4 de junho de 2026

Custo da cesta básica aumenta em 10 capitais em março

Com base no custo dos alimentos em São Paulo, salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.832,20
Foto de Anna Shvets via pexels.com

O preço do conjunto de alimentos que forma a cesta básica subiu em 10 das 17 capitais pesquisas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) no mês de março.

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Na comparação com fevereiro, as capitais que registraram os aumentos mais expressivos foram Recife (5,81%), Fortaleza (5,66%), Natal (4,49%) e Aracaju (3,90%), enquanto as principais reduções as foram observadas no Rio de Janeiro (-2,47%), em Porto Alegre (-2,43%), Campo Grande (-2,43%) e Belo Horizonte (-2,06%).

O custo da cesta básica subiu em todas as capitais pesquisadas entre março de 2023 e março de 2024, exceto Natal (-1,58%). As maiores variações ocorreram no Rio de Janeiro (10,42%), em Belo Horizonte (8,85%), Brasília (7,84%) e Curitiba (7,11%). 

Nos três primeiros meses de 2024, o custo da cesta básica aumentou em todas as cidades, com variações que oscilaram entre 1,42%, em Porto Alegre, e 10,58%, em Salvador. 

A cidade de São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 813,26), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 812,25), Florianópolis (R$ 791,21) e Porto Alegre (R$ 777,43).

Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 555,22), João Pessoa (R$ 583,23) e Recife (R$ 592,19). 

Custo da cesta básica para o trabalhador

Com base no preço da cesta básica de São Paulo, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 6.832,20 ou 4,84 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.412,00.

Em fevereiro, o valor necessário era de R$ 6.996,36 e correspondeu a 4,95 vezes o piso mínimo. Em março de 2023, o mínimo necessário deveria ter ficado em R$ 6.571,52 ou 5,05 vezes o valor vigente na época, que era de R$ 1.302,00.

Na comparação do custo da cesta com o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média 53,29% do rendimento para adquirir os produtos alimentícios básicos em março, acima dos 52,90% apurados em fevereiro. Em março de 2023, o percentual ficou em 55,47%.

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Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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