A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026, alcançando o menor patamar para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, em 2012, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O índice ficou estável em relação ao trimestre anterior (5,8%), mas recuou 0,6 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2025, quando era de 6,2% – e reforça a trajetória de aquecimento do mercado de trabalho brasileiro, que tem ampliado a absorção de mão de obra.
O número de pessoas desocupadas permaneceu praticamente estável em relação ao trimestre anterior, em 6,1 milhões, mas caiu 9,3% frente ao mesmo período do ano passado, o equivalente a 624 mil brasileiros a menos em busca de trabalho. Ao mesmo tempo, o contingente de pessoas ocupadas chegou a 102,7 milhões, com crescimento tanto na comparação trimestral quanto na anual.
Os indicadores mais amplos do mercado de trabalho também apontam melhora. A taxa composta de subutilização da força de trabalho — que reúne desempregados, subocupados por insuficiência de horas e pessoas disponíveis para trabalhar, mas que não buscaram emprego — recuou para 13,3%, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. A população subutilizada caiu para 15,1 milhões de pessoas, enquanto o contingente de trabalhadores subocupados ficou em 4,1 milhões.
Outro destaque foi a redução do desalento. O número de pessoas que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não conseguiriam uma vaga caiu para 2,4 milhões, uma queda de 10,2% em relação ao trimestre anterior e de 14,6% na comparação anual.
A informalidade também manteve trajetória de redução. A taxa ficou em 37,3% da população ocupada, equivalente a 38,3 milhões de trabalhadores, abaixo dos percentuais registrados tanto no trimestre encerrado em fevereiro (37,5%) quanto no mesmo período de 2025 (37,8%).
Entre os grupos ocupacionais, o destaque positivo foi o crescimento de 3,6% do emprego no setor público em relação ao trimestre anterior. Já o número de trabalhadores domésticos continuou em trajetória de queda na comparação anual, refletindo, segundo o IBGE, a migração desses profissionais para ocupações formais com melhores salários e condições de trabalho em um mercado mais aquecido.
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