Embraer muda nome para Boeing Brasil – Commercial

Analistas da imprensa consideram que a escolha do nome foi "conservadora", isso porque se manteve o "s" do Brasil, apesar de seguido pelo "comercial" em inglês

Foto: Divulgação Infraero

Jornal GGN – O primeiro passo para a descaracterização da Embraer, após a fusão da companhia brasileira pela norte-americana Boeing, foi anunciada nesta semana: Boeing Brasil – Commercial é o nome da nova empresa resultante da compra da divisão do setor comercial da brasileira pela norte-americana.

Analistas da imprensa consideram que a escolha do nome foi “conservadora”, isso porque se manteve o “s” do Brasil, apesar de seguido pelo “comercial” em inglês.

Em janeiro, o governo Bolsonaro aprovou a parceria entre a Embraer e a Boeing. Pouco mais de um mês depois, os acionistas concluíram a etapa final, selando o acordo que transferiu todo o segmento da aviação comercial da companhia brasileira para uma nova empresa, onde a Boeing passou a deter a participação majoritária (80%) e a Embraer minoritária (20%).

O contrato estabeleceu ainda a Boeing como administradora exclusiva da nova empresa, sem a interferência da Embraer.

A Embraer foi criada pelos militares em 1969 e se manteve estatal até 1994, quando foi privatizada, porém se mantendo com capital brasileiro. Ao longo de sua trajetória, a empresa se tornou a jóia da indústria do país e entre as mais competitivas do mundo no mercado de jatos comerciais.

O Ministério Público do Trabalho entrou na Justiça e pediu ao governo para barrar a venda do setor mais lucrativo da companhia brasileira, considerando os riscos à proteção dos empregos, soberania e interesses nacionais. Mas o órgão não foi atendido.

“A Embraer e a Boeing se negaram, duas vezes, no inquérito civil do MPT, a fornecer qualquer garantia [de manter os empregos no país e salvaguardar os interesses nacionais]. O mais preocupante é que, em sua petição no IC [inquérito civil], a Boeing diz que [dependendo] do ‘ciclo natural do negócio’ pode no futuro vir a deixar o país”, explicou o procurador do MPT, Rafael de Araújo Gomes, em entrevista ao GGN, pouco antes de Bolsonaro aprovar a venda.

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Os procuradores fizeram recomendações, tanto à Embraer e Boeing, quanto à União, para que o contrato de fusão tivesse dispositivos de garantia à proteção dos interesses nacionais e postos de trabalho no país. Como não foram atendidos, o grupo entrou com uma ação civil pública que tramita até agora na 1ª Vara do Trabalho de São José dos Campos. No estágio atual, como o acordo já foi autorizado pelo governo e pelos acionistas, as chances do negócio sofrer uma reversão são praticamente nulas.

É possível que os produtos da Embraer não sofram mudanças nos nomes. É o que destaca Igor Gielow, em matéria publicada nesta sexta (23) na Folha de S.Paulo. Ele lembra que quando a Boeing comprou a rival Donnell-Douglas em 1997, renomeou apenas um dos modelos, o MD-95, que virou Boeing-717.

No caso da Embraer, o mercado está de olho se a série E-Jets E2, jatos regionais da brasileira que já ganharam reputação no nicho vai mudar de nome.

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7 comentários

  1. Militares traidores. Porque não extinguir as forças armadinhas, isso armadinhas? Afinal de contas FORÇAS ARMADAS é pra defender o país. E os traidores estão entregando tudo.

  2. Realmente, já que as forças (?) armadas não servem ao país, deviria o governo brasileiro livrar- se desse bando de inúteis. Privativa essa merda! Ora mais!

    Orlando

  3. Realmente, já que as forças (?) armadas não servem ao país, deviria o governo brasileiro livrar- se desse bando de inúteis. Privativa essa merda! Ora mais!

    Orlando

  4. ADEUS EMBRAER. Adeus mais um pingo de inteligência que tivemos como Nação. Adeus este lapso de progresso e vanguarda. ADEUS EMPREGOS QUALIFICADOS. É lógico, NorteAmericanos manterão seus Centros Tecnológicos, Engenheiros, Royalties, Licenças, Patentes, Centros de Apoio, Peças de Reposição, Indústria Satélites aqui no Brasil. As 500 maiores Filiais das 500 maiores Empresas MultiNacionais Mundiais, que aqui estão, já o fazem. Basta ver a qualidade dos Automóveis Brasileiros. É exatamente igual aos norteamericanos, japoneses ou europeus. Não dá nem para discutir a farsa. Começou com as PRIVATARIAS. Vamos replicando a imbecilidade desde GV, passando por JK, FHC até a ‘invenção da roda’ por Guedes. Pegue dinheiro barato, com juros fixos. Não tem como dar errado. Atravessar o precipício sobre uma corda, equilibrando três bolas. “Nós garantimos que a corda não quebrará”. Divida em dólar (que é Moeda de outro país, sobre suas Legislações e Interesses) Câmbio Flutuante e Contratos indiscutíveis garantido o Empréstimo. SÓ por Garantia, eu disse SÓ por garantia, você dá suas Empresas, Patrimônio e Economia como Penhor. Mas é só Garantia. Uma balançada na Economia Mundia (que dizem afligiu a todos). E o que era Brasileiro…PRIVATARIAS trariam Dinheiro Barato que alavancaria a EMBRAER. Era o financiamento para alavancar a Empresa a outros níveis. Empregos, Tecnologias, Dinheiro para o Brasil. Alavancou tanto que levou embora. Replicaram outra farsa, começou que seria uma PARCERIA, UMA SOCIEDADE. A tal parceria transformou a EMBRAER em BOEING. E a BOEING continuou sendo BOEING. O Mercado que mais crescerá neste século. Voos Regionais entre 300 e 1.500 Km’s. A BOEING não supera seus FIASCOS. A Linha DreamLenaer e 737MAX (alguém encomendará estes aviões?), enquanto a AIRBUS amarga seu trágico FIASCO Comercial, o A380. Lotando Depósitos e Linha de Produção por falta de pedidos. A China e Russia já vislumbram sua fatia generosa em tal Mercado. NÓS vendemos a “Vaca dos Ovos de Ouro”. Vaca não dá ovos? Isto a inteligência e ‘essssssssperteza’ tupiniquim consegue enxergar !!! Pobre país rico. Mas de muito fácil explicação.

  5. Não imaginava que os militares brasileiros fossem tão covardes e traidores! Quem precisa de inimigos com forças armadas assim, o governo americano manda mais nos militares brasileiros do que O povo brasileiro!

  6. Guerra comercial entre Airbus e Boeing beneficiaria fabricante chinesa, diz ministro francês… Uma guerra comercial entre a Boeing e a Airbus só vai jogar tudo nas mãos da COMAC”, acrescentou ele, referindo-se à chinesa Commercial Aircraft Corp of China Ltd. Le Maire disse que a Europa tem os meios para retaliar qualquer sanção dos EUA aos produtos da UE, mas acrescentou: “É infinitamente preferível que, junto com nossos aliados dos EUA, encontremos o caminho para um compromisso”. …Somos Geniais. AntiCapitalismo de estado Tupiniquim.

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