A crise global do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio está prestes a entrar em uma nova fase — mais concreta, mais severa e potencialmente mais devastadora para a economia mundial.
O alerta é do economista Paul Krugman, que aponta uma mudança crucial: o problema deixará de ser apenas expectativa de escassez e passará a ser falta real de oferta.
Segundo Krugman, cerca de 20% da produção mundial de petróleo normalmente passa pelo Estreito de Ormuz — fluxo que foi praticamente interrompido após o início do conflito. Até agora, porém, os efeitos diretos sobre o abastecimento global foram limitados.
Isso ocorre porque o petróleo leva entre quatro e seis semanas para chegar aos principais mercados internacionais. Ou seja, ainda há uma “herança logística” de embarques feitos antes da escalada militar, o que manteve a oferta relativamente estável no curto prazo.
De acordo com Krugman, os primeiros sinais concretos da crise devem surgir rapidamente: o fornecimento para a Ásia já começa a ser interrompido, enquanto a Europa deve sentir os impactos na sequência. A partir desse momento, a crise deixa de ser especulativa — refletida apenas nos mercados futuros — e se torna física, com escassez real de petróleo.
Esse ponto de virada também limita a capacidade de intervenção política sobre os preços. Até agora, declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre possíveis negociações com o Irã ajudaram a conter temporariamente a alta do petróleo. Mas, segundo Krugman, esse tipo de estratégia perde efeito quando a escassez se materializa.
Nesse cenário, os preços tendem a subir até um nível capaz de reduzir a demanda — um processo que, historicamente, ocorre de forma dolorosa, com impacto direto sobre consumo, inflação e crescimento econômico.
Krugman também chama atenção para um desalinhamento entre analistas. Enquanto economistas e especialistas em mercado financeiro tendem a minimizar os riscos, profissionais do setor energético demonstram maior preocupação com a realidade física da oferta.
Na visão do Nobel de Economia, o mundo pode estar subestimando a gravidade da crise. E, à medida que o petróleo deixa de chegar aos mercados, os impactos econômicos tendem a se tornar inevitáveis.
Rui Ribeiro
1 de abril de 2026 8:11 pmVeja, Meu Bem, gasolina vai subir de preço e eu não quero nunca mais seu endereço. Ou é o começo do fim ou é o fim do começo. Alô, Pernambuco! Alô, Pitty!
Rui Ribeiro
1 de abril de 2026 8:37 pmEnquanto a elite mamona prometia enviar a primeira leva de humanos para fundar a cidade Moskiana em Marte neste ano, um foguete da NASA acaba de partir com tripulação para sobrevoar a Lua. Eles se esqueceram como se pousa na Lua, mesmo já tendo feito isso umas 5 ou 6 vezes vezes. Eles têm a memória muito curta. Eu sabia como se insere um heptágono regular num quadrado com um lado do heptágono sobre a base do quadrado e com dois vértices do heptágono tocando outros dois lados do quadrado. Será que eu ainda sei? Num quadrado de lado igual a 1, o lado do heptágono é igual a 0,445. Confere, Nassif?
Rui Ribeiro
2 de abril de 2026 9:51 amTrump diz que os EUA sao energeticamente independentes do Oriente Médio e que o fechamento do Estreito de Ormuz não prejudica os estadunidenses, ao contrário, os beneficia. Sqn. Os preços dos combustíveis estão se elevando boa EUA e essa elevação impactará negativamente os preços dos alimentos. Só os magnatas estadunidenses ganham com essa agressão gratuita ao Irã. A maioria esmagadora da população estadunidense sai perdendo com a guerra, além de custeá-la em benefício dos $ionistas