Empresários bolsonaristas reclamam de juros elevados

Conversas de bastidores revelam que ajuste da Selic pode afetar reeleição; presidente tenta financiamentos para manter apoio

Créditos da foto: (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O recente ciclo de alta dos juros tem sido tema de queixas de conversas de bastidores entre empresários bolsonaristas, seja pelo impacto em suas operações ou pelo impacto em uma eventual reeleição.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, uma boa parte dos empresários diz que a guerra na Ucrânia e a pandemia afetaram o cenário global de insumos e mercadorias, agravando a falta de material para a produção.

Mesmo assim, acreditam que esse cenário deve afetar a campanha de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). Sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eles dizem que o foco será uma agenda de apoio ao trabalhador e de incentivos que venham a estimular o crédito e atacar os juros.

Para evitar a perda de apoio do empresariado durante a campanha eleitoral, Bolsonaro tenta liberar programas de financiamento para as empresas, em especial as de pequeno e médio porte, que têm mais dificuldade em obter crédito.

Em 2019, primeiro ano de governo Bolsonaro, a taxa Selic estava em 6,50%, mas o indicativo chegou a 2% em 2020 como forma de estimular a economia.

Entretanto, a piora do cenário econômico levou o Banco Central a elevar a taxa de 2,75%, no começo de 2021, para 11,75% na última reunião – e a expectativa é que os juros continuem subindo.

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Redação

1 Comentário

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  1. Por certo empresários bolsonaristas hão de convir que a alta dos juros não tem qualquer relação com as políticas adotadas pelo governo bolsonaro.
    A diferença crucial entre Lula e Bolsonaro é que tudo o que acontece de ruim no governo do bolsonaro é culpa dos outros, e tudo o que aconteceu de bom nos governos Lula e Dilma não foram eles que fizeram.
    Bolsonaro se apropria dos feitos e acertos alheios com a mesma habilidade com que transfere aos outros a culpa pelos seus fracassos. E ele tem tido sorte. É a pandemia, é a guerra, é a crise, é a esquerda…Bolsonaro nunca fracassa.( Ele é imbrochável – he!he!) Não há como não cultivar admiradores. Ele segue as leis do poder à risca.
    Quando Lula vai conseguir falar assim com o povo? Quando se dará o tal do “controle da narrativa” pelas esquerdas.? A esquerda teima em lidar com a verdade sem vesti-la dignamente. Nada atrai mais predadores que a nudez. A esquerda reage ao personalismo e se incomoda quando um governante se mostra extremamente vaidoso.
    Ora, se é justamente esse ingrediente que faz um governante lembrado, por que não glorificar suas obras? Assim têm sido apagadas da memória do povo as benfeitorias desses governos. Veja se maluf não pôs suas placas nas suas obras superfaturadas?
    As indecentes 48 leis do poder precisam ser lidas pelas lideranças esquerdas , se não a título aprendizado, pelo menos como defesa e esclarecimento.

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