25 de junho de 2026

Caged registra criação de 654 mil empregos no trimestre

Saldo registrado no mês de março atingiu 71,5 mil vagas; quase 3,8 milhões de vagas formais foram criadas desde janeiro de 2023
Foto: Marcello Casal Jr/ABr

O mercado de trabalho brasileiro abriu 654 mil postos de trabalho com carteira de trabalho ao longo do primeiro trimestre de 2025, resultado de 7,13 milhões de admissões e 6,48 milhões de desligamentos no período entre janeiro e março de 2025.

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Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. São 1,6 milhão de vagas com carteira assinada criadas nos últimos 12 meses e, desde janeiro de 2023, início da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 3,8 milhões.

Quando se considera apenas o mês de março, 71,5 mil postos de trabalho foram gerados em todo o país, produto da diferença entre 2,23 milhões de admissões e 2,16 milhões de desligamentos.

Com isso, o Brasil chegou ao maior estoque da história: 47,857 milhões de trabalhadores formalizados. Esse momento do mercado também foi computado pelos dados de desemprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística): o índice de 7% no primeiro trimestre do ano é o menor da série histórica iniciada em 2012.

Avanço em quatro setores da economia

Segundo os dados do Novo Caged, o avanço apurado no trimestre foi verificado em quatro dos cinco setores econômicos, com mais força no de Serviços, que gerou 362,8 mil.

A Indústria gerou 153,8 mil empregos formais no trimestre, com destaque para o Abate e Fabricação de Produtos de Carne (14.517 vagas), principalmente Abate de Aves (+6.505), Processamento Industrial do Fumo (+10.835) e Confecção de Artigos do Vestuário e Acessórios (+9.539).

A Construção Civil gerou 100 mil postos em 2025, e a agropecuária foi responsável pela criação de 51 mil novas vagas. Apenas o Comércio teve desempenho negativo, com -13,6 mil empregos. Em março, três dos cinco setores foram positivos: Serviços (52,4 mil postos), Construção (21,9 mil) e Indústria (13,1 mil).

Em termos regionais, São Paulo lidera o ranking com a criação de 34,8 mil novos postos. Minas Gerais, com 18,1 mil, e Santa Catarina, com 9,8 mil, completam o trio dos estados com maior saldo no mês passado.

No acumulado de 2025, o maior crescimento foi registrado em São Paulo, com 209,6 mil postos, seguido de Minas Gerais, com 75,8 mil, e do Rio Grande do Sul, com 66,4 mil.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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1 Comentário
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  1. José Carvalho

    1 de maio de 2025 2:10 pm

    Esse saldo na geração de empregos no trimestre inicial do ano, demonstra a busca de saídas por parte de trabalhadores e empregadores. Há uma resistência, mesmo diante de ações contracionistas, de se manter meios de prosseguir adiante. A indagação fica em relação a quem tem que olhar bem mais distante. Eles não podem fazer praticamente nada estando a economia com crescimento. Teoricamente seria eles quem proporcionariam uma elevação da qualidade da economia brasileira. São quem proporcionam condições mais favoráveis ao funcionamento de toda a economia. Tudo aquilo que formata ao longo de um tempo o quadro geral de um país, não é feito. Primeiro o País tem que atender a meta da inflação. Depois sem ter a mínima condição de manter essa meta, continua tentando. Só deu certo quem fez outra coisa além de trazer uma inflação ao centro da meta; quem quis também desenvolver a economia.

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