4 de junho de 2026

Bolsa perde força e termina o dia em queda de 0,74%

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Jornal GGN – O mercado brasileiro voltou a perder força, e o índice oficial das operações brasileiras fechou no vermelho pelo segundo pregão consecutivo. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou o dia em queda de 0,74%, aos 56.372 pontos e com um volume negociado de R$ 6,610 bilhões. Com isso, o índice passa a acumular perda de 1,36% na semana, e ganhos de 0,25% no mês, 12,73% no ano e 4,57% em 12 meses.

“O Ibovespa, em dia de agenda internacional carregada, mostrou momentos iniciais oscilantes, mas, após meia hora de negócios seguiu decaindo e tornou-se definitivamente negativo. Vale ressaltar que a baixa se consolidou já por volta da primeira hora depois da abertura, oscilando a partir daí ao redor de sua pontuação de fechamento, com curtas variações”, dizem os analistas do BB Investimentos, em relatório. “Em suma, o índice fechou abaixo dos 56.600 pts, podendo vir buscar os 55 mil pontos, e os recentes comportamentos indicam, aparentemente, que havia ficado “esticado”, induzindo a correções dos excessos anteriores”.

As ações da Vale e do setor de bancos pesaram sobre o índice. As ações ordinárias da mineradora (VALE3), que dá direito a voto, caiu 3,27%, a R$ 21,60; a preferencial (VALE5), que dá prioridade na distribuição de dividendos, perdeu 2,65%, a R$ 18,03.

Nos Estados Unidos, os dados vieram pouco aquém das expectativas e na Europa, a maior parte dos dados também ficaram inferiores aos esperados. Já na China, os números foram mistos, mas, sem melhorar a perspectiva de desaceleração econômica: de acordo com os dados divulgados, a produção industrial da China cresceu 5,9% em abril ante igual mês do ano passado, o que representa uma leve melhora ante o avanço de 5,6% de março, mas abaixo da expectativa dos economistas, de 6%. Já as vendas no varejo chinês subiram 10% em abril ante igual mês de 2014 – resultado que também ficou abaixo da estimativa de mercado, que projetava 10,6% de crescimento.

No câmbio, a cotação do dólar comercial fechou em alta de 0,63%, a R$ 3,039 na venda, depois de ter caído na véspera. A cotação da moeda chegou a ficar abaixo de R$ 3, após a divulgação de dados fracos sobre a economia dos Estados Unidos. Contudo, a expectativa de que o Banco Central brasileiro possa reduzir ainda mais a intervenção no câmbio fez com que a moeda passasse a subir.

Além disso, a autoridade monetária vendeu nesta sessão a oferta total de até 8,1 mil contratos de swap cambial tradicional (equivalentes à venda futura de dólares) no leilão de rolagem. Até agora, o BC já rolou o equivalente a US$ 3,150 bilhões, ou cerca de 33% do lote total, que corresponde a US$ 9,656 bilhões.

Para quinta-feira, os analistas aguardam a publicação dos dados de vendas no varejo no Brasil; índice de preços ao produtor e novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos; e o índice de preços ao produtor no Japão.

 

 

(Com Reuters e Valor Econômico)

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. CarlosAM

    13 de maio de 2015 10:21 pm

    Quem derruba a bolsa

    Que coisa heim!

    As ações da Petrobrás PETROLÃO continuam subindo e a eficiente Valle (antes da privataria era Vale) continua caindo e puxando a bolsa pra baixo.

    A Valle no acumulado do ano está pior do que a Petrobrás.

     

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