Por Leonidas de Souza
Essa é uma boa hora para se questionar essas tais “auditorias independentes”.
Duas empresas de renome mundial estiveram envolvidas na questão do Banco Panamericano.
A Deloitte, responsável pelas auditorias, que tem a sua sede no Reino Unido.
A KPMG, que prestou assessoria a Caixapar, com sede na Holanda.
Interessante o comunicado dessa empresa “Foi contratada para executar certos procedimentos pré-acordados de diligência em dados disponibilizados pelo banco, em “data room” com data base de março de 2009.”
O Rolando Lero ficaria com inveja.
Depois, temos que ouvir, como ouvi na televisão, alguém indagar “Mas como a Caixa não percebeu os problemas no Banco?”.
Gostaria de saber quanto a Caixa pagou por essa assessoria “altamente especializada”. Será que dá para pedir o dinheiro de volta?
Não é a primeira vez que leio sobre rombos em empresas que passaram incólumes por auditorias de empresas multinacionais “super especializadas”.
Tem algo de podre no Reino da Dinamarca.
Comentário
Na verdade, a auditoria incumbida de analisar a integridade dos dados foi a Deloitte. As duas outras – KPMG e BDO – foram contratadas para analisar os dados já auditados.
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