25 de junho de 2026

Emprego da indústria registra 14ª queda consecutiva

Levantamento da CNI mostra que operação média do setor foi de 77,4% em março

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Jornal GGN – O faturamento da indústria caiu em março, após dois meses seguidos de crescimento. Pesquisa de indicadores industriais elaborada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) mostra que, na série livre de influências sazonais, houve uma retração de 1,2% no valor faturado entre fevereiro e março.

Já as horas trabalhadas, novamente excluindo os efeitos sazonais, seguiu praticamente estável, com crescimento de 0,2% na mesma base de comparação. Ambos os índices mostram quedas significativas na comparação com março passado: -14,5% (faturamento) e -9,9% (horas trabalhadas).

O emprego permanece em trajetória de queda ininterrupta pelo 14º mês consecutivo: entre fevereiro e março o índice recuou 0,6% (na série livre de efeitos sazonais). Em termos dessazonalizados, o emprego industrial de março é praticamente idêntico ao emprego médio de 2006. Na comparação entre os primeiros trimestres de 2016 e 2015, há uma queda de 9,3% no emprego industrial.

Excluídos os efeitos sazonais, as horas trabalhadas mostram variação de 0,2% na passagem de fevereiro para março. De acordo com a CNI, a estabilidade se dá em patamar baixo: na comparação entre os primeiros trimestres de 2016 e 2015, a queda é de 10,5%.

Refletindo a queda no emprego, a massa salarial real também segue em queda. Na passagem de fevereiro para março a massa salarial na indústria recuou 0,3%, a 9ª queda consecutiva em termos dessazonalizados. No trimestre, ao se comparar com o mesmo trimestre de 2015, a queda alcança 10,7%.

Segundo o levantamento, o rendimento médio real aumentou 0,2% na comparação da série dessazonalizada entre fevereiro e março de 2016, revertendo a queda domês anterior. Na comparação entre os primeiros trimestres de 2015 e 2016, o rendimento médio real recuou 1,5%.

A utilização da capacidade instalada recuou 0,3 pontos percentuais, de 77,7% em fevereiro para 77,4% em março, na série livre de efeitos sazonais. Com isso, a utilização reverteu parte do crescimento observado no mês anterior e se mantém praticamente no piso da série (77,1%, registrado em janeiro). Na comparação entre a utilização média dos primeiros trimestres de 2016 e 2015, a utilização da capacidade instalada mostra queda de 2,7 pontos percentuais.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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