13 de julho de 2026

Confiança da indústria atinge menor nível em cinco anos e reforça pessimismo do setor, aponta CNI

ICEI recua para 44,4 pontos em julho, registra o pior resultado desde a pandemia e completa 19 meses consecutivos abaixo da linha de confiança
Foto de Fabio Teixeira via pexels.com

Confiança dos empresários da indústria brasileira caiu para 44,4 pontos em julho, menor nível desde junho de 2020.
Índice permanece abaixo de 50 pontos há 19 meses, indicando pessimismo contínuo desde 2015-2016.
Incertezas externas e tensões internacionais aumentam cautela, afetando investimentos e geração de empregos.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A confiança dos empresários da indústria brasileira voltou a recuar em julho e atingiu o menor nível desde o auge da pandemia de Covid-19: o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), caiu de 46,7 para 44,4 pontos, o pior resultado desde junho de 2020.

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Com o novo recuo, o indicador permanece abaixo da linha de 50 pontos — que separa confiança de falta de confiança — há 19 meses consecutivos. Trata-se da segunda mais longa sequência de pessimismo da série histórica, atrás apenas do período entre 2015 e 2016, durante a recessão econômica.

Segundo a CNI, o resultado sinaliza um ambiente de maior cautela entre os empresários industriais, com potencial impacto sobre produção, investimentos e geração de empregos.

Avaliação do presente e expectativas pioram

O levantamento mostra que tanto a percepção sobre as condições atuais quanto as expectativas para os próximos meses se deterioraram.

O Índice de Condições Atuais caiu 0,7 ponto, para 41,6 pontos, indicando que os empresários avaliam que a situação da economia e das próprias empresas está pior do que há seis meses.

Já o Índice de Expectativas apresentou uma queda ainda mais intensa, recuando 3,1 pontos e chegando a 45,8 pontos. Foi a maior retração desde novembro de 2022, quando o indicador havia registrado uma queda de 10,8 pontos.

Com isso, a confiança dos industriais em relação ao desempenho de suas empresas perdeu força, enquanto aumentou o pessimismo sobre a economia brasileira – e o agravamento das tensões internacionais também contribuiu para a deterioração das expectativas dos empresários.

Entre os fatores apontados estão o aumento das incertezas provocado pelos conflitos no Oriente Médio e a possibilidade de retomada de tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, cenário que pode afetar as exportações da indústria nacional.

Na avaliação da entidade, a combinação de incertezas externas e confiança deprimida tende a tornar as empresas mais conservadoras nas decisões de investimento, contratação de trabalhadores e expansão da produção nos próximos meses.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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