
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), revelou que a extrema-direita que atua nos Estados Unidos influenciou o cancelamento da reunião entre o chefe de pasta e o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, para discutir o tarifaço.
Em entrevista ao programa Estúdio i, nesta segunda-feira (11), Haddad afirmou que a conversa com o Bessent em maio, realizada na Califórnia para discutir a então sobretaxa de 10%, tinha sido muito proveitosa. “Foi uma conversa muito amistosa, apesar da tarifa já estar fixada em 10% na ocasião.”
“Nós começamos as tratativas para esta reunião no dia 21 de julho, um dia depois telefonema do presidente, e aguardamos até a semana passada o e-mail marcando dia e hora da reunião, que seria na quarta-feira desta semana (13)”, continuou Haddad.
No entanto, as tratativas sofreram interferências daqueles que deviam zelar pelos interesses do país. “A militância anti-diplomática dessas forças de extrema-direita que atuam junto à Casa Branca tomaram conhecimento da minha fala, porque eu dei a público que eu ia me reunir com o Bessent na quarta-feira, e agiram junto com alguns assessores do presidente [Donald] Trump, e a reunião virtual com ele foi desmarcada e não foi remarcada até agora”, afirmou o ministro.
No e-mail, o secretário norte-americano alegou falta de agenda.
Os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Geraldo Alckmin, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), também enfrentam dificuldades para dialogar com representantes do governo norte-americano, a fim de encontrar meios de negociar as tarifas de 50% sobre produtos brasileiros imposta desde a última quarta-feira (6).
“O que fica claro para nós é que a questão comercial não está em foco, não é essa questão que exigiria de parte a parte sentar à mesa para negociar”, concluiu o ministro da Fazenda.
Haddad resgatou ainda a fala do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), radicado nos Estados Unidos, em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que procuraria inibir contato entre os dois governos.

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Carlos
15 de agosto de 2025 8:02 amNão ia levar a nada.
O que vejo hoje nos eua é um país em estado vegetal comandado por um débil mental perigosíssimo.
E sabemos que não se deve bater palmas para maluco dançar.
Precisamos cuidar do quintal. Como o governo já acena com medidas reparadoras/mitigadoras aos atingidos pelo terrorismo tarifário, com 2 ações simples.
1) Chamar a responsabilidade os traidores locais, principalmente os homiziados no congresso, que insistem no “quanto pior melhor” achando que desta forma livram a si e outros facínoras da cadeia.
2) Fechar de vez acordos comerciais dentro do Brics. Afinal, grande parte da população mundial está ali representada.
Quanto a vistos, etc, que enfiem onde acharem mais confortável.