10 de junho de 2026

Estudo mostra matriz brasileira quatro vezes mais limpa que a mundial

Relatório confirma liderança brasileira em energia limpa, puxada por solar, eólica e biocombustíveis
Foto de Fré Sonneveld na Unsplash

O Brasil possui uma das matrizes energéticas mais limpas do planeta: em 2024, a participação de fontes renováveis alcançou 50% da Oferta Interna de Energia (OIE) — proporção quase quatro vezes superior à média global, que gira em torno de 14%.

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O dado é da Resenha Energética Brasileira 2025 (REB 2025), divulgada pelo Ministério de Minas e Energia e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), e coloca o país muito acima de economias desenvolvidas como as da OCDE, cuja participação de renováveis permanece bem abaixo da brasileira.

Os resultados também refletem a combinação entre matriz diversificada, avanço de tecnologias limpas e trajetória histórica de uso de biocombustíveis e biomassa.

Solar e eólica puxam expansão

De acordo com os dados do REB 2025, as fontes de energia solar fotovoltaica e eólica têm papel central na ampliação da participação renovável nos últimos anos. As duas tecnologias consolidaram-se como pilares da geração elétrica de baixo carbono, reduzindo custos e ganhando escala em todas as regiões do país.

O relatório destaca que o Brasil mantém um ritmo acelerado de crescimento dessas fontes, impulsionado pelo mercado regulado, geração distribuída e investidores privados.

Biocombustíveis seguem como diferencial competitivo

O estudo também destaca o peso dos biocombustíveis, área em que o Brasil é referência global há décadas. A produção de etanol e biodiesel, aliada ao uso massivo de biomassa da cana-de-açúcar, permanece como fator determinante para a alta participação de renováveis na matriz total.

As biomassas incluem lenha, carvão vegetal e derivados da cana, conforme registrado no REB 2025. Esses insumos seguem essenciais no balanço energético, especialmente em setores industriais e no interior do país.

Matriz elétrica ainda mais limpa

Além da matriz energética total, o Brasil segue se destacando na geração de eletricidade: segundo o REB, a maior parte da produção vem de hidrelétricas, eólicas, solares e biomassa, garantindo baixa intensidade de carbono no setor elétrico e reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.

Veja mais a respeito do tema na íntegra do REB 2025

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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