDEIO MIDIÁTICO – Como ocorre em todo e qualquer golpe, as pessoas ainda não se deram conta do que ocorreu no julgamento do mensalão, de exceção, como tem apontado especialistas. As pessoas tem sido bombardeadas por argumentos jurídicos, políticos e éticos, além de muita propaganda enganosa dos meios de comunicação que desde o início conduziram este processo farsesco. Esse bombardeio tem confundido  que pretende formar uma opinião com isenção, pois desta forma torna-se impossível se diferenciar as mentiras da realidade dos fatos. A grande mídia, comprometida ideologicamente ou por troca de favores políticos, a todo momento manipula a opinião dos mais jovens com versões distorcidas sobre a AP 470.

       

      CARLOS LACERDA PRESENTE – Só sei que, em relação que, em relação ao golpe militar, não mudou nada, os personagens são os mesmos. Criticamos Joaquim Barbosa mas sabemos que, a par da sua covardia, ele(Barbosa) não passa de um tolo a serviço da mesma elite que manteve o país por décadas sob um regime de tortura, cassações, exílio, cassações e assassinatos. Barbosa faz o papel de Carlos Lacerda(UDN) sem saber que, tal como ele(Lacerda) será também descartado tão logo cumpra sua função. Está tão claro, não falta nem mesmo aquela população aplaudindo as atrocidades até o dia em que caiu a ficha. 

       

      ONTEM ‘TERRORISTAS’ E HOJE ‘MENSALEIROS” – Duas palavras mágicas para justificar a humilhação, a cassação de direitos políticos e a decretação da more civil, até nisso a história se repete embora como farsa: Os presos políticos são os mesmos. Com saudade da palavra “Junta”, Barbosa instalou uma Junta Médica ao convocar médicos da sua estrita confiança, tal como Henry Shibata, diagnósticos foram distorcidos, laudos foram editados.

       

      MANTER O STATUS QUO – Não mudou o objetivo central da caça aos “terroristas” (sic, “mensaleiros): Solapar as conquistas do povo brasileiro, eis a lição: Ai daquele que se atrever a alterar o status quo desta nação mesmo que não como seria justo. Ai daquele que expulsar da cozinha do Planalto os jornalistas que trabalham para o oligopólio midiático: Não haverá trégua. É disso que se trata. 

       

      HUMILHAÇÃO NA PRISÃO – Joaquim Barbosa deixou os “seus presos” (não presos do Estado) aos cuidados de um juiz que tem fortes relações, além de parentesco, uma vez que  é filho de um ex-secretário de Arruda, o qual  foi-lhe prestar solidariedade na prisão e mantém-se fiel até hoje, o juiz natural foi afastado, de forma ilegal, por Joaquim Barbosa. Como disse, é o mesmo script do golpe militar, não faltou nem mesmo a Constituição Federal jogada no lixo por um julgamento de exceção que se mantém neste momento de execução das penas.

       

      A JUNTA MILITAR (SIC, MÉDICA) DO BARBOSA – Embora seja flagrante a ilegalidade da junta militar instalada para fazer os últimos arremates neste julgamento de exceção, fico me perguntando se ao ficarmos debatendo isso levaria a algum lugar, é como se, em plena ditadura militar, ficássemos debatendo a legalidade da Justiça Militar. Como ficar discutindo atos dentro de um processo injusto, ilegal e de exceção. Justiça boa é justiça justa, o que não foi o caso desse julgamento de exceção. Só sei que a mídia está repetindo o mesmo script da ditadura militar, não muda nada: Estamos diante de um golpe do judiciário, os presos políticos são os mesmos, parte da população aplaudindo os torturadores faz-se presente, o modus operandi da elite tupiniquim para solapar as conquistas do povo brasileiro e manter a ferro e fogo seu status quo é o mesmo, que tal discutirmos por aqui:

       

      Do golpe militar às Diretas

      Do golpe militar às Diretas-Já 

      Do Blog do Miro

      O golpe militar de 1964 serviu aos interesses – ideológicos, políticos e empresariais – dos barões da mídia. Com exceção do Última Hora, os principais jornais, revistas, emissoras de TV e rádio participaram da conspiração que derrubou João Goulart. O editorial da Folha de S.Paulo de 17 de fevereiro de 2009, que usou o neologismo “ditabranda” para qualificar a sanguinária ditadura, ajudou a reavivar esta história sinistra – além de resultar num manifesto de repúdio com 8 mil adesões de intelectuais e na perda de mais de 2 mil assinantes. Afinal, não foi apenas a Folha que clamou pelo golpe. Vários livros documentaram a participação ativa da mídia, inclusive listando veículos e jornalistas a serviço dos golpistas [9]. Os editoriais da época escancararam essa postura ilegal. 

       

       “Graças à decisão e heroísmo das Forças Armadas, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo a rumos contrários à sua vocação e tradições… Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares”, comemorou o jornal O Globo. “Desde ontem se instalou no país a verdadeira legalidade… A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas”, afirmou, descaradamente, o Jornal do Brasil. “Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr. João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comunos-carreiristas-negocistas-sindicalistas”, disparou o fascistóide Carlos Lacerda na Tribuna da Imprensa. 

      Na sequência, alguns veículos ingeriram seu próprio veneno e sentiram a fúria dos fascistas, que prenderam, mataram, cassaram mandatos e impuseram a censura. Lacerda, que ambicionava ser presidente, foi escorraçado pelos generais. Já o Estadão, com a sua linha liberal-conservadora, discordou do rumo estatizante do regime e teve várias edições censuradas. Este não foi o caso do grupo Frias, que tornou a Folha da Tarde “uma filial da Operação Bandeirantes”, a temida Oban, e no jornal de maior “tiragem” do país devido ao grande número de “tiras” (policiais) na sua redação [10]. Também não foi o caso da Rede Globo, que ergueu seu império graças ao irrestrito apoio à ditadura [11]. 

      Até quando a ditadura já dava sinais de fraqueza, a TV Globo insistiu em salvá-la. Nas eleições de 1982, a corporação de Roberto Marinho montou um esquema, através da empresa Proconsult, para fraudar a apuração dos votos e evitar a vitória do recém-anistiado Leonel Brizola. 

      Acorda Brasil, leia mais

      http://ditaduraverdadesomitidas.blogspot.com.br/2013/03/do-golpe-militar-as-diretas-ja.html

       

      P.S. – Ministros, bom sono!

       

      • Ditatura Militar

        E continua imperando, pois só mostra aos brasileiros aquilo que “convém aos políticos”. Somos uma nação que deveríamos continuar lutando como no sistema da Ditadura. Infelizmente ficamos a ver políticos fazendo e desfazendo as leis brasileiras de acordo o que lhes convém. Ainda vivemos a Ditatura, uma Ditadura mais sofisticada mas que não deixa de ser cruel. Enquanto um pobre miserável rouba uma galinha para matar a fome de seus filhos é preso, um desgraçado politico que rouba milhões fica na impunidade, rindo do nosso sistema de Leis. O Governo Dilma Rousseff (até  o sobrenome é alemão) diz que não há miséria mais no país, e sabemos que a miséria só vem aumentando e não fazemos nada, simplesmente votamos na vaca de novo. Continue assim povo brasileiro! Fique sem agir! Que veremos o nosso fim logo, logo. Precisamos nos séculos passados ter mártires que lutem pelo bem de todos!

  2. Ta mais pq a esquerda

    Ta mais pq a esquerda brasileira apoia ditaduras socialistas ainda hoje?

    PCdoB se solidariza com o povo coreano pela morte de Kim Jong il

     Leia abaixo a íntegra da nota:
    Estimado camarada Kim Jong Un 
    Estimados camaradas do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia 

    Recebemos com profundo pesar a notícia do falecimento do camarada Kim Jong il, secretário-geral do Partido do Trabalho da Coreia, presidente do Comitê de Defesa Nacional da República Popular Democrática da Coreia e comandante supremo do Exército Popular da Coreia. 

    Durante toda a sua vida de destacado revolucionário, o camarada Kim Jong il manteve bem altas as bandeiras da independência da República Popular Democrática da Coreia, da luta anti-imperialista, da construção de um Estado e de uma economia prósperos e socialistas, e baseados nos interesses e necessidades das massas populares.

    O camarada Kim Jong il deu continuidade ao desenvolvimento da revolução coreana, inicialmente liderada pelo camarada Kim Il Sung, defendendo com dignidade as conquistas do socialismo em sua pátria. Patriota e internacionalista promoveu as causas da reunificação coreana, da paz e da amizade e da solidariedade entre os povos.

    Em nome dos militantes e do Comitê Central do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) expressamos nossas sentidas condolências e nossa homenagem à memória do camarada Kim Jong il. 

    Temos a confiança de que o povo coreano e o Partido do Trabalho da Coreia irão superar este momento de dor e seguirão unidos para continuar a defender a independência da nação coreana frente às ameaças e ataques covardes do imperialismo, e ao mesmo tempo seguir impulsionando as inovações necessárias para avançar na construção socialista e na melhoria da vida do povo coreano.

    Renato Rabelo, presidente nacional do PCdoB e Ricaro Abreu Alemão secretário de Relações Internacionais do PCdoB

    19 de dezembro de 2011http://www.pcdob.org.br/noticia.php?id_noticia=171494&id_secao=3

  3. Vítimas do Terrorismo
    Esta

    Vítimas do Terrorismo

    Esta página traz a lista do nome de todas as vítimas confirmadas do terrorismo de extrema-esquerda no Brasil. O terrorismo de esquerda ocorreu dentro do contexto da Guerra Fria e não ficou restrito ao Brasil, tendo ocorrido em diversos países como Uruguai, Paraguai, Argentina, Peru, Colômbia, Guatemala, etc.

    Segue a lista das vítimas, separadas por ano:

    1964:
    12/11/64 – Paulo Macena,  Vigia – RJ
    Explosão de bomba deixada por uma organização comunista nunca identificada, em protesto contra a aprovação da Lei Suplicy, que extinguiu a UNE e a UBES. No Cine Bruni, Flamengo, com seis feridos graves e 1 morto.

    1965:
    27/03/65 – Carlos Argemiro Camargo, Sargento do Exército – Paraná
    Emboscada de um grupo de militantes da Força Armada de Libertação Nacional (FALN), chefiado pelo ex-coronel Jeffersom Cardim de Alencar Osorio. Camargo foi morto a tiros. Sua mulher estava grávida de sete meses.

    1966:
    25/07/66 – Edson Régis de Carvalho, jornalista – PE
    25/07/66 – Nelson Gomes Fernandes, almirante – PE
    Explosão de bomba no Aeroporto Internacional de Guararapes, com 17 feridos e 2 mortos. Além das duas vítimas fatais, ficaram feridas 17 pessoas, entre elas o então coronel do Exército Sylvio Ferreira da Silva. Além de fraturas expostas, teve amputados quatro dedos da mão esquerda. Sebastião Tomaz de Aquino, guarda civil, teve a perna direita amputada.

    1967:
    24/11/67 – José Gonçalves Conceição (Zé Dico) – Fazendeiro – SP
    Morto por Edmur Péricles de Camargo, integrante da Ala Marighella, durante a invasão da fazenda Bandeirante, em Presidente Epitácio. Zé Dico foi trancado num quarto, torturado e, finalmente, morto com vários tiros. O filho do fazendeiro que tentara socorrer o pai foi baleado por Edmur com dois tiros nas costas.

    15/12/67 – Osíris Motta Marcondes,  bancário – SP
    Morto quando tentava impedir um assalto terrorista ao Banco Mercantil, do qual era o gerente.

    1968:
    10/01/68 – Agostinho Ferreira Lima – (Marinha Mercante – Rio Negro / AM)
    No dia 06/12/67, a lancha da Marinha Mercante “Antônio Alberto” foi atacada por um grupo de nove terroristas, liderados por Ricardo Alberto Aguado Gomes “Dr. Ramon”, o qual, posteriormente, ingressou na Ação Libertadora Nacional (ALN). Neste ataque Agostinho Ferreira Lima foi ferido gravemente, vindo a falecer no dia 10/01/68.

    31/05/68 – Ailton de Oliveira, guarda Penitenciário – RJ
    O Movimento Armado Revolucionário (MAR) montou uma ação para libertar nove de seus membros que cumpriam pena na Penitenciária Lemos de Brito (RJ) e que, uma vez libertados, deveriam seguir para a região de Conceição de Jacareí, onde o MAR pretendia estabelecer o “embrião do foco guerrilheiro”. No dia 26/05/68, o estagiário Júlio César entregou à funcionária da penitenciária Natersa Passos, num pacote, três revólveres calibre 38. Às 17p0, teve início a fuga. Os terroristas foram surpreendidos pelos guardas penitenciários Ailton de Oliveira e Jorge Félix Barbosa. Foram feridos, e Ailton morreu no dia 31/05/68. Ainda ficou gravemente ferido o funcionário da Light João Dias Pereira, que se encontrava na calçada da penitenciária. O autor dos disparos que atingiram o guarda Ailton foi o terrorista Avelino Brioni Capitani.

    26/06/68-  Mário Kozel Filho – Soldado do Exército – SP
    No dia 26/06/68, Kozel atua como sentinela do Quartel General do II Exército. Às 4p0, um tiro é disparado por um outro soldado contra uma camioneta que, desgovernada, tenta penetrar no quartel. Seu motorista saltara dela em movimento, após acelerá-la e direcioná-la para o portão do QG. O soldado Rufino, também sentinela, dispara 6 tiros contra o mesmo veículo, que, finalmente, bate na parede externa do quartel. Kozel sai do seu posto e corre em direção ao carro para ver se havia alguém no seu interior. Havia uma carga com 50 quilos de dinamite, que, segundos depois, explode. O corpo de Kozel é dilacerado. Os soldados João Fernandes, Luiz Roberto Julião e Edson Roberto Rufino ficam muito feridos.

    É mais um ato terrorista da organização chefiada por Lamarca, a VPR. Participaram do crime os terroristas Diógenes José de Carvalho Oliveira, Waldir Carlos Sarapu, Wilson Egídio Fava, Onofre Pinto, Edmundo Coleen Leite, José Araújo Nóbrega, Oswaldo Antônio dos Santos, Dulce de Souza Maia, Renata Ferraz Guerra Andrade e José Ronaldo Tavares de Lima e Silva. Ah, sim: a família de Lamarca recebeu indenização. De Kozel, quase ninguém mais se lembra.

    27/06/68 – Noel de Oliveira Ramos – civil – RJ
    Morto com um tiro no coração em conflito na rua. Estudantes distribuíam, no Largo de São Francisco, panfletos a favor do governo e contra as agitações estudantis conduzidas por militantes comunistas. Gessé Barbosa de Souza, eletricista e militante da VPR, conhecido como “Juliano” ou “Julião”, infiltrado no movimento, tentou impedir a manifestação com uma arma. Os estudantes, em grande maioria, não se intimidaram e tentaram segurar Gessé que fugiu atirando, atingindo mortalmente Noel de Oliveira Ramos e ferindo o engraxate Olavo Siqueira.

    27/06/68 – Nelson de Barros – Sargento PM –  RJ
    No dia 21/06/68, conhecida como a “Sexta-Feira Sangrenta”, realizou-se no Rio uma passeata contra o regime militar. Cerca de 10.000 pessoas ergueram barricadas, incendiaram carros, agrediram motoristas, saquearam lojas, atacaram a tiros a embaixada americana e as tropas da Polícia Militar. No fim da noite, pelo menos 10 mortos e centenas de feridos. Entre estes, estava o sargento da PM Nelson de Barros, que morreu no dia 27.

    01/07/68 – Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen – major do Exército Alemão – RJ
    Morto no Rio, onde fazia o Curso da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Assassinado na rua Engenheiro Duarte, Gávea, por ter sido confundido com o major boliviano Gary Prado, suposto matador de Che Guevara, que também cursava a mesma escola. Autores: Severino Viana Callou, João Lucas Alves e um terceiro não-identificado. Todos pertenciam à organização terrorista COLINA- Comando de Libertação Nacional.

    07/09/68 – Eduardo Custódio de Souza – Soldado PM – SP
    Morto com sete tiros por terroristas de uma organização não identificada quando de sentinela no DEOPS, em São Paulo.

    20/09/68 – Antônio  Carlos  Jeffery – Soldado PM – SP
    Morto a tiros quando de sentinela  no quartel da então Força Pública de São Paulo (atual PM) no Barro Branco. Organização terrorista que praticou o assassinato: Vanguarda Popular Revolucionária. Assassinos: Pedro Lobo de Oliveira, Onofre Pinto, Diógenes José Carvalho de Oliveira, atualmente conhecido como “Diógenes do PT”, ex-auxiliar de Olívio Dutra no Governo do RS.

    12/10/68 – Charles Rodney Chandler – Cap. do Exército dos Estados Unidos – SP
    Herói na guerra com o Vietnã, veio ao Brasil para fazer o Curso de Sociologia e Política, na Fundação Álvares Penteado, em São Paulo/SP. No início de outubro de 68, um “Tribunal Revolucionário”, composto pelos dirigentes da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), Onofre Pinto (Augusto, Ribeiro, Ari), João Carlos Kfouri Quartin de Morais (Maneco) e Ladislas Dowbor (Jamil), condenou o capitão Chandler à morte, porque ele “seria um agente da CIA”. Os levantamentos da rotina de vida do capitão foram realizados por Dulce de Souza Maia (Judite). Quando retirava seu carro das garagem para seguir para a Faculdade, Chandler foi assassinado com 14 tiros de metralhadora e vários tiros de revólver,  na frente da sua mulher, Joan,  e de seus 3 filhos. O grupo de execução era constituído pelos terroristas Pedro Lobo de Oliveira (Getúlio), Diógenes José de Carvalho Oliveira (Luis, Leonardo, Pedro) e Marco Antônio Bráz de Carvalho (Marquito).

    24/10/68 – Luiz Carlos Augusto – civil – RJ
    Morto, com 1 tiro, durante uma passeata estudantil.

    25/10/68 – Wenceslau Ramalho Leite – civil – RJ
    Morto, com quatro tiros de pistola Luger 9mm durante o roubo de seu carro, na avenida 28 de Setembro, Vila Isabel, RJ. Autores: Murilo Pinto da Silva (Cesar ou Miranda) e Fausto Machado Freire (Ruivo ou Wilson), ambos integrantes da organização terrorista COLINA (Comando de Libertação Nacional).

    07/11/68 – Estanislau Ignácio Correia – Civil – SP
    Morto pelos terroristas Ioshitame Fugimore, Oswaldo Antônio dos Santos e Pedro Lobo Oliveira, todos integrantes da Vanguarda Popular Revolucionária(VPR), quando roubavam seu automóvel na esquina das ruas Carlos Norberto Souza Aranha e Jaime Fonseca Rodrigues, em São Paulo.

    1969:
    07/01/69 – Alzira Baltazar de Almeida – (Dona de casa – Rio de Janeiro / RJ)
    Uma bomba jogada por terroristas, embaixo de uma viatura policial, estacionada em frente à 9ª Delegacia de Polícia, ao explodir, matou a jovem Alzira, de apenas 18 anos de idade, uma vítima inocente que na ocasião transitava na rua.

    11/01/69 – Edmundo Janot – (Lavrador – Rio de Janeiro / RJ)
    Morto a tiros, foiçadas e facadas por um grupo de terroristas que havia montado uma base de guerrilha nas proximidades da sua fazenda.

    29/01/69 – Cecildes Moreira de Faria (Subinspetor de Polícia)
    20/01/69 – José Antunes Ferreira (Guarda Civil) – BH/MG
    Durante a abordagem de um um “aparelho” do Comando de Libertação Nacional (Colina), na rua Itacarambu nº 120, bairro São Geraldo, identificado por Pedro Paulo Bretas, “Kleber”, a equipe de segurança foi recebida por rajadas de metralhadora, disparadas por Murilo Pinto Pezzuti da Silva, “Cesar” ou “Miranda”, que, com 11 tiros, mataram o Subinspetor Cecildes Moreira da Silva, que deixou viúva e oito filhos, e o Guarda Civil José Antunes Ferreira, ferindo, ainda, o Investigador José Reis de Oliveira. No interior do “aparelho”, foram presos o assassino Murilo Pinto Pezzuti da Silva o os terroristas do Colina: Afonso Celso Lana Leite, ”Ciro”; Mauricio Vieira de Paiva, ”Carlos”; Nilo Sérgio Menezes Macedo; Júlio Antonio Bittencourt de Almeida, “Pedro”; Jorge Raimundo Nahas, “Clovis” ou “Ismael”; Maria José de Carvalho Nahas, “Celia” ou “Marta”, e foram apreendidos 1 fuzil FAL, 5 pistolas, 3 revólveres, 2 metralhadoras, 2 carabinas, 2 granadas de mão, 702 bananas de dinamite, fardas da PM e dinheiro de assaltos.

    31/03/69 – Manoel Da Silva Dutra – Civil – Rio de Janeiro / RJ
    Morto durante assalto ao banco Andrade Arnaud. O caso é particularmente importante porque um dos então terroristas que participaram da operação se chamava Carlos Minc. Ele vinha do Colina, que se fundiu com a VPR para formar a VAR-PALMARES.

    14/04/69 – Francisco Bento da Silva – motorista – SP
    14/04/69 – Luiz Francisco da Silva – guarda bancário –SP
    Mortos durante um assalto, praticado pela Ala Vermelha do PC do B ao carro pagador (uma Kombi) do Banco Francês-Italiano para a América do Sul, na Alameda Barão de Campinas, quando foram roubados vinte milhões de cruzeiros. Participaram desta ação os seguintes terroristas: Élio Cabral de Souza, Derly José de Carvalho, Daniel José de Carvalho, Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Aderval Alves Coqueiro, Lúcio da Costa Fonseca, Gilberto Giovanetti, Ney Jansen Ferreira Júnior, Genésio Borges de Melo e Antônio Medeiros Neto.

    08/05/69 – José de Carvalho – Investigador de Polícia – SP
    Atingido com um tiro na boca durante um assalto ao União de Bancos Brasileiros, em Suzano, no dia 07 de maio, vindo a falecer no dia seguinte. Nessa ação, os terroristas feriram, também, Antonio Maria Comenda Belchior e Ferdinando Eiamini. Participaram os seguintes terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN): Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Takao Amano, Ney da Costa Falcão, Manoel Cyrilo de Oliveira Neto e João Batista Zeferino Sales Vani. Takao Amano foi baleado na coxa e operado, em um “aparelho médico” por Boanerges de Souza Massa, médico da ALN.

    09/05/69 – Orlando Pinto da Silva – Guarda Civil – SP
    Morto com dois tiros, um na nuca e outro na testa, disparados por Carlos Lamarca, durante assalto ao Banco Itaú, na rua Piratininga, Bairro da Mooca. Na ocasião também foi esfaqueado o gerente do Banco, Norberto Draconetti. Organização responsável por esse assalto: Vanguarda Popular Revolucionária (VPR).

    27/05/69 – Naul José Montovani – Soldado PM – SP
    Em 27/05/69 foi realizada uma ação contra o 15º Batalhão da Força Pública de São Paulo, atual PMESP, na Avenida Cruzeiro do Sul, SP/SP. Os terroristas Virgílio Gomes da Silva, Aton Fon Filho, Carlos Eduardo Pires Fleury, Maria Aparecida Costa, Celso Antunes Horta e Ana Maria de Cerqueira César Corbusier metralharam o soldado Naul José Montovani, que estava de sentinela e que morreu instantaneamente. O soldado Nicário Conceição Pulpo, que correu ao local ao ouvir os disparos, foi gravemente ferido na cabeça, tendo ficado paralítico.

    22/06/69 – Guido Boné – Soldado PM – SP
    22/06/69 – Natalino Amaro Teixeira – Soldado PM -SP
    Mortos por militantes da ALN que atacaram e incendiaram a rádio-patrulha RP 416, da então Força Pública de São Paulo, hoje Polícia Militar, matando os seus dois ocupantes, os soldados Guido Bone e Natalino Amaro Teixeira, roubando suas armas.

    11/07/69 – Cidelino Palmeiras do Nascimento – Motorista de táxi – RJ
    Morto a tiros quando conduzia, em seu carro, policiais que perseguiam terroristas que haviam assaltado o Banco Aliança, agência Muda. Participaram deste assassinato os terroristas Chael Charles Schreier, Adilson Ferreira da Silva, Fernando Borges de Paula Ferreira, Flávio Roberto de Souza, Reinaldo José de Melo, Sônia Eliane Lafóz e o autor dos disparos Darci Rodrigues, todos pertencentes a organização terrorista VAR-Palmares.

    24/07/69 – Aparecido dos Santos Oliveira – Soldado PM – SP
    O Banco Bradesco, na rua Turiassu, no Bairro de Perdizes, foi assaltado por uma frente de grupos de esquerda. Foram roubados sete milhões de cruzeiros. Participaram da ação:

    – Pelo Grupo de Expropriação e Operação: Devanir José de Carvalho, James Allen Luz, Raimundo Gonçalves de Figueiredo, Ney Jansen Ferreira Júnior, José Couto Leal;
    – Pelo Grupo do Gaúcho: Plínio Petersen Pereira, Domingos Quintino dos Santos, Chaouky Abara; e,
    – Pela VAR-Palmares: Chael Charles Schreier, Roberto Chagas e Silva, Carmem Monteiro dos Santos Jacomini e Eduardo Leite.

    20/08/69 – José Santa Maria – Gerente de Banco – RJ
    Morto por terroristas que assaltaram o Banco de Crédito Real de Minas Gerais, do qual era gerente.

    25/08/69 – Sulamita Campos Leite – dona de casa, PA
    Parente do terrorista Flávio Augusto Neves Leão Salles. Morta na casa dos Salles, em Belém, ao detonar, por inadvertência ,uma carga de explosivos escondida pelo terrorista.

    31/08/69 – Mauro Celso Rodrigues – Soldado PM – MA
    Morto quando procurava impedir a luta entre proprietários e posseiros, incitada por movimentos subversivos.

    03/09/69 – José Getúlio Borba – Comerciário – SP
    03/09/69 – João Guilherme de Brito – Soldado da Força Pública – SP
    Os terroristas da Ação Libertadora Nacional (ALN) Antenor Meyer, José Wilson Lessa Sabag, Francisco José de Oliveira e Maria Augusta Tomaz resolveram comprar um gravador na loja Lutz Ferrando, na esquina da Avenida Ipiranga com a Rua São Luis. O pagamento seria feito com um cheque roubado num assalto. Descobertos, receberam voz de prisão e reagiram. Na troca de tiros, o guarda civil João Szelacsak Neto ficou ferido com um tiro na coxa, e o funcionário da loja, José Getúlio Borba, foi mortalmente ferido. Perseguidos pela polícia, o terrorista José Wilson Lessa Sabag matou a tiros o soldado da Força Pública (atual PM) João Guilherme de Brito.

    20/09/69 – Samuel Pires – Cobrador de ônibus – SP
    Morto por terroristas quando assaltavam uma empresa de ônibus.

    22/09/69 – Kurt Kriegel – Comerciante – Porto Alegre/RS
    Comerciante Kurt Kriegel, morto pela Var-Palmates em Porto Alegre.

    30/09/69 – Cláudio Ernesto Canton – Agente da Polícia Federal – SP
    Após ter efetuado a prisão de um terrorista, foi atingido na coluna vertebral, vindo a falecer em conseqüência desse ferimento.

    04/10/69 – Euclídes de  Paiva Cerqueira – Guarda particular – RJ
    Morto por terroristas durante assalto ao carro transportador de valores do Banco Irmãos Guimarães

    06/10/69 – Abelardo Rosa Lima – Soldado PM – SP
    Metralhado por terroristas numa tentativa de assalto ao Mercado Peg-Pag. Autores: Devanir José de Carvalho (Henrique), Walter Olivieri, Eduardo Leite (Bacuri), Mocide Bucherone e Ismael Andrade dos Santos. Organizações Terroristas: REDE (Resistência Democrática) e MRT (Movimento Revolucionário Tiradentes).

    07/10/69 – Romildo Ottenio – Soldado PM – SP
    Morto quando tentava prender um terrorista.

    31/10/69 – Nilson José de Azevedo Lins- civil – PE
    Gerente da firma Cornélio de Souza e Silva, distribuidora da Souza Cruz, em Olinda. Foi assaltado e morto quando ia depositar, no Banco, o dinheiro da firma. Organização: PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário). Autores: Alberto Vinícius Melo do Nascimento, Rholine Sonde Cavalcante Silva, Carlos Alberto Soares e João Maurício de Andrade Baltar.

    04/11/69 – Estela Borges Morato – Investigadora do DOPS – SP
    04/11/69 – Friederich Adolf Rohmann – Protético -SP
    Mortos durante a operação que resultou na morte do terrorista Carlos Marighela.

    14/11/69 – Orlando Girolo – Bancário – SP
    Morto por terroristas durante assalto ao Bradesco.

    17/11/69 – Joel Nunes – Subtenente PM – RJ
    Neste dia, o PCBR assaltou o Banco Sotto Maior, na Praça do Carmo, no subúrbio carioca de Brás de Pina, de onde foram roubados cerca de 80 milhões de cruzeiros. Na fuga, obstados por uma viatura policial, surgiu um violento tiroteio no qual Avelino Bioni Capitani matou o sargento da PM Joel Nunes. Na ocasião, foi preso o terrorista Paulo Sérgio Granado Paranhos.

    18/12/69 – Elias dos Santos – Soldado do Exército – RJ
    Havia um aparelho do PCBR na rua Baronesa de Uruguaiana nº 70, no bairro de Lins de Vasconcelos. Ali, Prestes de Paula, ao fugir pelos fundos da casa, disparou um tiro de pistola 45 contra Elias dos Santos.

    1970:
    17/01/70 – José Geraldo Alves Cursino – (Sargento PM – São Paulo / SP)
    Morto a tiros por terroristas.

    20/02/70 – Antônio  Aparecido Posso  Nogueró – Sargento PM – São Paulo
    Morto pelo terrorista Antônio Raimundo de Lucena quando tentava impedir um ato terrorista no Jardim Cerejeiras, Atibaia/SP.

    11/03/70 – Newton de  Oliveira Nascimento – Soldado PM – Rio de Janeiro
    No dia 11/03/70, os militantes do grupo tático armado da ALN Mário de Souza Prata, Rômulo Noronha de Albuquerque e Jorge Raimundo Júnior deslocavam-se num carro Corcel azul, roubado, dirigido pelo último, quando foram interceptados no bairro de Laranjeiras- RJ por uma patrulha da PM. Suspeitando do motorista, pela pouca idade que aparentava, e verificando que Jorge Raimundo não portava habilitação, os policiais ordenaram-lhe que entrasse no veículo policial, junto com Rômulo Noronha Albuquerque, enquanto Mauro de Souza Prata, acompanhado de um dos soldados, iria dirigindo o Corcel até a delegacia mais próxima. Aproveitando-se do descuido dos policiais, que não revistaram os detidos, Mário, ao manobrar o veículo para colocá-lo à frente da viatura policial, sacou de uma arma e atirou, matando com um tiro na testa o soldado da PM Newton Oliveira Nascimento, que o escoltava no carro roubado. O soldado Newton deixou a viúva dona Luci e duas filhas menores, de quatro e dois anos.

    31/03/70 – Joaquim Melo – Investigador de Polícia – Pernambuco
    Morto por terroristas durante ação contra um “aparelho”.

    02/05/70 – João Batista de Souza – Guarda de Segurança – SP
    Um comando terrorista, integrado por Devanir José de Carvalho, Antonio André Camargo Guerra, Plínio Petersen Pereira, Waldemar Abreu e José Rodrigues Ângelo, pelo Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), e mais Eduardo Leite (Bacuri), pela Resistência Democrática (REDE), assaltaram a Companhia de Cigarros Souza Cruz, no Cambuci/SP. Na ocasião Bacuri assassinou o guarda de segurança João Batista de Souza.

    10/05/70 – Alberto Mendes Junior – 1º Tenente PM – SP
    Esta é uma das maiores expressões da covardia e da violência de que era capaz o terrorista Carlos Lamarca. No dia 08/05/70, 7 terroristas, chefiados por ele, estavam numa pick-up e pararam num posto de gasolina em Eldorado Paulista. Foram abordados por policiais e reagiram a bala, conseguindo fugir. Ciente do ocorrido, o Tenente Mendes organizou uma patrulha. Em duas viaturas, dirigiu-se de Sete Barras para Eldorado Paulista. Por volta das 21h, houve o encontro com os terroristas, que estavam armados com fuzis FAL, enquanto os PMs portavam o velho fuzil Mauser modelo 1908. Em nítida desvantagem bélica, vários PMs foram feridos, e o Tenente Mendes verificou que diversos de seus comandados estavam necessitando de urgentes socorros médicos. Julgando-se cercado, Mendes aceitou render-se desde que seus homens pudessem receber o socorro necessário. Tendo os demais componentes da patrulha permanecido como reféns, o Tenente levou os feridos para Sete Barras.

    De madrugada, a pé e sozinho, Mendes buscou contato com os terroristas, preocupado que estava com o restante de seus homens. Encontrou Lamarca, que decidiu seguir com seus companheiros e com os prisioneiros para Sete Barras. Ao se aproximarem dessa localidade, foram surpreendidos por um tiroteio, ocasião em que dois terroristas – Edmauro Gopfert e José Araújo Nóbrega – desgarraram-se do grupo, e os cinco terroristas restantes embrenharam-se no mato, levando junto o Tenente Mendes. Depois de caminharem um dia e meio na mata, os terroristas e o tenente pararam para descansar. Carlos Lamarca, Yoshitame Fujimore e Diógenes Sobrosa de Souza afastaram-se e formaram um “tribunal revolucionário”, que resolveu assassinar o Tenente Mendes. Os outros  dois, Ariston Oliveira Lucena e Gilberto Faria Lima, ficaram vigiando o prisioneiro.

    Poucos minutos depois, os três terroristas retornaram. Yoshitame Fujimore desfechou-lhe violentos golpes na cabeça, com a coronha de um fuzil. Caído e com a base do crânio partida, o Tenente Mendes gemia e se contorcia em dores. Diógenes Sobrosa de Souza desferiu-lhe outros golpes na cabeça, esfacelando-a. Ali mesmo, numa pequena vala e com seus coturnos ao lado da cabeça ensangüentada, o Tenente Mendes foi enterrado. Em 08/09/70, Ariston Lucena foi preso pelo DOI-CODI e apontou o local onde o tenente estava enterrado.

    11/06/70 – Irlando de Moura Régis – Agente da Polícia Federal – RJ
    Foi assassinado durante o seqüestro do embaixador da Alemanha, Ehrendfried Anton Theodor Ludwig Von Holleben. A operação foi executada pelo Comando Juarez Guimarães de Brito. Participaram Jesus Paredes Soto, José Maurício Gradel, Sônia Eliane Lafóz, José Milton Barbosa, Eduardo Coleen Leite (Bacuri), que matou Irlando, Herbert Eustáquio de Carvalho, José Roberto Gonçalves de Rezende, Alex Polari de Alverga e Roberto Chagas da Silva.

    15/07/70 – Isidoro Zamboldi – segurança – SP
    Morto pela terrorista Ana Bursztyn durante assalto à loja Mappin.

    19/08/70 – Vagner Lúcio Vitorino da Silva – Guarda de segurança – RJ
    Morto durante assalto do Grupo Tático Armado da organização terrorista MR-8 ao Banco Nacional de Minas Gerais, no bairro de Ramos. Sônia Maria Ferreira Lima foi quem fez os disparos que o mataram. Participaram, também, dessa ação os terroristas Reinaldo Guarany Simões, Viriato Xavier de Melo Filho e Benjamim de Oliveira Torres Neto, os dois últimos recém-chegados do curso em Cuba.

    29/08/70 – José Armando Rodrigues – Comerciante – CE
    Proprietário da firma Ibiapaba Comércio Ltda. Após ter sido assaltado em sua loja, foi seqüestrado, barbaramente torturado e morto a tiros por terroristas da ALN. Após seu assassinato, seu carro foi lançado num precipício na serra de Ibiapaba, em São Benedito, CE. Autores: Ex-seminaristas Antônio Espiridião Neto e Waldemar Rodrigues Menezes (autor dos disparos), José Sales de Oliveira, Carlos de Montenegro Medeiros, Gilberto Telmo Sidney Marques, Timochenko Soares de Sales e Francisco William.

    14/09/70 – Bertolino Ferreira da Silva – Guarda de segurança – SP
    Morto durante assalto praticado pelas organizações terroristas ALN e MRT ao carro pagador da empresa Brinks, no Bairro do Paraíso em São Paulo.

    21/09/70 – Célio Tonelly – soldado da PM – SP
    Morto em Santo André. Quando de serviço em uma rádio-patrulha, tentou deter terroristas que ocupavam um automóvel.

    27/10/70 – Walder Xavier de Lima – Sargento da Aeronáutica – BA
    Morto quando, ao volante de uma viatura, conduzia terroristas presos, em Salvador. O assassino, Theodomiro Romeiro dos Santos (Marcos) o atingiu com um tiro na nuca. Organização: PCBR (Partido Comunista Brasileiro Revolucionário).

    10/11/70 – José Marques do Nascimento – Civil – SP
    10/11/70 – Garibaldo de Queiroz – Soldado PM -SP
    10/11/70 – José Aleixo Nunes – Soldado PM -SP
    Mortos em confronto com terroristas da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) que faziam uma panfletagem armada na Vila Prudente, São Paulo.

    10/12/70 – Hélio de Carvalho Araújo – Agente da Polícia Federal – RJ
    No dia 07/12, o embaixador da Suíça no Brasil, Giovanni Enrico Bucher, foi seqüestrado pela VPR. Participaram da operação os terroristas Adair Gonçalves Reis, Gerson Theodoro de Oliveira, Maurício Guilherme da Silveira, Alex Polari de Alverga, Inês Etienne Romeu, Alfredo Sirkis, Herbert Eustáquio de Carvalho e Carlos Lamarca. Após interceptar o carro que conduzia o Embaixador, Carlos Lamarca bateu com um revólver Smith-Wesson, cano longo, calibre 38, no vidro do carro. Abriu a porta traseira e, a uma distância de dois metros, atirou, duas vezes contra o agente Hélio. Os terroristas levaram o embaixador e deixaram o agente agonizando. Transferido para o hospital Miguel Couto, morreu no dia 10/12/70.

    1971:
    07/01/71 – Marcelo Costa Tavares – (Estudante – 14 anos – MG)
    Morto por terroristas durante um assalto ao Banco Nacional de Minas Gerais.

    Participaram da ação: Newton Moraes, Aldo Sá Brito, Macos Nonato da Fonseca e Eduardo Antonio da Fonseca.

    12/02/71 – Américo Cassiolato – Soldado PM – São Paulo
    Morto, friamente, por assassinos em Pirapora do Bom Jesus, quando tentava impedir  ações criminosas.

    20/02/71 – Fernando Pereira – Comerciário – Rio de Janeiro
    Morto por terroristas quando tentava impedir um assalto ao estabelecimento “Casa do Arroz”, do qual era gerente.

    08/03/71 – Djalma Peluci Batista – Soldado PM – Rio de Janeiro
    Morto por terroristas, durante assalto ao Banco do Estado do Rio de Janeiro.

    24/03/71 – Mateus Levino dos Santos – Tenente da FAB – Pernambuco
    O PCBR necessitava roubar um carro para participar do seqüestro do cônsul norte-americano, em Recife.  No dia 26/06/70, o grupo decidiu roubar um Fusca, estacionado em Jaboatão dos Guararapes, na Grande Recife, nas proximidades do Hospital da Aeronáutica. Ao tentarem render o motorista, descobriram tratar-se de um tenente da Aeronáutica. Carlos Alberto disparou dois tiros contra o militar: um na cabeça e outro no pescoço. Depois de nove meses de intenso sofrimento, morreu no dia 24 de março de 1971, deixando viúva e duas filhas menores. O imprevisto levou o PCBR a desistir do seqüestro.

    04/04/71 – José Julio Toja Martinez – Major do Exército –  Rio de Janeiro
    No início de abril, a Brigada Pára-Quedista recebeu uma denúncia de que um casal de terroristas ocupara uma casa localizada na rua Niquelândia, 23, em Campo Grande/RJ. Não desejando passar esse informe à 2ª Seção do então I Exército, sem aprofundá-lo, a 2ª Seção da Brigada, chefiada pelo major Martinez, montou um esquema de vigilância da casa. Por volta das 23h, chega um casal de táxi. A mulher ostentava uma volumosa barriga, sugerindo gravidez.

    O major Martinez acabara de concluir o curso da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, onde, por três anos, exatamente o período em que a guerra revolucionária se desenvolvera, estivera afastado desses problemas em função da própria vida escolar bastante intensa. Estagiário na Brigada de Pára-Quedista, a quem também não estava afeta a missão de combate à subversão, não se havia habituado à virulência da ação terrorista.

    Julgando que o casal nada tinha a ver com a subversão, Martinez iniciou a travessia da rua, a fim de solicitar-lhe que se afastasse daquela área. Ato contínuo, da barriga, formada por uma cesta para pão com uma abertura para saque da arma ali escondida, a “grávida” retirou um revólver, matando-o antes que pudesse esboçar qualquer reação. O capitão Parreira, de sua equipe, ao sair em sua defesa, foi gravemente ferido por um tiro desferido pelo terrorista. Nesse momento, os demais agentes desencadearam cerrado tiroteio, que causou a morte do casal de terroristas.

    Eram os militantes do MR-8 Mário de Souza Prata e Marilena Villas-Bôas Pinto, responsáveis por uma extensa lista de atos terroristas.  No “aparelho” do casal, foram encontrados explosivos, munição e armas, além de dezenas de levantamentos de bancos, de supermercados, de diplomatas estrangeiros e de generais do Exército. Martinez deixou viúva e quatro filhos, três meninas e um menino, a mais velha, à época, com 11 anos.

    07/04/71 – Maria Alice Matos – Empregada doméstica – Rio de Janeiro
    Morta por terroristas quando do assalto a um depósito de material de construção.

    15/04/71 – Henning Albert Boilesen – (Industrial – São Paulo)
    Quando da criação da Operação Bandeirante, o então comandante do II Exército, general Canavarro, reuniu-se com o governador do Estado de São Paulo, com várias autoridades federais, estaduais, municipais e com industriais paulistas para solicitar o apoio para um órgão que necessitava ser criado com rapidez, a fim de fazer frente ao crescente terrorismo que estava em curso no estado de São Paulo. Assim, vários industriais, entre eles Boilesen, se cotizaram para atender ao pedido daquela autoridade militar.

    Por decisão de Lamarca, Boilesen, um dinamarquês naturalizado brasile iro, foi assassinado. Participaram da ação os terroristas Yuri Xavier Pereira, Joaquim Alencar Seixas, José Milton Barbosa, Dimas Antonio Casimiro e Antonio Sérgio de Matos.  No relatório escrito por Yuri, e apreendido pela polícia, aparecem as frases “durante a fuga trocávamos olhares de contentamento e satisfação. Mais uma vitória da Revolução Brasileira”. Vários carros e casas foram atingidos por projéteis. Duas mulheres foram feridas. Sobre o corpo de Boilesen, atingido por 19 tiros, panfletos da ALN e do MRT, dirigidos “Ao Povo Brasileiro”, traziam a ameaça: “Como ele, existem muitos outros e sabemos quem são. Todos terão o mesmo fim, não importa quanto tempo demore; o que importa é que eles sentirão o peso da JUSTIÇA REVOLUCIONÁRIA. Olho por olho, dente por dente”.

    10/05/71 –  Manoel da Silva Neto – Soldado PM – SP
    Morto por terroristas durante assalto à Empresa de Transporte Tusa.

    14/05/71 – Adilson Sampaio – Artesão – RJ
    Morto por terroristas durante assalto às lojas Gaio Marti.

    09/06/71 – Antônio Lisboa Ceres de Oliveira – Civil – RJ
    Morto por terroristas durante assalto à boate Comodoro.

    01/07/71 – Jaime Pereira da Silva – Civil – RJ
    Morto por terroristas na varanda de sua casa durante tiroteio entre terroristas e policiais.

    02/09/71 – Gentil Procópio de Melo -Motorista de praça – PE
    A organização terrorista denominada Partido Comunista Revolucionário determinou que um carro fosse roubado para realizar um assalto. Cumprindo a ordem recebida, o terrorista José Mariano de Barros tomou um táxi em Madalena, Recife. Ao chegar ao Hospital das Clínicas, quando fingia que ia pagar a corrida, apareceram seus comparsas, Manoel Lisboa de Moura e José Emilson Ribeiro da Silva, que se aproximaram do veículo. Emilson matou Procópio com dois tiros.

    02/09/71 – Jayme Cardenio Dolce – Guarda de segurança – RJ
    02/09/71 – Silvâno Amâncio dos Santos – Guarda de segurança – RJ
    02/09/71 – Demerval Ferreira dos Santos – Guarda de segurança – RJ
    Assassinados pelos terroristas Flávio Augusto Neves Leão Salles, Hélio Pereira Fortes, Antônio Carlos Nogueira Cabral, Aurora Maria do Nascimento Furtado, Sônia Hipólito e Isis Dias de Oliveira, durante assalto à Casa de Saúde Dr. Eiras.

    …./10/71 – Alberto da Silva Machado – Civil – RJ
    Morto por terroristas durante assalto à Fábrica de Móveis Vogal Ltda, da qual era um dos proprietários.

    22/10/71 – José do Amaral – Sub-oficial da reserva da Marinha – RJ
    Morto por terroristas da VAR-PALMARES e do MR-8 durante assalto a um carro transportador de valores da Transfort S/A. Foram feridos o motorista Sérgio da Silva Taranto e os guardas Emílio Pereira e Adilson Caetano da Silva.

    Autores: James Allen Luz (Ciro), Carlos Alberto Salles (soldado), Paulo Cesar Botelho Massa, João Carlos da Costa.

    01/11/71 – Nelson Martinez Ponce – Cabo PM – SP
    Metralhado por Aylton Adalberto Mortati durante um atentado praticado por cinco terroristas do MOLIPO (Movimento de Libertação Popular) contra um ônibus da Empresa de Transportes Urbano S/A, em Vila Brasilândia, São Paulo.

    10/11/71 – João Campos – Cabo PM – SP
    Morto na estrada de Pindamonhangaba, ao interceptar um carro que conduzia terroristas armados.

    22/11/71 – José Amaral Vilela – Guarda de segurança  – RJ
    Neste dia os terroristas Sérgio Landulfo Furtado, Norma Sá Ferreira, Nelson Rodrigues Filho, Paulo Roberto Jabour, Thimothy William Watkin Ross e Paulo Costa Ribeiro Bastos assaltaram um carro-forte da firma Transfort, na Estrada do Portela, em Madureira.

    27/11/71 – Eduardo Timóteo Filho – Soldado PM – RJ
    Morto por terroristas, durante assalto contra as Lojas Caio Marti.

    13/12/71 – Hélio Ferreira de Moura – Guarda de Segurança – RJ
    Morto, por terroristas, durante assalto contra um carro transportador de valores da Brink’s, na Via Dutra.

    1972:
    18/01/72 – Tomaz Paulino de Almeida – (sargento PM – São Paulo / SP)
    Morto, a tiros de metralhadora, no bairro Cambuci, quando um grupo terrorista roubava o seu carro.

    Autores do assassinato: João Carlos Cavalcante Reis, Lauriberto José Reyes e Márcio Beck Machado, todos integrantes do Movimento de Libertação Nacional (Molipo).

    As famílias dos assassinos João Carlos Cavalcante Reis e Lauriberto José Reyes foram indenizadas pela Lei nº 1.140/95.

    20/01/72 – Sylas Bispo Feche – (Cabo PM São Paulo / SP)
    O cabo Sylas Bispo Feche, integrava uma Equipe de Busca e Apreensão do DOI/CODI/II Exército. Sua equipe executava uma ronda, quando um carro VW, ocupado por duas pessoas, cruzou um sinal fechado quase atropelando uma senhora que atravessava a rua com uma criança no colo. A sua equipe saiu em perseguição ao carro suspeito, que foi interceptado. Ao tentar aproximar-se para pedir os documentos dos dois ocupantes do veículo, o cabo Feche foi, covardemente, metralhado por eles.

    Os assassinos do cabo Feche, ambos membros da Ação Libertadora Nacional (ALN), mortos no tiroteio que se seguiu, foram Gelson Reicher“Marcos” que usava identidade falsa com o nome de Emiliano Sessa, chefe de um Grupo Tático Armado (GTA) e já tinha praticado mais de vinte atos terroristas, inclusive o seqüestro de um médico; e Alex Paula Xavier Pereira “Miguel”, que usava identidade falsa com o nome de João Maria de Freitas, com curso de guerrilha em Cuba e autor de mais de quarenta atos terroristas, inclusive atentados a bomba na cidade do Rio de Janeiro.

    As famílias dos assassinos Gelson Reicher e Alex Paula Xavier Pereira foram indenizadas pela Lei nº 9.140/95. 

    25/01/72 – Eizo Ito – (Estudante – São Paulo / SP)
    Aluno do Centro de Formação de Pilotos Militares, morto por terroristas quando roubavam seu carro.

    01/02/72 – Iris do Amaral – Civil – Rio de Janeiro
    Morto durante um tiroteio entre terroristas da ALN e policiais. Ficaram feridos nesta ação os civis Marinho Floriano Sanches, Romeu Silva e Altamiro Sinzo. Autores: Flávio Augusto Neves Leão Salles (”Rogério”, “Bibico”) e Antônio Carlos Cabral Nogueira (”Chico”, “Alfredo”.)

    05/02/72 – David A. Cuthberg – Marinheiro inglês – Rio de Janeiro
    A respeito desse assassinato, sob o título “REPULSA”, o jornal “O Globo” publicou:

    “Tinha dezenove anos o marinheiro inglês David  A. Cuthberg que, na madrugada de sábado, tomou um táxi com um companheiro para conhecer o Rio, nos seus aspectos mais alegres. Ele aqui chegara como amigo, a bordo da flotilha que nos visita para comemorar os 150 anos de Independência do Brasil. Uma rajada de metralhadora tirou-lhe a vida, no táxi que se encontrava. Não teve tempo para perceber o que ocorria e, se percebesse, com certeza não poderia compreender.

    Um terrorista, de dentro de outro carro, apontara friamente a metralhadora antes de desenhar nas suas costas o fatal risco de balas, para, logo em seguida, completar a infâmia, despejando sobre o corpo, ainda palpitante, panfletos em que se mencionava a palavra liberdade. Com esse crime repulsivo, o terror quis apenas alcançar repercussão fora de nossas fronteiras para suas atividades, procurando dar-lhe significação de atentado político contra jovem inocente, em troca da publicação da notícia num jornal inglês.

    O terrorismo cumpre, no Brasil, com crimes como esse, o destino inevitável dos movimentos a que faltam motivação real e consentimento de qualquer parcela da opinião pública: o de não ultrapassar os limites do simples banditismo, com que se exprime o alto grau de degeneração dessas reduzidas maltas de assassinos gratuitos”.

    A ação criminosa foi praticada pelos seguintes terroristas, integrantes de uma frente formada por três organizações comunistas:
    – ALN – Flávio Augusto Neves Leão Salles (”Rogério”, “Bibico”), que fez os disparos com a metralhadora, Antônio Carlos Nogueira Cabral (”Chico”, “Alfredo”), Aurora Maria Nascimento Furtado (”Márcia”, “Rita”), Adair Gonçalves Reis(”Elber”, “Leônidas”, “Sorriso”);
    – VAR-PALMARES – Lígia Maria Salgado da Nóbrega (”Ana”, “Célia”, “Cecília”), que jogou dentro do táxi os panfletos que falavam em vingança contra os “Imperialistas Ingleses”; Hélio Silva (”Anastácio”, “Nadinho”), Carlos Alberto Salles(”Soldado”);
    – PCBR – Getúlio de Oliveira Cabral(”Gogó”, “Soares”, “Gustavo”)

    15/02/72 – Luzimar Machado de Oliveira – Soldado PM – Goiás
    O terrorista Arno Preiss encontrava-se na cidade de Paraiso do Norte, que estava incluída no esquema de trabalho de campo do MOLIPO. Usava o nome falso de Patrick McBundy Comick. Arno tentou entrar com sua documentação falsa no baile carnavalesco do clube social da cidade. Sua documentação levantou suspeita nos policiais, que o convidaram a comparecer à delegacia local. Ao deixar o clube, julgando-se desmascarado, Arno sacou seu revólver e disparou à queima roupa contra os policiais, matando o PM Luzimar Machado de Oliveira e ferindo gravemente o outro PM que o conduzia, Gentil Ferreira Mano. Acabou morto.

    18/02/72 – Benedito Monteiro da Silva – Cabo PM – São Paulo
    Morto quando tentava evitar um assalto terrorista a uma agencia bancária em Santa Cruz do Rio Pardo.

    27/02/72 – Napoleão Felipe Bertolane Biscaldi – Civil – São Paulo
    Morto durante um tiroteio entre os terroristas Lauriberto José Reyes e José Ibsem Veroes com policiais, na rua Serra de Botucatu, no bairro Tatuapé. Nesta ação, um policial foi ferido a tiros de metralhadoras por Lauriberto. Os dois terroristas morreram no local.

    12/03/72 – Manoel dos Santos – Guarda de Segurança – São Paulo
    Morto durante assalto terrorista à fábrica de bebidas Charel Ltda.

    12/03/72 – Aníbal Figueiredo de Albuquerque – Cel R1 do Exército – SP
    Morto durante assalto à fábrica de bebidas Charel Ltda., da qual era um dos proprietários.

    08/05/72 – Odilo Cruz Rosa – Cabo do Exército – PA
    Morto na região do Araguaia quando uma equipe comandada por um tenente e composta ainda, por dois sargentos e pelo Cabo Rosa foram emboscados por terroristas comandados por Oswaldo Araújo Costa, o “Oswaldão”, na região de Grota Seca, no Vale da Gameleira. Neste tiroteio foi morto o Cabo Rosa e feridos o Tenente e um Sargento.

    02/06/72 – Rosendo – Sargento PM – SP
    Morto ao interceptar 04 terroristas que assaltaram um bar e um carro da Distribuidora de Cigarros Oeste LTDA.

    29/06/72 – João Pereira – Mateiro-região do Araguaia – PA
    “Justiçado exemplarmente” pelo PC do B por ter servido de guia para as forças legais que combatiam os guerrilheiros. A respeito, Ângelo Arroyo declarou em seu relatório: “A morte desse bate-pau causou pânico entre os demais da zona”.

    09/09/72 – Mário Domingos Panzarielo – Detetive Polícia Civil – RJ
    Morto ao tentar prender um terrorista da ALN.

    23/09/72 – Mário Abraim da Silva – Segundo Sargento do Exército – PA
    Pertencia ao 2º Batalhão de Infantaria de Selva, com sede em Belém. Sua Companhia foi deslocada para combater a guerrilha na região do Araguaia. Morto em combate, durante um ataque guerrilheiro no lugarejo de Pavão, base do 2º Batalhão de Selva.

    27/09/72 – Sílvio Nunes Alves – Bancário – RJ
    Assassinado em assalto ao Banco Novo Mundo, na Penha, pelas organizações terroristas PCBR – ALN – VPR – Var Palmares e MR8. Autor do assassinato: José Selton Ribeiro.

    …../09/72 – Osmar… – Posseiro – PA
    “Justiçado” na região do Araguaia pelos guerrilheiros por ter permitido que uma tropa de pára-quedistas acampasse em suas terras.

    01/10/72 – Luiz Honório Correia – Civil – RJ
    Morto por terroristas no assalto à empresa de Ônibus Barão de Mauá.

    06/10/72 – Severino Fernandes da Silva – Civil – PE
    Morto por terroristas durante agitação no meio rural.

    06/10/72 – José Inocêncio Barreto – Civil – PE
    Morto por terroristas durante agitação no meio rural.

    1973:
    21/02/73 – Manoel Henrique de Oliveira – Comerciante – São Paulo
    No dia 14 de junho de 1972, as equipes do DOI de São Paulo, como já faziam há vários dias, estavam seguindo quatro terroristas da ALN que resolveram almoçar no restaurante Varela, no bairro da Mooca. Quando eles saíram do restaurante, receberam voz de prisão. Reagindo, desencadearam tiroteio com os policiais. Ao final, três terroristas estavam mortos, e um conseguiu fugir. Erroneamente, a ALN atribuiu a morte de seus três companheiros à delação de um dos proprietários do restaurante e decidiu justiçá-lo.

    O comando “Aurora Maria do Nascimento Furtado”, constituído por Arnaldo Cardoso Rocha, Francisco Emanuel Penteado, Francisco Seiko Okama e Ronaldo Mouth Queiroz, foi encarregado da missão e assassinou, no dia 21 de fevereiro, o comerciante Manoel Henrique de Oliveira, que foi metralhado sem que pudesse esboçar um gesto de defesa. Seu corpo foi coberto por panfletos da ALN, impressos no Centro de Orientação Estudantil da USP por  interveniência do militante Paulo Frateschi.

    22/02/73 – Pedro Américo Mota Garcia – Civil – Rio de Janeiro
    Por vingança, foi “justiçado” por terroristas por haver impedido um assalto contra uma agência da Caixa Econômica Federal.

    25/02/73 – Octávio Gonçalves Moreira Júnior – Delegado de Polícia – SP
    Com a tentativa de intimidar os integrantes dos órgãos de repressão, um “Tribunal Popular Revolucionário” decidiu “justiçar” um membro do DOI/CODI/II Exército. O escolhido foi o delegado de polícia Octávio Gonçalves Moreira Júnior.

    12/03/73 – Pedro Mineiro – Capataz da Fazenda Capingo
    “Justiçado” por terroristas na Guerrilha do Araguaia.

    24/07/73 – Francisco Valdir de Paula – Soldado do Exército – região do Araguaia – PA
    Instalado numa posse de terra, no município de Xambioá, fazendo parte de uma rede de informações montada na área de guerrilha, foi identificado pelos terroristas e assassinado. Seu corpo nunca foi encontrado.

    1974:
    10/04/74 – Geraldo José Nogueira – Soldado PM – São Paulo
    Morto numa operação de captura de terroristas.

     

    • Lista montada pelos torturadores

      Isso vc retirou de sites de milicos torturadores, por isso não informou a fonte, a resistência teve que matar para não morrer, o errado nessa sua lita foi colocar os crimes comuns, assaltos e qualquer crime ocorrido naquele periodo como tendo sido de autoria de grupos que resistiam contra a ditadura militar. O post não incluiu as centenas de camponeses mortos, um grande número na região do Bico do Papagaio, na guerrilha do araguaia.

  4. O artigo do Jeocaz

    Fala sério rapaz!

    Quem tortura termina em ista

    Nazista, fascista, stalinista!

    A vítima é sempre comunista?

    Como diferenciar

    o comunista do stalinista

    ou do leninista-maoísta

    ou dos prés e pós marxistas?

    A distorção mentirosa do autor

    não dá a mínima para a dor

    dos que foram “antirrevolucionários”

    qe se opuseram aos totalitários

    seja na Rússia, na China, em Cuba

    a quem a esquerda saúda

    ainda hojes os ditadores

    e aplaude a morte dos “traidores”.

     

     

     

     

  5. Aliança Tergiversando

    Aliança,

    Aonde está o seu liberalismo? Melhor suprimi-lo do avatar.

    Falamos aqui de apuração, de todos os fatos do período. Você ajudou com sua lista de vítimas da luta armada. Ela contribui aliás, bastante, para verificarmos a desproporcionalidade de poder das forças em confronto. Curiosamente não há “desaparecidos” na sua lista extraída do blog Direitas Já.

    Por outro lado, o que realmente você quer comprovar com esta miscelânea de postagens? Que a repressão do estado, mesmo ao arrepio da lei de exceção então existente, é justificada?

    Qual é a corrente liberal apoia esta tese? Que eu saiba, o liberalismo apoia a liberdade de pensamento, liberdade religiosa, direitos fundamentais, e o estado de direito,

    Estou errado?

  6. Manter a história acesa e a

    Manter a história acesa e a busca pela justiça.

    Faltou acrescentar o genocídio dos indígenas. Essa falta é inaceitável.

  7. Pinochet é herói e símbolo da direita

    Biógrafo de Che: “Que herói a direita tem para colocar em camisetas? Pinochet?”

    Em 2007, quando o assassinato de Che Guevara completou 40 anos, a revista Veja, cujo modelo de jornalismo já conhecemos (leia aqui sobre minha experiência na semanal da Abril) publicou uma reportagem de capa, ao estilo “guia politicamente incorreto” de seus foquinhas amestrados, para tentar demolir o mito. Dias depois, uma carta pública do biógrafo de Che, o premiado jornalista norte-americano Jon Lee Anderson, desmentia o teor da reportagem praticamente por completo, acusando seu autor de ter sido parcial e desonesto (leia aqui).

    “O que você fez com Che é o equivalente a escrever sobre George W. Bush utilizando apenas o que lhe disseram Hugo Chávez e Mahmoud Ahmadinejad para sustentar seu ponto de vista”, escreveu Anderson, cujo livro é apontado pela própria Veja como “a mais completa biografia de Che”. Espantosamente, este libelo de mau jornalismo vem sendo utilizado nos últimos anos pela direita indigente intelectual brasileira para tentar reduzir Che a um “assassino”, como se o contexto, uma revolução, não justificasse mortes. Tem colunista de jornal aí que só se refere a ele como “porco fedorento”. Este é o nível deles.

    Mas qual o interesse dos cérberos reaças de enlamear Che Guevara? Será que é porque não tem nenhum ídolo do lado de lá para servir de modelo aos jovens a não ser torturadores, generais ditadores e exploradores da miséria do mundo? Leiam abaixo a entrevista que fiz com Jon Lee Anderson para Carta Capital na época e vejam o que ele responde.

    ***

    (O jornalista Jon Lee Anderson. Foto: divulgação)

    Guerra é guerra*

    O jornalista norte-americano Jon Lee Anderson, autor de Che Guevara – Uma Biografia (Editora Objetiva), considerado o mais completo relato sobre a vida do guerrilheiro executado em 1967, rebate incisivamente as acusações de que Che fosse não um herói, mas um assassino frio que se regozijava de matar seus inimigos. Lee Anderson é colaborador da revista The New Yorker desde 1998.Respeitado correspondente internacional, escreveu, além do livro sobre Che, A Queda de Bagdá (Editora Objetiva) e Guerrillas (inédito no Brasil), em que analisa os mujaheddin do Afeganistão, a FMLN (Frente Farabundo Martí de Liberación Nacional), de El Salvador, a Unidade Nacional Karen (KNU) birmanesa, a Frente Polisário do Saara Ocidental e um grupo de jovens palestinos que luta contra Israel na Faixa de Gaza.

    O jornalista criticou a reportagem de capa da revista Veja em que o revolucionário argentino é acusado de ser uma farsa e até de não gostar de tomar banho. “O artigo de Veja é ridículo! Baseado em fontes parciais e comprometidas, sem nenhuma novidade, é um exemplo singular de jornalismo barato, ou seja, algo construído a partir do nada, mas com o objetivo de fazer sensacionalismo. Embora aparente ser jornalismo investigativo, na realidade é puramente tablóide.”

    Leia a seguir a íntegra da entrevista de Jon Lee Anderson, que se encontra atualmente viajando por vários países dando palestras sobre Che Guevara. Ele falou à CartaCapital via e-mail enquanto esperava, no aeroporto de Miami, um vôo para Caracas.

    CartaCapital: É verdade que Che Guevara se acovardou em seus últimos momentos, dizendo: “Não disparem. Valho mais vivo do que morto”?

    Jon Lee Anderson: Não me consta e francamente duvido que tenha dito isso. Tudo parece crer que, ao contrário, demonstrou muita coragem em seus últimos momentos, como havia demonstrado antes. Não se acovardou. Isso é uma invenção para desacreditá-lo.

    CC: Che foi um assassino frio e cruel? Tinha prazer em matar?

    JLA: Che queria mudar o mundo. Não foi cruel. Foi, isto sim, uma pessoa muito rigorosa e teve um período severo (mas totalmente justificado pelas normas da guerra) na guerrilha cubana com traidores, desertores e demais. Executou algumas pessoas e ordenou a execução de outras. Depois do triunfo, presidiu os tribunais para criminosos acusados de delitos pelo antigo regime, tais como tortura, violação e assassinato. Centenas deles foram julgados e justiçados. Posteriormente, houve uma tentativa de um grupo de críticos da revolução cubana de reviver essa época para apresentar o Che como uma espécie de assassino em série, como fez Veja. A verdade é que Che se portou como um soldado encarregado de uma tropa em precárias condições e com a responsabilidade de um oficial. Não fez nem menos nem mais do que qualquer outro militar confrontado com situações de vida ou morte. Não se regozijou de matar, assumiu-o como um mal necessário da guerra, por sua vez necessária para mudar o regime cubano de Fulgencio Batista. Ninguém nunca acusou Che e seus combatentes de haver matado soldados inimigos capturados, nem os feridos que encontraram. Ao contrário: Che os socorreu pessoalmente ou providenciou para que fossem socorridos. Em alguns casos liberou soldados presos, à diferença da tropa de Batista, que assassinou rebeldes capturados e civis simpatizantes também. Descontextualizar as ações de Che na guerra, além de tendencioso, é totalmente absurdo do ponto de vista histórico.

    CC: Alguns soldados criticam a atuação de Che como líder, dizendo que foi fraca, desastrosa. Ele não sabia liderar?

    JLA: Os líderes nem sempre são populares com todos os seus subordinados. Alguns podem ter se ressentido com Che por sua língua afiada e tendência a não perdoar os idiotas nem os frouxos – podia ser muito ácido. Mas outros respeitaram este mesmo rasgo da personalidade do Che e o definiram como um fator de seu crescimento pessoal. Aceitaram a crítica e trataram de melhorar para também receber o beneplácito de Che, a quem respeitaram muito por sua coragem, honestidade e incorruptibilidade. Em resumo, sim, sabia liderar, mas era muito exigente.

    CC: Che matou gente com suas próprias mãos?

    JLA: Que soldado não mata? A guerra é um teatro bélico no qual os homens enfrentam sua própria morte e tentam matar os inimigos para que não os matem.

    CC: A biografia do Che é a história de um fracassado, como defendem alguns?

    JLA: Isso depende da ótica política de cada um, obviamente. Eu acho que o legado do Che é mais inspirador que derrotista. Quer dizer, é certo que ele não triunfou em seus esforços para fomentar a revolução em países como o Congo e a Bolívia. Mas o legado que deixou, de que um homem pode tentar mudar o mundo e que pode deixar um exemplo que estimule outros a segui-lo – inclusive depois de morto –, é mais duradouro. Universalmente, o Che é, fracassado em vida ou não, visto como um herói, um símbolo de rebeldia e princípios diante de um status quo injusto. Isto é o que enlouquece os de direita, o que os incomoda: que o Che siga potente como um símbolo, um mártir, um herói. Que herói eles têm para ostentar à raiz da Guerra Fria, alguém que a garotada queira pôr em camisetas? Pinochet???

    CC: Em sua opinião, quem matou Che, a CIA ou o Exército boliviano?

    JLA: Está comprovado que foram os dois. A CIA esteve presente. O agente Félix Rodríguez admite ter recebido a ordem de executar Che do Alto Comando militar boliviano e de haver pedido a um voluntário para cumprir a ordem. O sargento boliviano Mario Terán levantou a mão e o fez. A responsabilidade é conjunta, compartilhada.

    CC: O senhor é um fã de Che? Acredita que ele seja um herói?

    JLA: Sou seu biógrafo, não um fã. Os fãs são totalmente acríticos, são groupies para quem seus heróis podem fazer qualquer coisa e o aceitam. Eu não sou fã de ninguém porque ninguém é infalível. O Che tem meu respeito, isso é verdade. Havia aspectos nele dos quais eu não gostava, e outros que sim. Se no meu julgamento tinha aptidões de herói? Sim. Viveu de uma forma muito heróica, sobretudo ao final. E morreu com valentia. Isso, como sempre foi para a humanidade através da história, o faz um herói. Assassinar um homem ferido e depois esconder seu cadáver, isso é covardia. Qualifica- se como um crime de guerra.

    *Reportagem originalmente publicada em CartaCapital em 11/10/2007.

    Publicado em 16 de novembro de 2013

    Por Cynara MenezesEm VINTAGE

     

     

    • Interessante e DESAVERGONHADA

      Interessante e DESAVERGONHADA postagem…

      Che representa uma ditadura que como todas tem todas essas torturas que tanto voces ( ditos progressistas ) abominam

      Talvez alguem feito sua pesssoa tenha a cara de pau de postar uma foto do Delegado Fleury  estampada

      E esse alguem sera duramente repreendido ( e corretamente ! ) pois Fleury representou uma ditadura

      Entao tenhamos um minimo de respeito para quem é torturado CUBANOS QUE PASSAM POR ISSO AINDA HOJE e paremos de falar abobriha certo? rs

       

      • CHE

        El CHE nunca foi um ditador. Não podemos falar sem conhecimento do que se fala e em Cuba nunca houve torturas. Prisão dos que tentam golpes sim, más torturas nunca. Imagina se, em Cuba usassem a tortura, como os meios de comunicação pro norteamericanos, espalhados pelo mundo, não teriam feito disso o motivo para justificar uma invasão do Imperio na Ilha.
        Abrobinha fala que, sem ter argumentos, inventa coisas para justificar a brutalidade que houve na América Latina, perpretada por los yanquis e que existe em muitos paíse do mundo, más não em Cuba.

         

         

    • Nacionalistas

      Porque Pinochet?

      Temos prata da casa.

      Temos camisetas para Médici, Costa e Silva, Golberi e, para os menininhos, camisetinhas do Fleury.

  8. Genocídio da juventude no Brasil: herança direta da ditadura

    Genocídio da juventude no Brasil: herança direta da ditadura

    A violência contra a juventude no Brasil é um herança direta da ditadura. Seu princípio se deu de forma pontual, em casos como o da Operação Camanducaia, e foi objeto de uma primeira CPI do Menor Abandonado, que se realizou entre 19/06/1975 e 10/04/1976 (para ler o relatório final dessa primeira CPI, consultar http://imagem.camara.gov.br/Imagem/d/pdf/DCD10JUN1976SUP.pdf#page%3D1). Com o final da ditadura, as práticas que haviam se constituído generalizaram-se.

    Abaixo um dos trechos iniciais (p. 3-4) do relatório final da CPI de extermínio crianças e adolescentes no Brasil, que funcionou entre 29/05/1991 e 20/02/1992 (para ler o relatório final dessa segunda CPI, consultar http://imagem.camara.gov.br/Imagem/d/pdf/DCD19MAI1992SUP_B.pdf#page%3D1)

    “O EXTERMÍNIO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO BRASIL

    A. A prática do extermínio, que não começou certamente com todo o volume atual, existe deste antes de 1975 e teve sua gênese nos “esquadrões da morte” do período autoritário instalado em 1964.

    Essa forma de destruir vidas humanas começou a evoluir sem que o Estado e a sociedade despertassem para a questão, pois na agenda nacional havia lugar para essa discussão e consequentemente para uma atuação que coibisse esses abusos, sinais de degeneração do nosso ordenamento jurídico-social.

    O fim do regime militar levou ao desbaratamento dos “esquadrões da morte”, semcontudo banir sua filosofia de justiça paralela, na sociedade e nas instituições públicas encarregadas de garantir a segurança dos cidadãos.

    Novos mecanismos foram sendo construídos, estimulados pela herança da impunidade, nos alicerces das ideologias falaciosas da desproteção e de insegurança, fazendo emergir grupos de extermínio e “justiceiros”, policiais e para-policiais, cuja especialidade máxima é matar pessoas, movidos por torpes motivos, dinheiro ou sórdido prazer.

    A morte programada e organizada de crianças e adolescentes constitui expressão maior dessa violência nos grandes centros urbanos.

    O continuado crescimento dessas práticas fala de uma violência objetiva, que coloca em questão a própria concepção de cidadania e revela a resistência existente em setores da sociedade brasileira à implantação do Estado de Direito para o conjunto da população.

    Assim o fenômeno do extermínio de crianças e adolescentes no Brasil explicita de modo bastante claro o desrespeito pelo ser humano e por esse direito inalienável que é o direito à vida.

    A essa visível corrosão da qualidade do nosso relacionamento social soma-se o empobrecimento crescente, reforçado pela aguda crise econômica que se prolonga por anos. A maioria esmagadora da população brasileira está expulsa dos benefícios do progresso e é desde muito cedo espoliada dos seus direitos fundamentais.

    Essa violência econômica, que não dá alternativas nem perspectivas de vida melhor a grande parcela da população, levou milhões de crianças e adolescentes a integrar a força de trabalho nas classes pobres e até mesmo em parte da classe média. Dessa forma, desde a década de 70, crianças e adolescentes chegam às ruas para complementar a renda familiar. A economia informal, incrementada pelas políticas recessivas levou-os a terem na rua a possibilidade de sobrevivência, visão que veio unir-se à infantil e efêmera sensação de liberdade propiciada pelo afastamento do lar e da escola. Surgiu então a realidade dos “meninos de rua”· </= p>

    Portanto, se o extermínio de crianças e adolescentes não pode ser explicado de maneira simplista apenas pelo grau de pauperização do nosso povo, existe uma estreita relação entre os dois fenômenos. Compreender isto é de fundamental importância para que se rompa significativamente a situação atual de violação dos direitos da criança e do adolescente. Gerou-se no Brasil um cenário corrompido, uma violência de certa forma institucionalizada, acobertada e multiplicada pela impunidade e a omissão dos poderes públicos. Juntamente com as notícias dos assassinatos de meninos que diariamente aparecem em nossos jornais, vemos estampado um sistema de segurança pública altamente deficiente, distanciado do seu objetivo primordial de garantir e respeitar os direitos dos cidadãos.

    Neste sentido, o envolvimento de agentes do poder público, como policiais civis e militares, nesses crimes não se mostra uma exceção, ao contrário. A frequência com que aparece essa participação denota uma orientação ideológica fundamentada no autoritarismo da sociedade brasileira, muito explorado pelos regimes militares que vivemos até a década passada. O relatório elaborado pela Escola Superior de Guerra ESG-1990-2000 “Década vital por um Brasil moderno e democrático”, depois de “constatar” que as crianças e adolescentes transformar-se-ão em temíveis delinquentes a partir do ano 2000, afirma que diante da impotência da policia e do Judiciário para equacionar o problema, as Forças Armadas serão convocada para encontrarem uma solução”, Ora, a atuação das polícias militares na eliminação de crianças e adolescentes, como teremos oportunidade de constatar nas páginas que se seguirão, pode ter sido estimulada, visto que ainda existe um elo entre as PMs e o Exército através da Inspetoria Geral das Polícias Militares – pelos termos desse relatório, numa prática que, no decorrer do tempo, pode ainda agravar-se.

    O modo de concepção dessa violência no Brasil, seus estados de manifestação, cujo extermínio é sua tradução máxima, são reveladores do quanto é violadora a sociedade brasileira, dos abismos político-institucionais que estamos mergulhados e da profunda crise de cidadania que vivemos.

    1. A EVOLUÇÃO RECENTE

    Segundo as pesquisas do Centro Brasileiro para. a Infância e Adolescência/Centro Latino-Americano de Violência e Saúde – CBIA/CLAVES, o número de vitimas de extermínio varia segundo as fontes, “refletindo a má qualidade da utilização do Sistema de Informação em Saúde no Brasil”.

    Entre 1988/1990 são 4.611 mortes de menores de 17 anos (dados da Polícia Federal – Departamento de Ordem Pública e Social – PF/DOPS). O coeficiente de mortalidade por homicídio de menores de 17 anos no Município de São Paulo foi de 1,15 por 100.000 habitantes, em 1960, e 3,22 em 1985. Também os dados fornecidos pelo Núcleo da Violência da USP revelam que pelo menos dois jovens são assassinados diariamente em São Paulo, no chamado “extermínio institucional”.

    TABELA
    Ano     Min. Saúde  Polícia Civil
    1984         994          não consta
    1985      1.122               172
    1986      1.182               204

    Em 1985, o coeficiente de mortalidade por homicídio em adolescentes entre 15 e 19 anos aponta, em cada 100.000 habitantes:

    São Paulo … 182,6  – Vitória … 54,2 – Porto Alegre … 19,4 – Belo Horizonte … 18,4 – Distrito Federal … 38,7

    Quanto a um perfil de crianças e adolescentes até 14 anos assassinados, no Município de São Paulo, em 1985 (Mello Jorge, 1988):

    – em 93% dos casos o pai era analfabeto ou tinha o 1° grau incompleto; 90% das mães, idem;

     – 47% das crianças estavam fora da escola e 35% em série atrasada;

    – 57% fumo e 38% drogas;

    – 14% viviam sem família e 13% “ficam sem qua1quer pessoa que tomasse conta”.

    Dados do Ministério da Saúde informam que, na faixa entre O e 19 anos, 81% dos óbitos encontram-se entre os 15 e 19 anos:

    – 78% no Rio de Janeiro;

    – 72% em Recife:

    – 88% em São Paulo.

    Os meninos são maioria; em São Paulo, 13 para cada menina.

    Homicídios com arma. de fogo entre meninos mortos:

    – 45% no Brasil;

    – 79% em Pernambuco (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas – IBASE);

    – 83% no Rio de Janeiro (Polícia Civil);

    – 43% no Município de São Paulo.

    A atuação de policiais está em 3° lugar no homicídio de crianças e adolescentes; há denúncias no sentido de policiais destruindo trabalhos de extermínio e recebendo dinheiro de comerciantes para assassinar menores.

    Essa lógica se inscreveu no mecanismo desenvolvido no trato com os indígenas, com os caboclos, com a senzala e, sem solução de continuidade, com a descendência desse caldeamento de sub-cidadãos.

    A não cidadania se impôs. Seu termo poderia ter sido outro que não a ira das armas de fogo dos jagunços, dos pistoleiros de aluguel, dos esquadrões da morte, dos grupos organizados que hoje medram a mando e soldo dos que querem defender trimônio ou seus negócios sem respeitar direitos e deveres dos cidadãos.

    Bastava que a evolução histórica da questão não houvesse sido uma história de omissões: dos Poderes da República, das Políticas Públicas, da .Justiça, dos movimentos de defesa dos direitos humanos, da sociedade civil etc.

    A CPI constata, porém, que, paralelamente ao nível de barbárie, a evolução recente do processo de extermínio de crianças no Brasil criou o seu antídoto: a consciência da sociedade brasileira. Os setores mais conscientes de nossa cidadania se manifestam e agem por mudanças que reforcem o caráter cordial de nossas relações sociais. E que repudiem com eficiência para obter eficácia toda forma de descaso para com a população infanto-juvenil.

    Nesse sentido, notamos inclusive algumas iniciativas no âmbito do poder público estadual. Podemos citar três unidades federadas investigadas pela CPI que nos deparamos, além dos índices alarmantes, com experiências seminais que apontam na direção do enfrentamento articulado e consequente da questão do extermínio de crianças e adolescentes da população de mais baixa renda. Isto ocorreu nos Estados de São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro, onde as No Rio de Janeiro, destaca-se a área de Segurança Pública, sob a responsabilidade do Vice-Governador Nilo Batista e do Cel. Carlos Magno Nazareth Cerqueira, respectivamente secretários de Polícia Civil e Justiça da Polícia Militar. Iniciativas como a criação da Delegacia de Defesa da Vida, das campanhas de denúncias dos quadros das Polícias Civil e Militar, envolvendo neste processo a Universidade Federal do Rio de Janeiro, apontam realmente um novo caminho, uma vontade de Governo.

    Em São Paulo, o novo está surgindo pela via dos programas de atenção direta criados e mantidos pela Secretaria do Menor, dirigida com grande dedicação e competência pela Secretária Alda MarcoantônioDe fato, o SOS Criança e a REDE CRIANÇA constituem hoje o que o País dispõe de melhor, em termos de plantão de recebimento de denúncias e de programas de retaguarda para o atendimento a adolescentes vitimizados. O grau de eficácia, o pioneirismo e reconhecimento internacional desses programas, levou inclusive a adoção a nível nacional do SOS Criança e inspirou que outros estados adotassem a experiência promissora do educador de rua.

    Em Pernambuco, o mais relevante aspecto no enfrentamento da violência e do extermínio contra crianças e adolescentes foi o nível de articulação alcançado entre o estado e a Sociedade, através do Fórum Estadual dos Direitos da Criança edo Adolescente. Essa instância de reflexão, debate e ação conjunta possibilitou ao atual Secretário de Segurança Pública Dr. Tito Aureliano, o estabelecimento de uma linha de trabalho Vê-se, portanto, que em cada uma dessas três experiências um aspecto fundamental foi enfatizado. A estruturação de um sólido elenco de programas de Proteção Especial é a marca da experiência paulista. O Rio de Janeiro nos mostra o quanto pode a área de Segurança Pública, quando aberta à dimensão participativa e comprometida efetivamente com e valorização dos direitos humanos. De Pernambuco nos vem a lição de que tanto as forças do Estado como da sociedade civil podem ter sua ação sobre o problema potencializada por um diálogo e um entendimento maduros entre governamentais e não-governamentais.”

  9. Lei Crimes de Tortura
     

    LEI Nº 9.455, DE 7 DE ABRIL DE 1997.

     

    Define os crimes de tortura e dá outras providências.

            O  PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

            Art. 1º Constitui crime de tortura:

            I – constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental:

            a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa;

            b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa;

            c) em razão de discriminação racial ou religiosa;

            II – submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo.

            Pena – reclusão, de dois a oito anos.

            § 1º Na mesma pena incorre quem submete pessoa presa ou sujeita a medida de segurança a sofrimento físico ou mental, por intermédio da prática de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal.

            § 2º Aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las, incorre na pena de detenção de um a quatro anos.

            § 3º Se resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, a pena é de reclusão de quatro a dez anos; se resulta morte, a reclusão é de oito a dezesseis anos.

            § 4º Aumenta-se a pena de um sexto até um terço:

            I – se o crime é cometido por agente público;

           II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos; (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003)

            III – se o crime é cometido mediante seqüestro.

            § 5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego público e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena aplicada.

            § 6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia.

            § 7º O condenado por crime previsto nesta Lei, salvo a hipótese do § 2º, iniciará o cumprimento da pena em regime fechado.

            Art. 2º O disposto nesta Lei aplica-se ainda quando o crime não tenha sido cometido em território nacional, sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob jurisdição brasileira.

            Art. 3º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

            Art. 4º Revoga-se o art. 233 da Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente.

            Brasília, 7 de abril de 1997; 176º da Independência e 109º da República.

    FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
    Nelson A. Jobim

     

  10. tortura nunca mais

    Importante matéria! Neessária para conhecimento, para fins de enfrentamento às teses que clamam pelo maldito regime de volta. alguns, desinformados; outros, por imbecilidade; ourtos por convicção mesmo: esses são os brucutus da pedra lascada… Fora.

    Ditadura nunca mais!!! nem da farda; nem da bala;nem do mercado; nem do capital, enfim.

    Avançar na democracia e na liberdade sim!!!

    • tortura nunca mais

      É isso aí Dorisval de Lima, tortura nunca mais. Felizmente, a custa de muito sofrimento, a ditadura Brasileira, acabou em 1985. Vamos agora pleitear pelo termino da Ditadura Cubana. Lá ira completar 55 anos. Amigos, no Brasil a ditadura torturou muitos, segundo dados do proprio PT, foram 424 entre mortos e desaparecidos. Em Cuba, até o ano de 2004, foram mais que 115 mil. Isto é um absurdo, visto que a população cubana, na época (deste relatório, 2004) era de pouco mais que 11 milhões de cubanos. No Brasil, fazendo o mesmo paralelo, a população era 174 milhões. Diante de todos os relatos que estão descritos no artigo de Luiz Nassif, podemos entender o quão é sofrivel, qualquer que seja a ditadura, sendo assim, vamos nos compadecer, com o que nossos irmãos Cubanos, ainda vivem até hoje! Abaixo a ditadura, onde quer que esteja em curso!!!

  11. Fala besteira quem quer, já que não sabe “ficar calado”

    Tem brucutu que fala por convicção, os ibecis, defensores do maldito regime. Agora, tem brucutuzinho, que falar asneira por pura ignorância. Nunca leu um livro de história sequer. Ah coitado!!!

  12. ditadura

    Bom seria se ao menos um terço, de cada Brasileiro pudesse ter acesso, ou ao menos pesquisasse, a respeito dos fatos ocorridos nessa fase obscura que o Brasil passou. só assim saberiam valorizar a forma de Governo que atualmente existe no País.No entanto, eu como um Cidadão Brasileirom repudio de forma severa, os atos praticados por esses que se diziam Brasileiros,idealizadores de bons princípios, e que na verdade nunca foram Brasileiros, mais sim imitadores dos Marginais que sucumbbiram a honra e a dignidade dos Verdadeiros Brasileiros. aqui vai minhas condolências, a todos os familiares dos verdadeiros Brasileiros, que lutaram e deram suas vidas, por um Brasil livre de tamanha crueldade.

  13. Agene da ditadura entre os mortos da ditadura

    E impressionante um jornalista relacionar entre as vitimas

    da ditadura um agente infiltrado, como e o caso de 

    Alberi Vieira dos Santos

    • Resposta à agente da ditadura!

      Caro Aluizio Palmar

       

      Quem divulgou esta lista com os nomes relacionados acima foi o Grupo Tortura Nunca Mais! Em nenhum momento foi uma liberdade minha, que escrevi o artigo, ou do Luis Nassiff, que o reproduziu!

       

      Jeocaz Lee-Meddi

  14. TINHA QUE MATAR OS CULPADOS

    Tem desaparecidos até hoje, E cadê os culpados? Generais, Tenentes, Coroneis e Majors , todos aonde estão? E os que mataram ? Estão todos aposentados , ganhando seus salários? Mortes pra esses vermes, anti-humano, Por mim mesmo velho, tortura do mesmo jeito que se mandou torturar, um dia da caça, outro do caçador. MORTE JA…

    • Resposta ao Sr. Kitto.

      Pois é, Sr. Kitto, esteja tranquilo. O Sr. é bastante mau!   Pode ser que Sr. venha a ter chance de repetir sua opinião algum dia. Numa sala de interrogatório.

    • Regime militar

      O Sr. acredita que os militares queriam o poder?   Se queriam, porque havia uma porposta de redemocratização?   Porque os militares fizeram a abertura com  o General Figueiredo?   O Sr. não acredita que poderiamos ter um regime comunista no Brasil ao invez de um regime militar temporario?   Como seria o Brasil comunista hoje?   O Sr. não acha que  ja estamos caminhando para o regime comunista bolivariano  com tantos amigos iguais?    O Sr. esta de acordo com o que acontece na Venezuela?   O Sr. é contra os Estados Unidos e acha que não ha liberdade lá?    O que o Sr. quer Sr. Nassif?   Me parece que a  tua verdade tem um só lado.    Onde esta a relação de mortos e desaparecidos militares que defendiam a Patria?   Sr. Nassif  a tua verdade só tem um lado e é igual a da Presidente Dilma.    Não houve anistia ampla e geral?  para que desenterrar o que ja foi anistiado.    O Sr. sabe quantas pessoas a presidente matou?  Quantos bancos assaltou?  quantos sequestros participou?   Conta ai para o vosso publico.   

  15. Comissão da Verdade ou da Mentira

    Caro Nassif, a verdade é que nem um dos lados quer ver o tamanho do estrago. Com certeza, o número de mortos no governo militar é bem maior do que conhecemos, tanto de agentes do Estado, quanto de civis.

    Na época as pessoas “sumiam”  e poucas eram as famĺias com coragem de procurá-las. Sem contar aquelas que não sabiam que seus filhos ou parentes eram integrantes de grupos guerrilheiros. E ainda, aqueles que eram confundidos com “terroristas” e acabavam nos porões do Dops.

    A comissão da verdade parece mais uma jogada de marketing do governo do PT, que na verdade não investiga nada além do que a grande mídia nos informa.

    Ninguém fala dos camponeses que desapareceram bem no começo do governo militar, nem dos camponeses e guerrilheiros do Araguaia. Infelizmente, não existem estudos sérios e imparciais sobre estes assuntos.

  16. Será mais uma vitória da

    Será mais uma vitória da impunidade se o Brasil não punir os torturadores. Os desaparecidos certamente nunca mais serão vistos pq os torturadores brasileiros, treinados por norte-americanos, especializaram-se em fazer desaparecer a prova (=corpo) dos crimes cometidos. Porém, com tantas evidências, é óbvio que as investigações deveriam ir adiante. Isto jamais seria tolerado no país da “liberdade”, aquele mesmo que nos ensinou a esconder a prova do crime. Eles só admitem tortura fora de seu território, vide Guantánamo.

    Qto aos “crimes” praticados pelos que assaltaram bancos para conseguir fundos e lutar contra a ditadura, saibam que seus autores já foram julgados sumariamente por Tribunais de Exceção e condenados à tortura e à morte. Saibam tb que ninguém pode ser punido duas vezes pelo mesmo crime, princípio internacional de Direitos Humanos implicitamente acolhido pela nossa Constituição. Portanto, deixem os sobreviventes em paz. Agora é a vez dos torturadores que ainda não foram punidos.

    Parabéns pelo post e pelos dados. 

    • E saibam também

      E saibam também os comunistas de hoje,  que vêm a público com suas histórias distorcidas para enganar o povo, que as armas estão com as Forças Armadas. Que nunca houve no Brasil clima para acolhimento do regime comunista. Que a conjuntura mundial, hoje mais do que nunca, permanece favorável à manutenção da lei e da ordem como divisas garantidoras da paz. A Constituição, a continuar sendo vilipendiada pela corja de ladrões comunistas do Partido dos Trabalhadores, perderá sua força e não passará de simples folha de papel.  E, por último, saibam que o ventre que gerou os defensores da pátria – aqueles que lutaram a ferro e fogo  contra o comunismo – ainda é fecundo; e sempre teremos um quatro estrelas de plantão, a quem daremos apoio para mostrar a vocês quem é o verdadeiro sidereus nuncius.

      • Como disse a psiquiatra Ana

        Como disse a psiquiatra Ana Beatriz num dos seus livros, O PSICOPATA MORA AO LADO. E aqui nos aparece um desses psicopatas a defender torturadores e a ditadura militar que infelicitou o Brasil para, na verdade, defender interesses externos.

        Continuam os psicopatas amantes da ditadura a lançar mãos dos mesmos argumentos surrados, invocando ameaças comunistas inexistentes. A ignorância histórica desses psicopatas é tamanha que eles não conseguem perceber isso.

        Só na cabeça de um desinformado pode passar a ideia de que o golpe de 64 for dado para defender a democracia e a liberdade. O golpe foi tramado em Washington para impedir o desenvolvimento do Brasil e para que as empresas estrangeiras daqui continuassem a levar lucros extraordinários.

        Só um desinformado pode achar que o período da ditadura esteve isento de escândalos. A quantidade de escândalos ocorridos e protegidos pelo manto da ditadura bota no bolso qualquer possibilidade de desvios dos governos do PT, partido ao qual, aliás, não pertenço.

        O governo FHC foi a continuação da ditadura militar e foi palo também de um festival de corrupção.

        Que os amantes e saudosistas da ditadura deixem de lenga-lenga porque a corja de ladrões está agindo há muito tempo.

         

         

         

         

    • O QUE LEVOU AO REGIME MILITAR NO BRASIL

      Não entendo. Por quê quando pesquisamos nos sitios de pessoas que viveram durante o regime militar não encontramos a história do que acontecia? Os fatos? Por quê esconder o que acontecia?! É uma dificuldade enorme de entender os combates que aconteciam porque ninguém conta o quê estava ocorrendo!

      Este sítio fala de tortura, no caso somente a usada pelo governo, ou militares. Mas e o contexto destes acontecimentos, como descrever isso para alunos, jovens que estão querendo entender o que aconteceu nesse período da história do Brasil?!

  17. Regime Militar no Brasil do Período 54 à 1985.

    Boa Tarde!

    Muito se fala em tortura e assassinatos no Brasil neste período. Por acaso existe algum estudo que diga quais e quantos foram os Brasileiros torturados e assassinados pelos Militares e pelos da oposição, na época chamados de subversivos?

    Obrigado

     

  18. Hoje tenho 52 anos. Meu pai e

    Hoje tenho 52 anos. Meu pai e minha mãe vieram da região de Paraisópolis. minha história é longa, mas bvo resumir e se houver interesse terei como comprovar os fatos. Hoje sou uma advogada, mãe de 03 filhos todos maiores e formados. Mas não foi sempre assim. Meu pai era o que consideravam na época, um agitador. foi preso inúmeras vezes e não há quem não se recorde dele na cidade de |Paraisópolis, os que ali viveram em sua época. Ele amava Jango. e sonhava com um pedaço de chão para plantar e deixar de trabalhar com sua enxada nas terras alheias. Teinha o dom de amansar cavalos bravos e não havia touros que não cediam ao seu encanto. Meu pai desapareceu na cidade de Pindamonahngaba, após inúmeras prisões e sua maioria por gritar abaixo a Ditadura. Mas a maior e mais perseguida foi porque um dia encontrou em uma praça no centro de |Paraisópolis o Kepe de um militar considerado de alta patente, e ele irreverente como era, prendeu a sua mula no mastro da bandeira Nacional na praça e colocou preso na cabeça da mula o Kepe do tal militar. A mula amanheceu pastando e com isso nunca mais houve perdão ao meu pai. Histórias de meu pai que tive a oportunidade de conhecer apenas com 50 anos de idade, porque com as perseguiçoes e seu jeito considerado nocivo, um dia em Pindamonhangaba quando eu não tinha mais que 6 anos meu pai foi preso e desapareceu. Eu perdi minha mãe aos sete anos e vive de esmolas perambulando pelas ruas de |Pindamonhangaba até os 8 anos e meio, quando as irmãs de São Vicente de Paulo um casa de crianças da cidade, me acolheram, por sorte do destino. Cresci neste orfanato até os 21 anos e minha história até hoje é loga demais para descrever a voces. Meu sonho, continua vivo. Ainda tenho esperanças de saber o destino do meu pai. Já percorri resgistro de delegacias da época e nada. Sei que foi preso em pindamonhangaba, mas o presidio que ficava próximo ao mercado municipal da cidade foi demolido. Estive no orfanato muito tempo. Enquanto estava lá tudo se modificou na cidade. Meu pai me ensinou muito. Me dizia que nossos sonhos são nossas asas e que nada pode cortá-las porque elas são invisiveis aos olhos do malfeitor. Dele tenho muito orgulho. Quem sabe se alguem tiver noticias podem me dar uma. Seu nome era Joaquim Francisco dos Santos, também eu ouvia chamarem ele de Joaquim Raimundo, Joaquim Teodoro, e muitas vezes de Joaquinzão. Ele era moreno claro, forte,  alto,com traços mais para a descendecia árabe, e na exada e na talento para amansar animais, ninguem o vencia. Tenho motivos de sobra para ter pesadelos até hoje com a “baratinha”, a qual quase sempre rodeava nossa casa de sapé, e o caburão preto e branco que o prendia. Ele era apenas um baderneiro para os vizinhos, mas não admitia que insultassem o nome do Jango, e pagou caro a sua paixão.  Ditadura é a mancha que macula a minha infância e tento vivido nas ruas e comido o que achava pelos lixos e pelos portões quando doavam, sei que muita coisa não mudou para o povo que não tem nenhum dos preceitos da dignidade humana. Só quem senti o sol, a chuva, o frio e o vento na pele, sabe um mínimo da realidade que descrevo.

    • Profundamente triste a

      Profundamente triste a história de seu pai e de centanas de brasileiros. Sou formada em História, meu pré-projeto de Mestrado falará exatamente sobre tortura na Ditadura Militar Brasileira, minha esperança é que as pessoas mal informadas percebam que a tortura existiu e meu sonho é que ela nunca mais apareça. Vou tentar o mestrado pela primeira vez esse ano. Vamos ver o que vou descobrir.

      Att,

      Ana Elisa.

  19. Matemática da Ditadura

    Passei pela ditadura como adolescente (15 anos), professor e funcionário de estatal de Telecomunicações. Não sofri diretamente nenhuma tortura, mas sofri a restrição da expressão de pensamento, especialmente quando era professor.

    Na estatal, para termos a nossa chapa para concorrer ao sindicato, tivemos que nos reunir, escondidos, para negociar quem seria indicado e quais as estratégias. Abertamente, seríamos perseguidos e impedidos de lançar candidato.

    Mas, a pergunta que quero deixar, referindo-se ao título:

    -“Se foram APENAS uns 5.000 perseguidos, pesos e torturados, incluindo uns 1.800 mortos pela ditadura, o quê, em sã consciência, justificou colocar o Brasil e toda a população de cerca de 1000 milhões de pessoas, debaixo do estado de exceção por 21 anos?”

    Por aí se vê que as FFAA não sabem governar! Bastaria uma policiazinha comum para dar conta desse grupelho que não chegava a 20 pessoas por cada mês da ditadura! O pior é que os verdadeiros bandidos estavam e continuam ao lado dos que detêm o poder das armas! 

     

     

  20. Por que ninguém fala sobre o
    Por que ninguém fala sobre o genocídio comunista que foi maior do que o nazismo?

    • Por que ninguém fala sobre o

      Por que ninguém fala sobre o capitalismo que mata inocentes todos os dias? O comunismo não é, não foi e nunca será perfeito, mas é hipocrisia fingir que se preocupa de verdade com os mortos dos regimes comunistas sendo que o capitalismo mata tanto quanto os mesmos. Não defendo nenhuma ideologia comunista, só para deixar bem claro.

    • O termo “genocídio” só foi
      O termo “genocídio” só foi criado após o término da 2ª guerra mundial, usado pra exprimir extermínio em massa de um povo.Levando isso em consideração e os números somados de quantas (aproximadamente) pessoas foram mortas naquela época, Hitler tirou a vida de mais de duzentos milhões, estando entre esses, tanto os hebreus, odiados pela ideologia de raças, quanto negros, homossexuais, militares de outras nações.Visto isso, falar em “genocídio comunista” é uma forma incoerente e equívoca de tentar mostrar que houve perseguição e extermínio em massa de pessoas com viés socialistas e comunistas, considerando ainda que a Guerra Fria foi um conflito antagônico ideológico onde não ouve confronto direto entre as potências, em outras palavras, não houveram conflitos bélicos.O capitalismo pode não ser a melhor forma de organização social,a qual nós criamos por convenção, no desenrolar dos séculos, mas levando o comunismo em consideração , entre todas as ideologias ela é a mais ineficaz, sabendo que o homem por natureza é ganancioso e cruel, levando as pessoas, em sua forma de status adquirido, a literalmente pisarem uns sobre os outros. Já o capitalismo, mesmo não podendo conter as desigualdades (as quais são muito mais piores no sistema comunista) sociais pode reduzi-las, fazendo com que o status social passe a ser agora atribuído (pelo mérito) e não mais adquirido (como no antigo sistema feudal). Portanto, uma prova vívida de que o comunismo é o pior para a população, funcionando como um sistema de poucos sobre um enorme contingente, são a China, Cuba, Venezuela e Coréia do Norte, nações onde infelizmente a população vive a mercê das atitudes de um governo altamente totalitário!

  21. questionamento

    As baixas no Brasil foram muito menores do que nos Anos de Chumbo da Argentina.  Voce não falam nos que foram mortos pelos ativistas de esquerda. Nem dos 50 milhões de russos assassinados por Stalin ou os mais de 60 milhões mortos por Mao Tsé Tung. E nem quero entrar no mérito sobre El paredon, de Fidel Castro. Portanto, vamos combinar que a demagogia reina.

    • A tortura e os mortos na ditadura militar

      Leio o seu comentário e fico espantado. Por aqui também se argumenta desta maneira. Quer dizer que por ter havido mortos do outro lado, tudo é permitido deste lado, a(s) ditadura(s), a tortura, os mortos, os desaparecidos?

  22. A Ditadura Anda Mais Viva do Que Nunca

    Abaixo a ditadura! Sim! Não temo em dizer que a verdadeira ditadura existe agora mais do que nunca! A ditadura da corrupção, do abandono ao cidadão de bem, a ditadura das drogas, da impunidade, das leis fajutas, que não servem de nada, que atingem apenas o pobre, a ditadura dos impostos cada vez maiores, a ditadura do caos social, da libertinagem e do descaso governamental, do crescimento insustentável, a ditadura do consumismo, da ostentação, da ganância, a ditadura que está levando um país ao fundo do poço, que está acabando com o mundo, a ditadura do tráfico, que matou nove pessoas por minuto em 2015 e num país auto-intitulado pacífico, a ditadura das rodovias e ruas deixadas às traças, que mataram 37.306 também apenas em 2015. Vivemos uma ditadura, mas muitos se recusam a enxergar isso.

  23. ditadura

    eu queria descobri porque meu pai e minha mãe foram mortos na decada de 60 e eu não tenho respota de nada ate hoje hoje estou com 52 anos na epoca minha vó saiu de pernambuco eu tinha uns 03 anos tivemos que sai fugido para são paulo 

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