A campanha para a reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) frequentemente tem afirmado que o programa Auxílio Brasil será mantido, assim como os R$ 600 pagos atualmente – vale lembrar que, inicialmente, o valor só será pago até 31 de dezembro de 2022.
Contudo, o que se sabe é que o governo federal queria que o valor pago fosse menor desde o início, e que o valor estipulado para o próximo ano é de R$ 405, conforme o Orçamento 2023 enviado para o Congresso Nacional.
Além disso, nem mesmo os R$ 600 pagos tem sido suficientes para ajudar famílias a saírem da extrema pobreza, uma vez que o poder de compra foi deteriorado com o decorrer do tempo.
O Jornal GGN listou algumas das mentiras faladas por Bolsonaro ao longo da campanha eleitoral sobre o tema – e o que é realmente verdade.
O que Bolsonaro diz: “(O Auxílio Brasil) será vitalício e o dinheiro virá da aprovação de uma proposta que está no Senado, a reforma tributária.”
Os fatos: O valor de R$ 600,00 só dura até dezembro de 2022 e Bolsonaro não reservou orçamento para 2023 que cubra esse valor.
O Auxílio Brasil já é considerado um benefício permanente, instituído pela Lei nº 14.284, de dezembro de 2021, como destaca nota oficial do Ministério da Cidadania. Porém, o valor projetado para o pagamento em 2023 será de R$ 405,00, conforme Orçamento encaminhado ao Congresso Nacional para aprovação.
Sobre o pagamento de R$ 600,00 em 2023, o governo Bolsonaro não tem dinheiro em caixa: em entrevista, o secretário especial de Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Esteves Colnago, afirmou que as fontes de recursos para o pagamento dos R$ 600,00 só serão buscadas após as eleições, segundo a Agência Câmara de Notícias.
O que Bolsonaro diz: “Negociamos o parcelamento dos precatórios para criar os 400,00 reais. Toda a bancada do PT votou contra na Câmara dos Deputados. (…) O PT foi contra a criação do Auxílio Brasil”.
Os fatos: O PT não votou contra o Auxílio Brasil, mas contra a PEC dos Precatórios. Bolsonaro foi proibido pelo TSE de dizer que o PT é contra o benefício.
Ao contrário do que foi dito pelo presidente, a bancada do PT não foi contrária à criação do Auxílio Brasil, mas votou contra a PEC dos Precatórios – proposta defendida pelos governistas para tornar o pagamento do auxílio viável e o refinanciamento de dívidas dos prefeitos, como destaca a Agência Câmara de Notícias.
Além disso, o Auxílio Brasil foi criado via medida provisória no mês de agosto de 2021, e não passou por votação, como lembra reportagem do site O Estado de S.Paulo.
Por conta das declarações de Bolsonaro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu o presidente de afirmar em sua campanha que o PT votou contra o Auxílio Brasil.
O que Bolsonaro diz: “O Bolsa-Família pagava muito pouco. Algumas famílias recebiam R$ 42,00 por mês. Eu multipliquei por 3 o valor do Bolsa Família. Se depender do PT, você estaria ganhando de R$ 60,00 a R$ 190,00.”
Os fatos: Governo Bolsonaro congelou o valor do Bolsa Família ao longo de todo o mandato, reduzindo o poder de compra, e só aumentou às vésperas da eleição.
A ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, tem rebatido as declarações de Bolsonaro. Usando as redes sociais, ela divulgou cálculos atualizados do valor pago pelo Bolsa Família e pelo Auxílio Brasil. O índice de referência foi o IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo.
“A verdade é que Bolsonaro deixou o Bolsa congelado e desmontou o programa, porque não tem compromisso com o enfrentamento estrutural da pobreza e da fome. Veja: ele triplicou, na BOCA DA URNA, o valor que ele mesmo achatou durante todo seu governo. Quer comparar?”

No gráfico acima, é possível ver que o Bolsa Família foi achatado ao longo dos governos Temer e Bolsonaro. Em 2022, Bolsonaro dobrou o valor (em azul) por interesses eleitorais. “Mas, continuou atrás nas pesquisas”. Depois, triplicou o valor há dois meses da eleição. O triplo é só boca de urna!”, diz Campello.
“Por que [Bolsonaro] não aumentou o Bolsa Família em 2019 ou 2020? Seria simples, [faz] por decreto. Pior: de forma cruel, em janeiro de 2021, auge da pandemia, [Bolsonaro] cortou o Auxílio Emergencial de 60 milhões de famílias. Uma canetada! Quem ficou no Bolsa Família recebeu os valores congelados”, lembrou a ex-ministra.
Campello ainda analisou o poder de compra do Bolsa Família ao longo dos anos, como é possível verificar no gráfico abaixo, que mostra que se pagava mais no governo do PT do que nos três primeiros anos de Bolsonaro.

“O valor do Bolsa comprava quase 4 botijões em 2015. Com Bolsonaro, comprava pouco mais de 2 botijões no auge da pandemia, em janeiro de 2021, quando ele interrompeu cruelmente o Auxílio Emergencial”, destaca a ex-ministra.
Oiaojotadinovocumnóisaquinoggn
28 de outubro de 2022 2:38 pmMENTIRA SUA, NÃO VI NADA DISSO NO MEU ZAP OU NO MEU CÍRCULO DIGITAL(BOLHA)SOCIAL,MITO,MITO, MITO,LULA LADRÃO !!!