21 de maio de 2026

Caixa seguirá como banco público, afirma Rita Serrano

Em entrevista, presidente da instituição diz que atuação deve ser direcionada ao atendimento da população e desenvolvimento do país
Rita Serrano, presidente da Caixa Econômica Federal. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A operação para abertura de capital da Caixa Econômica Federal, planejada pelo governo Jair Bolsonaro, deixou de existir e a instituição seguirá pública, segundo a presidente do banco, Rita Serrano.

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“O mais relevante e a primeira coisa que vai mudar é que o banco vai se manter público. O desenho que estava colocado no governo anterior era vender todos os ativos, ou abrir capital das subsidiárias, e havia uma discussão de abrir o capital da própria Caixa. Isso não existe mais, empresas públicas voltam a ser valorizadas e utilizadas para o desenvolvimento do país”, afirma Rita, em entrevista ao jornal Valor Econômico.

A executiva lembrou que tanto o plano estratégico como os planos de negócios e orçamentário estão sendo refeitos, e o processo deve ser finalizado até abril – quando a direção do banco passará por uma série de mudanças.

Segundo Rita Serrano, o papel dos bancos públicos é atuar como política anticíclica, no sentido da concorrência – e que, embora o atacado não seja abandonado, a prioridade de trabalho do banco “é microcrédito, a pequena e a média empresa, que geram emprego (…) A grande empresa tem opção de crédito fora da Caixa, o pequeno e médio empresário já têm opção mais restrita”.

Além disso, a presidente do banco afirma que a Caixa não vai aderir às regras do crédito consignado para o Bolsa Família, uma vez que o produto não se paga com as novas regras estabelecidas e o produto foi criado com cunho eleitoral.

Rita Serrano também destaca que o trabalho com Estados e municípios (um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva) será retomado com a oferta de técnicos para orientação dos municípios, em especial os menores, com acompanhamento de projetos e das obras em andamento.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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