6 de junho de 2026

Tarifaço não impede aumento do déficit comercial dos EUA

Alta das importações e queda das exportações ampliam saldo negativo e reacendem debate sobre eficácia da política tarifária
Foto de olia danilevich via pexels.com

Déficit comercial dos EUA subiu para US$ 56,8 bi em novembro, alta de 95% frente a outubro, com queda nas exportações e alta nas importações.
Exportações recuaram 3,6%, puxadas por ouro, petróleo e medicamentos; importações cresceram 5%, destacando produtos farmacêuticos e tecnologia.
Déficit com China caiu abaixo do da UE e perto do do México; Suprema Corte avaliará legalidade das tarifas de Trump em breve.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O déficit comercial dos Estados Unidos voltou a subir em novembro, revertendo a trajetória de queda vista nos meses anteriores e reforçando a volatilidade do comércio global em meio às tarifas impostas pelo presidente Donald Trump.

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Segundo o Departamento de Comércio, o saldo negativo em bens e serviços atingiu US$ 56,8 bilhões, alta de 95% em relação a outubro. O resultado foi impulsionado pela combinação de queda nas exportações, que recuaram 3,6%, e alta das importações, com avanço de 5% no mês.

A retração das vendas externas foi liderada por produtos como ouro, petróleo bruto, bens de consumo e medicamentos. Já do lado das importações, destacaram-se compras de produtos farmacêuticos e equipamentos tecnológicos, especialmente para novos centros de dados.

No acumulado do ano até novembro, o déficit comercial norte-americano ainda avançou 4,1% na comparação anual, apesar do crescimento tanto das exportações (+6,3%) quanto das importações (+5,8%).

Segundo analistas ouvidos pelo The New York Times, a alta mais forte do déficit em novembro pode impactar negativamente as estimativas de crescimento da maior economia do mundo no quarto trimestre, com reflexos sobre cadeias globais de produção e comércio.

As tarifas de Trump alteraram a geografia do comércio internacional: entre janeiro e novembro, o déficit dos EUA com a China ficou abaixo do registrado com a União Europeia e próximo ao saldo negativo com o México, o que aponta um redirecionamento das trocas globais em resposta às barreiras comerciais.

Contudo, o cenário permanece incerto diante da expectativa de novas mudanças nas tarifas: a Suprema Corte norte-americana deve se pronunciar em breve sobre a legalidade de parte das medidas adotadas com base em uma lei de emergência dos anos 1970.  Enquanto isso, a tarifa efetiva média do país segue próxima de 17%, o nível mais elevado desde a década de 1930.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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3 Comentários
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  1. Rui Ribeiro

    30 de janeiro de 2026 8:53 am

    O tiro saindo pela culatra. Eu já sabia. Agora, prá piorar, o Rato Trump tenta justificar um erro com outro erro, como se dois erros resultassem num acerto:

    “O presidente americano disse que a reputação de Alex Pretti, morto no último sábado (24) por agentes da Patrulha de Fronteira do governo Trump, ‘caiu drasticamente'”.

  2. Rui Ribeiro

    30 de janeiro de 2026 8:57 am

    Pois é. Diria Brecht que, do rio que tudo arrasta, se diz que é violento, mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem

    Alex Pretti é um working class hero. Valeu, Irmão! Você é lindo! Rip!

  3. Rui Ribeiro

    30 de janeiro de 2026 12:30 pm

    Uma sociedade que consome mais do que produz não tem como não ter déficit comercial. A menos que se faça como os EUA estão fazendo na Venezuela. Roubar.

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