5 de junho de 2026

Emprego industrial fica estável; salário sobe, segundo CNI

Jornal GGN – Embora a indústria brasileira tenha apresentado uma retração no ritmo de atividade durante o mês de novembro, o emprego no setor apresentou um crescimento de 0,1%, ao passo que a massa real de salários cresceu 0,8% e o rendimento médio do trabalhador ficou estável em relação a outubro na série dessazonalizada, segundo dados divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De janeiro a novembro de 2013, o emprego cresceu 0,7% e a massa real de salários subiu 2% em relação ao mesmo período de 2012. 

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Na comparação de novembro de 2013 com igual mês de 2012, a maior parte dos setores da indústria de transformação apresentou crescimento dos indicadores de emprego e massa real de salários. O emprego subiu em 14 de 21 setores considerados, com destaque para Vestuário (6,2%), Outros equipamentos de transporte (5,9%) e Borracha e plástico (5,2%). A massa salarial aumentou em 13 de 21 setores, na mesma base de comparação. Já o rendimento médio, teve variação positiva em uma parcela menor de setores, 11 de 21 considerados, também na comparação em 12 meses. 

O indicador de horas trabalhadas na produção caiu na maioria dos setores em novembro, 11 de 21 setores considerados apresentaram queda na comparação de novembro de 2013 com novembro de 2012. Dentre aqueles que tiveram maior redução, chamam atenção Vestuário (-9,2%) e Outros equipamentos de transporte (-6,6%). O menor ritmo da atividade industrial também foi notado no comportamento da UCI entre os setores: 11 de 21 considerados apresentaram queda em novembro, na comparação com o mesmo mês de 2012. Os setores que tiveram redução mais acentuada foram Bebidas (-6,7 p.p.) e Químicos (-4,7 p.p.). 

Na média da indústria de transformação, o faturamento real apresentou retração em novembro. No entanto, pouco mais da metade dos setores – 11 de 21 considerados – registrou crescimento desse indicador no mês, ao se comparar novembro de 2013 com o mesmo período de 2012. Dos setores com crescimento, quatro se destacaram com taxas de dois dígitos: Madeira (14,1%), Máquinas e materiais elétricos (11,6%), Vestuário (11,3%) e Outros equipamentos de transporte (11,3%).

Por outro lado, o faturamento da indústria brasileira caiu 1,8% em novembro na comparação com outubro de 2013, na série com ajuste sazonal. No mesmo período, as horas trabalhadas na produção recuaram 0,6% e o nível de utilização da capacidade instalada diminuiu 0,2 ponto percentual e alcançou 82%.

Conforme o levantamento, foi o terceiro mês consecutivo de queda do faturamento na série de dados com ajuste sazonal. No acumulado entre janeiro e novembro de 2013 em relação ao mesmo período de 2012, o faturamento cresceu 4%. Na mesma base de comparação, as horas trabalhadas na produção ficaram estáveis, com leve expansão de 0,1%, e a utilização da capacidade instalada aumentou 0,5 ponto percentual.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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