Jornal GGN – O nível de emprego registrado na indústria brasileira subiu 0,1% no mês de outubro frente ao registrado no mês anterior, segundo a série livre de influências sazonais divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com isso, o índice interrompeu uma sequência de cinco meses consecutivos de taxas negativas nesse tipo de confronto, quando a perda acumulada chegou a 1,8%.
Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral assinalou variação negativa de 0,3% no trimestre encerrado em outubro frente ao nível do mês anterior e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em abril último.
No confronto com outubro de 2012, o emprego industrial recuou 1,7%, com o contingente de trabalhadores apontando redução em 12 dos 14 locais pesquisados. O principal impacto negativo sobre a média global foi observado na Região Nordeste (-5,1%), seguido por São Paulo (-1,7%), Bahia (-6,3%), Rio Grande do Sul (-1,8%) e Pernambuco (-5,7%). Por outro lado, Região Norte e Centro-Oeste e Santa Catarina, ambos com avanço de 0,4% em outubro de 2013, apontaram as contribuições positivas sobre o emprego industrial do país.
Setorialmente, o índice mensal mostra que o total do pessoal ocupado assalariado recuou em 13 dos 18 ramos pesquisados, com destaque para as pressões negativas vindas de produtos de metal (-5,7%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-5,1%), máquinas e equipamentos (-3,5%), calçados e couro (-5,2%), outros produtos da indústria de transformação (-3,8%), produtos têxteis (-3,6%) e refino de petróleo e produção de álcool (-6,3%). Por outro lado, os principais impactos positivos sobre a média da indústria foram observados nos setores de borracha e plástico (2,9%) e de meios de transporte (1,2%).
O emprego industrial mostrou queda de 1,0% no ano, com taxas negativas em 11 dos 14 locais e em 11 dos 18 setores investigados. Entre os locais, Região Nordeste (-4,7%) apontou o principal impacto negativo no total da indústria, vindo a seguir Rio Grande do Sul (-2,2%), São Paulo (-0,6%), Pernambuco (-7,1%) e Bahia (-5,7%). Por outro lado, Santa Catarina (1,0%) exerceu a pressão positiva mais importante no acumulado dos dez meses do ano.
Setorialmente, ainda no índice acumulado no ano, as contribuições negativas mais relevantes sobre a média nacional vieram de calçados e couro (-5,3%), outros produtos da indústria de transformação (-4%), vestuário (-2,9%), produtos têxteis (-3,8%) e máquinas e equipamentos (-2,1%), enquanto os setores de alimentos e bebidas (1,3%) e de borracha e plástico (3,1%) responderam pelas principais influências positivas.
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