4 de junho de 2026

Dívida Pública sobe para R$ 2,716 trilhões

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Jornal GGN – A Dívida Pública Federal nominal aumentou 2,66% em novembro deste ano na comparação com outubro. Ao todo, chegou a R$ 2,716 trilhões. O valor ainda está dentro da meta do Plano Anual de Financiamento, que previa algo entre R$ 2,65 e R$ 2,8 trilhões.

De acordo com o Tesouro, a Dívida Pública Mobiliária Federal Interna teve o estoque ampliado em 2,84% em novembro, totalizando R$ 2,575 trilhões. O custo médio da dívida subiu de 13,75% em outubro para 14,03% em novembro, o maior patamar desde abril de 2007.

Os investidores estrangeiros detêm 19,37% (R$ 498,87 bilhões) dos papéis que compõem esse endividamento. As instituições financeiras 24,33% e os fundos de investimento, 19,48%.

Do Valor Econômico

Dívida Pública Federal sobe a R$ 2,716 trilhões em novembro

Por Fábio Pupo e Edna Simão

(atualizada às 10h28) A Dívida Pública Federal (DPF) aumentou 2,66% em termos nominais na passagem de outubro para novembro, somando R$ 2,716 trilhões. Pelas metas estabelecidas no Plano Anual de Financiamento (PAF), o endividamento deve oscilar entre R$ 2,65 trilhões e R$ 2,8 trilhões em 2015.

Segundo nota divulgada pelo Tesouro Nacional, a Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) teve seu estoque ampliado em 2,84%, para R$ 2,575 trilhões em novembro. O custo médio dessa dívida subiu de 13,75% em outubro para 14,03% ao ano em novembro, o maior patamar desde abril de 2007. A comparação, feita pelo Tesouro Nacional, considera o custo acumulado nos últimos 12 meses terminados em cada período.

Em relação à dívida pública federal total, o custo médio caiu 0,10 ponto percentual, passando de 16,15% em outubro para 16,05% no mês passado.

Os investidores estrangeiros detinham 19,37% (R$ 498,87 bilhões) dos papéis que compõem esse endividamento. As instituições financeiras possuíam 24,33% e os fundos de investimento, 19,48%. As instituições de previdência fecharam novembro com 21,44% dos papéis, enquanto o governo ficou com fatia de 5,87%, e as seguradoras, de 4,67%.

A dívida interna em títulos encerrou novembro com 40,86% de papéis prefixados e 23,89% de papéis pós­fixados. Os títulos indexados a índices de preços, por sua vez, terminaram novembro em 34,56% da dívida interna. Já os ativos corrigidos pelo câmbio respondem por uma parcela de 0,69% do total.

Já a Dívida Federal Externa somou R$ 141,66 bilhões (US$ 36,59 bilhões), o que representa uma queda de 0,54% na comparação com os números de outubro.

No mês passado, as emissões de títulos da Dívida Pública Federal corresponderam a R$ 54,82 bilhões, enquanto os resgates de papeis somaram R$ 12,37 bilhões, o que resultou em emissão líquida de R$ 42,45 bilhões.

O percentual vincendo da dívida interna em 12 meses aumentou levemente, de 21,62%, registrados em outubro, para 22,04% no mês passado. No entanto, o prazo médio da dívida interna total recuou de 4,64 anos em outubro para 4,54 anos em novembro.

(Fábio Pupo e Edna Simão | Valor)

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5 Comentários
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  1. servidor publico

    23 de dezembro de 2015 2:18 pm

    coragem

    Nunca é demais insistir: o governo precisa ter coragem para acenar com um limite crível e duradouro nos gastos correntes e, igualmente importante, para acenar com uma redução gradual, porém decidida dessa taxa SELIC.

    É essa taxa que desde da década de 1980, ainda mais que o déficit primário, tem nos mantido sob a chantagem da dominância fiscal,  com a imposição de uma taxa nominal que pede, por si própria, o efeito corretivo (redutor do valor real da dívida pública) da inflação, e que tem retroalimentado o próprio discurso pela sua manutenção.

    É melhor suportar uma taxa maior de inflação com um efeito corretivo, porém definitivo, agora, com a contrapartida em algum sacrifício consubstanciado em contenção de gastos, do que manter essa SELIC que destrói qualquer perspectiva de estabilização e aumento de receita futuro e empurra, ela mesma, a taxa de inflação para cima, ad perpetuam rei memoriam.

    Talvez uma redução da resistência irracional e conservadora às boas inovações ajude, no sentido de permitir a utilização de instrumentos como aumento da poupança (financiando em parte a rolagem) como contrapartida para a não imposição de uma adicional de IR e outros impostos, por exemplo.

    De todo modo, o que não se pode é permitir que esses juros continuem a ser praticados. 

     

  2. aliancaliberal

    23 de dezembro de 2015 3:13 pm

    Errado, Dívida Pública

    Errado, Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) e de 3.936,06 bilhões r$ no relatório de nov 2015, já em nov de 2014 era 3.245,93.

    A divida publica no Brasil é mensurada de forma diferernte do resto do mundo, não contabiliza a divida em mãos do BC como se faz no resto do mundo.

    Observe a formula =DP9+DP23+DP35, se você retira dp35 chega ao declarado pelo tesouro.

  3. drigoeira

    23 de dezembro de 2015 4:23 pm

    O cavalo passa e o governo não monta…

    De como o governo do PT perdeu a oportunidade de reduzir esta dívida na crise de 2008, com o dólar a míngua poderia ter comprado a própria dívida atrelada em dólar. E agora com o dólar em alta comprar suas dívidas atreladas em real.

    Parece muito simplista de minha parte, mas o governo perdeu a oportunidade no momento que o país era “imã” de dólares.

    Todo mundo sabe que o dólar não ficará muito tempo desvalorizado numa crise…

  4. Solange Nogueira da Silva

    23 de dezembro de 2015 6:10 pm

    Parabéns Dilma! Vamos bater
    Parabéns Dilma! Vamos bater todos os records….

    1. Fabio SP

      23 de dezembro de 2015 9:09 pm

      Será que vc ainda não sabe

      Será que vc ainda não sabe que é tudo culpa do FHC?!?!!?

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