
Jornal GGN – A Dívida Pública Federal nominal aumentou 2,66% em novembro deste ano na comparação com outubro. Ao todo, chegou a R$ 2,716 trilhões. O valor ainda está dentro da meta do Plano Anual de Financiamento, que previa algo entre R$ 2,65 e R$ 2,8 trilhões.
De acordo com o Tesouro, a Dívida Pública Mobiliária Federal Interna teve o estoque ampliado em 2,84% em novembro, totalizando R$ 2,575 trilhões. O custo médio da dívida subiu de 13,75% em outubro para 14,03% em novembro, o maior patamar desde abril de 2007.
Os investidores estrangeiros detêm 19,37% (R$ 498,87 bilhões) dos papéis que compõem esse endividamento. As instituições financeiras 24,33% e os fundos de investimento, 19,48%.
Do Valor Econômico
Dívida Pública Federal sobe a R$ 2,716 trilhões em novembro
Por Fábio Pupo e Edna Simão
(atualizada às 10h28) A Dívida Pública Federal (DPF) aumentou 2,66% em termos nominais na passagem de outubro para novembro, somando R$ 2,716 trilhões. Pelas metas estabelecidas no Plano Anual de Financiamento (PAF), o endividamento deve oscilar entre R$ 2,65 trilhões e R$ 2,8 trilhões em 2015.
Segundo nota divulgada pelo Tesouro Nacional, a Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) teve seu estoque ampliado em 2,84%, para R$ 2,575 trilhões em novembro. O custo médio dessa dívida subiu de 13,75% em outubro para 14,03% ao ano em novembro, o maior patamar desde abril de 2007. A comparação, feita pelo Tesouro Nacional, considera o custo acumulado nos últimos 12 meses terminados em cada período.
Em relação à dívida pública federal total, o custo médio caiu 0,10 ponto percentual, passando de 16,15% em outubro para 16,05% no mês passado.
Os investidores estrangeiros detinham 19,37% (R$ 498,87 bilhões) dos papéis que compõem esse endividamento. As instituições financeiras possuíam 24,33% e os fundos de investimento, 19,48%. As instituições de previdência fecharam novembro com 21,44% dos papéis, enquanto o governo ficou com fatia de 5,87%, e as seguradoras, de 4,67%.
A dívida interna em títulos encerrou novembro com 40,86% de papéis prefixados e 23,89% de papéis pósfixados. Os títulos indexados a índices de preços, por sua vez, terminaram novembro em 34,56% da dívida interna. Já os ativos corrigidos pelo câmbio respondem por uma parcela de 0,69% do total.
Já a Dívida Federal Externa somou R$ 141,66 bilhões (US$ 36,59 bilhões), o que representa uma queda de 0,54% na comparação com os números de outubro.
No mês passado, as emissões de títulos da Dívida Pública Federal corresponderam a R$ 54,82 bilhões, enquanto os resgates de papeis somaram R$ 12,37 bilhões, o que resultou em emissão líquida de R$ 42,45 bilhões.
O percentual vincendo da dívida interna em 12 meses aumentou levemente, de 21,62%, registrados em outubro, para 22,04% no mês passado. No entanto, o prazo médio da dívida interna total recuou de 4,64 anos em outubro para 4,54 anos em novembro.
(Fábio Pupo e Edna Simão | Valor)
servidor publico
23 de dezembro de 2015 2:18 pmcoragem
Nunca é demais insistir: o governo precisa ter coragem para acenar com um limite crível e duradouro nos gastos correntes e, igualmente importante, para acenar com uma redução gradual, porém decidida dessa taxa SELIC.
É essa taxa que desde da década de 1980, ainda mais que o déficit primário, tem nos mantido sob a chantagem da dominância fiscal, com a imposição de uma taxa nominal que pede, por si própria, o efeito corretivo (redutor do valor real da dívida pública) da inflação, e que tem retroalimentado o próprio discurso pela sua manutenção.
É melhor suportar uma taxa maior de inflação com um efeito corretivo, porém definitivo, agora, com a contrapartida em algum sacrifício consubstanciado em contenção de gastos, do que manter essa SELIC que destrói qualquer perspectiva de estabilização e aumento de receita futuro e empurra, ela mesma, a taxa de inflação para cima, ad perpetuam rei memoriam.
Talvez uma redução da resistência irracional e conservadora às boas inovações ajude, no sentido de permitir a utilização de instrumentos como aumento da poupança (financiando em parte a rolagem) como contrapartida para a não imposição de uma adicional de IR e outros impostos, por exemplo.
De todo modo, o que não se pode é permitir que esses juros continuem a ser praticados.
aliancaliberal
23 de dezembro de 2015 3:13 pmErrado, Dívida Pública
Errado, Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) e de 3.936,06 bilhões r$ no relatório de nov 2015, já em nov de 2014 era 3.245,93.
A divida publica no Brasil é mensurada de forma diferernte do resto do mundo, não contabiliza a divida em mãos do BC como se faz no resto do mundo.
Observe a formula =DP9+DP23+DP35, se você retira dp35 chega ao declarado pelo tesouro.
drigoeira
23 de dezembro de 2015 4:23 pmO cavalo passa e o governo não monta…
De como o governo do PT perdeu a oportunidade de reduzir esta dívida na crise de 2008, com o dólar a míngua poderia ter comprado a própria dívida atrelada em dólar. E agora com o dólar em alta comprar suas dívidas atreladas em real.
Parece muito simplista de minha parte, mas o governo perdeu a oportunidade no momento que o país era “imã” de dólares.
Todo mundo sabe que o dólar não ficará muito tempo desvalorizado numa crise…
Solange Nogueira da Silva
23 de dezembro de 2015 6:10 pmParabéns Dilma! Vamos bater
Parabéns Dilma! Vamos bater todos os records….
Fabio SP
23 de dezembro de 2015 9:09 pmSerá que vc ainda não sabe
Será que vc ainda não sabe que é tudo culpa do FHC?!?!!?