O Brasil caminha para registrar uma nova safra recorde de grãos em 2026, sustentada principalmente pelo avanço da produção de soja, milho e sorgo. Dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontam crescimento da produção agrícola nacional mesmo diante de oscilações climáticas em parte do território brasileiro.
Segundo o IBGE, a estimativa de abril para a produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas chegou a 348,7 milhões de toneladas, alta de 0,7% em relação à safra de 2025. O volume também representa crescimento de 0,1% frente à projeção divulgada em março.
Já a Conab trabalha com uma estimativa ainda mais elevada. O 8º Levantamento da Safra de Grãos projeta produção de até 358 milhões de toneladas na temporada 2025/2026, o que configuraria o maior volume já registrado no país. O avanço previsto é de 1,6% em comparação ao ciclo anterior, equivalente a 5,7 milhões de toneladas adicionais.
A soja segue como principal motor da expansão agrícola brasileira. O IBGE estima produção de 174,1 milhões de toneladas em 2026, novo recorde da série histórica do instituto e crescimento de 4,8% frente ao ano anterior.
A Conab projeta números ainda mais robustos: 180,1 milhões de toneladas de soja, com aumento de 5% em relação à safra passada. Segundo o órgão, a oleaginosa deve registrar o sétimo crescimento nas últimas dez temporadas agrícolas.
O milho também aparece entre os destaques da safra. O IBGE estima produção total de 138,2 milhões de toneladas, somando primeira e segunda safras. Apesar de leve retração frente ao volume produzido em 2025, estados do Sul e do Sudeste apresentam recuperação importante da produção.
Entre as regiões, o Centro-Oeste permanece como principal polo agrícola do país, concentrando metade da produção nacional de grãos, com estimativa de 174,5 milhões de toneladas, segundo o IBGE.
Além da soja e do milho, o levantamento aponta crescimento relevante na produção de café, que pode atingir 66,1 milhões de sacas em 2026 — recorde da série histórica do IBGE desde a mudança metodológica realizada em 2002.
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